Arte Brasilis

ARTE BRASILIS é uma REVISTA ELETRÔNICA de ARTE, CIÊNCIA, FILOSOFIA e EDUCAÇÃO. Textos e referências para amigos, educadores, interessados em Cultura Brasileira e Educação para a Paz. artebrasilis@hotmail.com (MSN) artebrasilis@bol.com.br

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Terra Blog

Arquivo de: Junho 2007, 05

05.06.07

BIOCONSTRUÇÃO

LIVRO: MANUAL DO ARQUITETO DESCALÇO

Johan Van Lengen

Bio-Arquitetura / Auto-Construção.



Resumo:
Autor holandês que desistiu de uma bem sucedida carreira como arquiteto na Califórnia para fixar residência na América Latina no ramo de moradias populares. Depois de trabalhar em várias agências governamentais, incluvise a ONU, e de ter sido professor de arquitetura solar na UNICAMP, continuou seu trabalho de desenvolvimento de tecnologias de construção e em como transmiti-lás ao usuário. Disto resultou o Manual do Arquiteto Descalço, obra considerada pelos especialistas desta área como indispensável para a compreensão e emprego de tecnologias usadas na arquitetura.

...

"Este livro é para: estudantes de arquitetura interessados em bio-arquiterura; pessoas que queiram planejar ou construir sua própria casa, ou orientar um mestre-de-obras contratado, construtores, autoridades de pequenos municípios envolvidos no plano de desenvolvimento urbano das comunidades e seus arredores, seu abastecimento e saneamento, e também para extencionistas rurais e técnicos da área habitacional urbana.
A informação é proporcionada por meio de vários desenhos, quase sempre em perspectiva e da maneira mais clara possível. "

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www.4shared.com/file/15259404/372ca078/manual_arquiteto_descalco_pt_1.html

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No link acima você poderá fazer download do livro em PDF (a primeira de duas partes). Para isso, ao chegar à página linkada aqui, clique em "download file" (que está grifado, bem no meio da página).

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www.4shared.com/file/15259739/60f6315f/manual_arquiteto_descalco_pt_2.html

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Para abrir e salvar a segunda e última parte do livro, clique no link acima.

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< Post gentilmente sugerido por Cecília Borelli >

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  • Postado em 20:25:00

HÉLIO OITICICA COLORINDO LONDRES

Obra: Grande Núcleo (1960-66)

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As cores de Hélio Oiticica dominam Tate Modern, em Londres


Galeria inaugura mostra cronológica e anuncia a compra de nove obras do artista


Emilia Pérez, da Efe, EM 05 de junho de 2007 - ESTADÃO

LONDRES - A obsessão pela cor do artista brasileiro Hélio Oiticica, desde seus desenhos abstratos iniciais até as instalações que lhe deram fama internacional, é o fio condutor de uma exposição na Tate Modern londrinense que será inaugurada nesta quarta, 6.

A mostra cronológica The Body of Colour (O corpo da cor) documenta em dez salas a evolução do artista rompendo os limites tradicionais da pintura e da escultura. "Na obra de Oiticica, a cor não é somente a cor, mas um elemento em si mesmo, um elemento fundamental", explicou hoje a curadora, Mari Carmen Ramírez, na apresentação para a imprensa da mostra que poderá ser vista até 23 de setembro, quando será transferida para o Museu de Belas Artes de Houston.

Oiticica (1937-1980) chega ao panorama artístico brasileiro na década de 1950, em um momento de otimismo antes que a ditadura militar (1964-1985) frustrasse os sonhos utópicos de construção de uma sociedade moderna.

Foram os anos em que Lúcio Costa e Oscar Niemeyer desenvolveram seus projetos arquitetônicos, foi criada a Bienal Internacional de São Paulo, fundados os museus de arte moderna do Rio e São Paulo e nasceu o Grupo Frente (1955-1956), um movimento artístico radical ao qual se uniu Oiticica.

Nessa época o artista, que agrupa seu trabalho em séries, cria obras abstratas, influenciadas por mestres modernistas como Paul Klee E Piet Mondrian, onde os limites entre cor e estrutura começam a desabrochar e se encontram as raízes de seu trabalho Posterior.

Depois, chegariam suas séries Bilaterais (1959), Relevo Espacial (1960) e Grandes Núcleos (1960-1966), nas quais Oiticica cria obras de formas irregulares, pintadas por ambos lados e que não foram desenhadas para serem coladas na parede, mas no teto, para que o espectador caminhe entre elas.


Pintura para vestir
A exposição mostra a verão completa totalmente restaurada de Grandes Núcleos (1960-1966), uma obra espetacular formada por mais de 30 painéis pintados de ambos os lados e criados para permanecer suspensos no teto, pensados para permitir a interação do espectador com a obra de arte.

Novos passos nesta evolução são os trabalhos denominados Bólides (1963-1969), caixas ou garrafas com pigmentos, espumas, espelhos ou terra de várias cores e a série Penetrável (1960-1979), labirintos fechados que permitem ao espectador "entrar dentro da pintura", explica a curadora.

A mostra chega ao seu ápice com a série Parangolé (1964-1979), capas, vestidos e outras prendas de diversos materiais criados por Oiticica após sua imersão no mundo do samba, como resultado de seus contatos com a escola de samba Mangueira, no Rio.

Como destaca Ramírez, "são pinturas desenhadas para ser vestidas enquanto se dança não só ao ritmo de samba, mas também de rock, dos Beatles ou dos Rolling Stones", consumação de esforços do artista por incentivar a interação entre o espectador e a obra e liberar a cor em espaço tridimensional.


Galeria compra 9 obras
Na apresentação da mostra, o diretor da Tate Modern, o espanhol Vicente Todolí, anunciou a aquisição por parte da galeria londrina de nove obras do artista, entre elas, a instalação Tropicália, obra chave de Oiticica que deu nome ao movimento cultural homônimo.

Tropicália poderá ser vista na Tate como marca de uma Segunda mostra, Oiticica em Londres, que documenta a época em que o artista brasileiro passou exilado na capital britânica.

A galeria londrinense adquiriu também quatro desenhos abstratos da série Metaesquemas e quatro esculturas que formam parte da mostra The Body Of Colour, o que permite à Tate contar com a coleção mais significativa de obras do artista brasileiro.

Para Ramírez, essas aquisições "são sumamente importantes", especialmente para que o público europeu conheça mais o trabalho de um artista que permaneceu fora do mercado por desejo de sua família, mas cuja fama não deixou de crescer desde sua morte com apenas 42 anos. Oiticica nasceu em 1937 e sua vida foi interrompida abruptamente por um ataque cardíaco fulminante em 1980.

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VEJA MAIS SOBRE OITICICA EM:
http://www.pitoresco.com.br/brasil/oiticica/oiticica.htm

www.mac.usp.br/projetos/seculoxx/modulo3/neoconcreto/oiticica/index.html

http://www.artbr.com.br/casa/biografias/helio/

http://www.escritoriodearte.com/Helio-Oiticica.asp

http://www.comartevirtual.com.br/oiticica.htm

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  • Postado em 19:15:02

DIA MUNDIAL DO MEIO AMBIENTE

 

 

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Brasil


No Dia Mundial do Meio Ambiente (05/06/07), a organização não-governamental WWF Brasil coloca balões brancos em frente ao Congresso Nacional para alertar governo e sociedade sobre os desafios das mudanças climáticas.


Agência Brasil - GALERIA DE IMAGENS ESTADÃO

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  • Postado em 19:04:55

PESQUISA TRAÇA PERFIL DE PERSONAGENS

categorias: SAIBA !


Pesquisa traça perfil de personagem da literatura brasileira


Mulheres, negros, homossexuais e pobres aparecem com menor expressão


Ubiratan Brasil

ESTADAO.COM.BR - 05 de junho de 2007

 

SÃO PAULO - Homem branco, heterossexual, intelectualizado, sem deficiências físicas ou doenças crônicas, membro da classe média e morador de grande centro urbano - não, não se trata de um anúncio para relacionamentos, mas o perfil principal das personagens contemporâneas do romance brasileiro, segundo uma pesquisa realizada em Brasília. Durante vários meses, a partir de 2003, a professora Regina Dalcastagnè, do Departamento de Teoria Literária e Literaturas da Universidade de Brasília, comandou uma equipe de alunos que, debruçada sobre diversos livros de autores nacionais, conseguiu moldar o personagem mais comum da literatura brasileira. A polêmica conclusão (já há autor torcendo o nariz) será tema de um debate que ocorre nesta quarta-feira, 6, às 10 horas, no Itaú Cultural, iniciando o projeto Encontros de Interrogação.

Na palestra, Regina vai ser questionada pelos escritores Cristóvão Tezza e Maria José Silveira. Oportunidade para ela comentar sobre a metodologia do trabalho - a pesquisa fez uma espécie de recenseamento das personagens dos principais romances publicados no Brasil entre 1965-1979 e 1990-2004 pelas editoras mais importantes dos dois períodos: Civilização Brasileira e José Olympio para o primeiro intervalo e Companhia das Letras, Record e Rocco para o segundo. Foram estudadas, ao todo, 1.754 personagens de 389 romances, escritos por 242 autores diferentes. “Nosso objetivo foi comparar a época atual com o período marcado pela ditadura militar”, comenta Regina. “Daí a ausência dos anos 1980, que poderão inspirar uma outra pesquisa.”


O perfil dos autores se aproxima do dos personagens: em sua maioria homens, brancos, moradores do Rio de Janeiro e São Paulo e com profissões já ligadas ao domínio do discurso, como jornalista e professor universitário. “Dados importantes para se entender o enfoque do conjunto das narrativas atuais”, comenta Regina, para quem a literatura é mais um discurso na formulação da ideologia de uma sociedade. “O romance brasileiro possui como chão o Brasil contemporâneo. Ou seja, nosso universo literário é bastante limitado e excludente, assim como é reduzida a variedade de perspectivas sociais entre nossos escritores.”


Pobres perdem espaço
É o que explica, por exemplo, a pequena representação das personagens femininas, porcentagem que é menor no período 1990-2004, quando as mulheres aumentam sua participação apenas na posição de narradoras, mas são menos protagonistas das tramas do que antes. Uma das justificativas, no entender da pesquisadora, foi a eclosão do feminismo - apesar do aumento no número de escritoras, os homens sentiram-se retraídos. “Houve um certo constrangimento e os autores entenderam que a mulher poderia ela mesma dizer o que pensava, o que provocou um recuo na quantidade de personagens.” Ou seja, o romance brasileiro hoje conta com mais autoras e, ao mesmo tempo, elas se sentem mais à vontade para criar personagens do sexo masculino.

Entre 1965-1979 e 1990-2004, os pobres perdem espaço no romance brasileiro, que se concentra ainda mais nas classes médias e, ao mesmo tempo, dá mais espaço a personagens das elites econômicas. “É importante notar como a literatura se distancia dos problemas sociais, ignorando também os negros e os homossexuais”, comenta Regina. “E, quando esses aparecem, são de forma estereotipada, o que aproxima o romance da telenovela.”

A pesquisadora, que contou com uma bolsa do CNPq, notou ainda a ausência de características que marcam profundamente a rotina do brasileiro: quase não há, por exemplo, citações sobre futebol, carnaval e religião. Assim, apesar de ser muito referencial (o Brasil retratado é o atual) o que lhe confere um caráter realista, o romance traz personagens pouco realistas. “É como se o cenário das histórias fosse uma reprodução fiel da realidade, enquanto as figuras que ali se situam não são.”


Nova dinâmica

Há, é claro, exceções, mesmo que na valorização de detalhes. Sérgio Sant’Anna, por exemplo, sempre revelou a intenção de trabalhar em vários planos além da simples representação do mundo; Milton Hatoum ocupa-se dos problemas enfrentados pelos imigrantes na Amazônia; João Gilberto Noll preocupa-se também com os homossexuais; e Ferréz retrata o cotidiano de bairro pobre. “São exemplos preciosos, pois o estilo literário hoje tem uma outra dinâmica, apresentando diferenças que podem influenciar a literatura de autores brancos, enriquecendo-a”, conta Regina, que percebe as mesmas características no cinema nacional, pesquisa agora em andamento.

“Já vimos 150 filmes e o resultado, por enquanto, é semelhante: os personagens são, na maioria, homens brancos de classe média”, conta ela, que já concluiu como o tempo verbal das falas reforça as diferenças sociais. “Os personagens negros falam apenas no presente, enquanto os brancos referem-se também ao passado. É como se o branco pudesse pensar e o negro, apenas agir.”

A palestra de Regina Dalcastagnè abre a segunda edição do Encontros de Interrogação, que vai reunir, até sábado, prosadores, poetas, críticos, pesquisadores e leitores para responder perguntas ou provocar mais dúvidas sobre os sentidos e valores da literatura na produção contemporânea brasileira. O evento também marca o lançamento da Enciclopédia Itaú Cultural de Literatura Brasileira e dos programas de rádio focados na literatura, Escritor-Leitor e Inventário, ambos no novo site da instituição (www.itaucultural.org.br).

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ILUSTRAÇÃO: http://homepage.mac.com/luisacortesao/colheres/desk_pictures/estante.jpg

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  • Postado em 18:48:59

ARTE É EXERCÍCIO PARA O CÉREBRO

categorias: SAIBA !

Como aumentar os 'músculos' do nosso cérebro

Fernando Reinach*

É fácil observar que a prática de exercícios aumenta o tamanho dos músculos e que a atividade cerebral leva ao acúmulo de conhecimentos em nossa mente. Apesar disso, a maioria das pessoas não acredita que o simples ato de pensar possa realmente alterar a estrutura do cérebro. Um dos experimentos clássicos que demonstra esse fenômeno envolve o aprendizado da arte de tocar piano.

No cérebro existem duas áreas que controlam o movimento dos dedos, sendo uma para cada mão. O tamanho dessas áreas, que reflete o número de neurônios envolvidos na tarefa, pode ser medido através da utilização de um equipamento capaz de detectar a atividade elétrica na região cerebral. Foi utilizando este equipamento que os cientistas decidiram verificar o que ocorria quando uma pessoa aprendia a tocar piano.

Um grupo de voluntários foi colocado em frente ao piano e foi solicitado que praticassem ao instrumento, duas horas por dia, durante cinco dias, uma seqüência de notas que exigia a utilização dos cinco dedos da mão direita. O objetivo era não cometer erros e seguir o ritmo de um metrônomo, um aparelho que regula o andamento das músicas.

Em cinco dias, todos os “alunos”, que inicialmente trocavam as notas e erravam o ritmo, foram capazes de aprender a tocar a seqüência sem erros e seguindo o ritmo. A cada dia, o tamanho da área do cérebro responsável pelo controle dos movimentos dos dedos era medido. À medida que as pessoas melhoravam sua habilidade no piano, a área que controla os movimentos da mão direita foi aumentando, enquanto a área responsável pelo controle da mão esquerda não se alterou. Isso demonstra que, quando utilizamos uma parte do cérebro intensamente, ocorrem modificações nessa área de um modo a acomodar adequadamente a nova tarefa.

Não satisfeitos, os cientistas resolveram verificar se é necessário executar o movimento para que as alterações ocorram ou basta imaginar o movimento. Nesse experimento, os voluntários foram submetidos à mesma rotina, mas foram instruídos a deixar as mãos imobilizadas sobre a perna e somente imaginar que estavam praticando com a mão direita enquanto ouviam o metrônomo e olhavam para o teclado, tudo sem mover os dedos.

Para garantir que eles não movessem as mãos, foram colocados eletrodos que alertavam os cientistas se os voluntários tentavam mover os dedos. Depois de praticar mentalmente durante cinco dias, duas horas por dia, a área que controla os movimentos foi medida. O surpreendente é que a área do cérebro que controla a mão direita aumentou de tamanho mesmo na ausência de movimentos, demonstrando que somente o ato de imaginar o movimento da mão é capaz de alterar a estrutura do cérebro.

Como era de se esperar, não foi observada nenhuma alteração na área que controla a mão esquerda. Esse experimento foi um dos primeiros a demonstrar que o simples ato de pensar intensamente e de maneira repetitiva também é capaz de provocar alterações na estrutura de nosso cérebro.

As implicações desta descoberta são enormes. Atualmente, muitos cientistas acreditam na possibilidade de utilizar exercícios mentais para modelar nosso cérebro, da mesma forma que utilizamos as academias para modelar nossos músculos. Ainda não se sabe se essas técnicas são efetivas no tratamento de doenças mentais.

Mais informações em Modulation of Muscle Responses Evoked by Transcranial Magnetic Stimulation During the Acquisition of New Fine Motor Skills, no Journal of Neurophysiology, volume 74, página 1.037, 1995.

*fernando@reinach.com
Biólogo

[FONTE: O ESTADO DE SÃO PAULO]

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ILUSTRAÇÃO: http://homepage.mac.com/luisacortesao/colheres/desk_pictures/crescer1024.jpg

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  • Postado em 18:43:24