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GRAZIELLA HESSEL é a cantora da Música Brasileira que vem se destacando por sua preocupação pelo resgate de nossa identidade cultural.
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Canta a nossa música com arte e talento.
Dona de uma voz ímpar, interpreta além de suas composições, músicas dos grandes mestres da música popular Brasileira.
Influências de Dolores Duran eTom Jobim
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Contato
Fone: 9168-7196
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SITE: http://tramavirtual.uol.com.br/artista.jsp?id=8163
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Faça Download das músicas e letras:
VOA, VOA MEU MENINO
ESTRELAS MORTAS
TEMPO DE JUNHO
MALDITOS DEDOS
PARTIDA
MÃOS COLADAS
RITA NA JANELA
EU SOU LUISA
LUA VADIA
MANHÃ
COMPROMISSO
NUNCA MAIS
SETEMBRO NO LUAR
CARAVELAS
...

MÃOS COLADAS
(Graziella Hessel/Diorindo Lopes Júnior)
Cola tua mão na minha, e não a solte mais
Diz: é importante, me falar bastante
De coisas de tempos atrás
Diga: sim! chegou nosso tempo,
De neste momento
Sonharmos juntos
Experimentar a dois
O que deixamos pra depois
Diga, teu futuro sou eu,
Diga o meu presente é o teu
O que passou já morreu, só aconteceu
Já passou
Pega a minha mão, toma aqui meu coração
Mas vá com calma que com ele vai minha alma
Toda minha emoção, delicado coração
Com você não tenho medo,
Pra você conto os meus segredos
De mãos dadas, mãos coladas, desarmadas mãos
E o bom saber, muito amadas
Desejadas e queridas mãos...
Violoncelos (I e II): Fabiana Aiko
CAROS LEITORES, NOS TEXTOS DE Mª HELENA MATARAZZO NOTA-SE QUE AMAR É APRENDIZADO DIÁRIO, ONDE TUDO É POSSÍVEL, INCLUINDO O RE-COMEÇO.
O TRECHO ABAIXO REFLETE SOBRE CAMINHOS ENTRE DIFERENÇAS E IGUALDADES. FELICIDADES AOS "NAMORANTES"!
ARTE BRASILIS

Igualdade na diferença como nova prioridade

Por Maria Helena Matarazzo*
Depois da fase em que se buscava a igualdade pura e simples entre homens e mulheres, agora o modelo de relacionamento se baseia no reconhecimento das diferenças que existem entre os sexos, mas sem estabelecer hierarquia de valor entre elas.
Homens e mulheres vêm caminhando juntos pela vida desde o começo dos tempos, mas agora se perguntam: " Será que esta é a estrada certa? Será que ela está indo para onde a gente quer?" Os antropólogos sempre disseram que em todas as culturas, em todo lugar e sempre as relações foram complementares - a caça e a guerra masculinas, a maternidade feminina.
Por milênios esse modelo de complementaridade se manteve. O homem ousava desafiar a morte, a mulher operava o milagre da vida. Isso significa que por muito tempo as diferenças entre o feminino e o masculino foram reforçadas tanto pela cultura como pela educação. É verdade que os homens e as mulheres são diferentes, mas dentro desse modelo da desigualdade não só seu corpo mas também no lugar que ocupam na sociedade e aquilo que fazem são diferentes.
Nesses termos, diferença significa desigualdade, significa ainda que um é impotente sem o outro. Por esse motivo, os laços que se formavam eram sempre de dependência recíproca ou de um ficar por cima e o outro por baixo. O problema é que as sensações de por cima e por baixo vão se entranhando no corpo e na mente. Em cima significa forte, superior; embaixo está ligado a estar aprisionado, comprimido.
Entretanto agora, neste século, ocorreu uma mudança. Sobretudo nestes últimos 25 anos começou a surgir um novo modelo. As mulheres e até certo ponto os homens foram atrás daquilo que os iguala e tentaram superar as diferenças. As mulheres queriam "algo mais". Algo mais que antes. Esse algo mais quer dizer movimento, crescimento. Então, a experiência vital toma uma direção.
A partir do momento em que mulheres em um número considerável saíram da cozinha para ocupar as vagas nas faculdades e começaram a trabalhar fora, elas trocaram proteção por igualdade. Se antes se dizia " ladies first " (mulheres primeiro), depois se passou a dizer " eu primeiro " , e cada um passou a abrir as portas da vida para si mesmo.
Essa mudança fez também com que, pela primeira vez na história da humanidade, homens e mulheres começassem a se olhar cara a cara, a perceber os sonhos, os desejos, as fantasias um do outro, a ver coisas que jamais tinham visto até então. Com isso, foi surgindo uma nova fórmula de relacionamento. Tratava-se de uma declaração de interdependência na qual se considerava um progresso que o homem identificasse em si mesmo seu lado feminino e a mulher, por sua vez, percebesse seu lado masculino.
Assim ficava mais fácil o encontro, a ligação. Dizia-se: " Cada um tem em si um pouco do outro, ou seja, masculino é masculino, mas tem também um pouco de feminino (compreensão, sensibilidade). Feminino é feminino, mas tem também um pouco de masculino (agressividade, competitividade) " . A idéia era criar um novo tipo de parceria. Uma nova dança com parceiros se movendo num mesmo ritmo, criando um pattern juntos e sendo alimentados por isso.
Mas, como vivemos num mundo em transformação (mudado e mutante), as regras continuaram mudando e, com isso, homens e mulheres também. E agora está surgindo uma outra proposta, uma outra possibilidade, a de igualdade na diferença. Segundo esse novo modelo, as mulheres não são inferiores nem superiores aos homens, mas também não são iguais, só que essa diferença não é uma desvantagem, mas sim uma vantagem. Traduzindo: cada um é o que é e mantém suas características específicas. Por exemplo: homem forte, mulher sensível.
Mas ninguém é mais do que o outro, ou seja, as qualidades de um têm o mesmo valor que as do outro. Desta maneira, cada um dá sua contribuição única e insubstituível, e faz com que a diferença se destaque como valor. Isso significa reconhecer a diferença sem estabelecer hierarquia. Significa também avançar no caminho do conhecimento da nossa natureza, do que somos e do que podemos vir a ser.
As mulheres abrigam algumas diferenças básicas em relação aos homens porque no centro de sua existência estão valores como o amor, a atenção e o cuidado com o outro, as relações de ajuda mútua não remunerada a não ser pela reciprocidade, a proteção da vida.
Existe uma hora em que se compreende o que é essencial, o que realmente merece ser preservado.
A história está aí para nos mostrar que a humanidade nunca parou de evoluir. Talvez, se continuarmos trilhando esse caminho, aceitando as diferenças mas preservando a equivalência, estejamos indo exatamente para o lugar aonde desejamos chegar.
Maria Helena Matarazzo
É socióloga e sexóloga com especialização em terapia individual e de casais e mestrado em educação sexual.
Ex-consultora da Unesco, realiza palestras por todo o país.
Autora dos best sellers Amar é preciso, Nós dois, Encontros, Desencontros & Reencontros, Gangorras do amor, Namorantes e Coragem para amar.
Ganhou o prêmio Mulher 2000 por seu pioneirismo na área de sexualidade humana.
http://mhmatarazzo.sites.uol.com.br
VEJA TB:
http://www.terra.com.br/istoe/1760/1760vermelhas.htm
http://www.guiadolivro.com.br/livro_detalhes.php?id=97897&det=1&ver=rel
