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ARTE BRASILIS é uma REVISTA ELETRÔNICA de ARTE, CIÊNCIA, FILOSOFIA e EDUCAÇÃO. Textos e referências para amigos, educadores, interessados em Cultura Brasileira e Educação para a Paz. artebrasilis@hotmail.com (MSN) artebrasilis@bol.com.br

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Arquivo de: Junho 2007, 13

13.06.07

SANTO ANTÔNIO CASAMENTEIRO

categorias: ARTE POPULAR

SANTO ANTÔNIO NO FOLCLORE BRASILEIRO



Não há exagero na quadrinha popular que diz:

São João a vinte e quatro
São Pedro a vinte e nove
Santo Antônio a treze
Por ser o santo mais nobre

Na realidade Fernando Bulhões nasceu do casal Marins-Bulhões Taveira, da nobreza de Portugal.

Mas o que ficou dessa nobreza, para os fiéis foram as graças sobrenaturais que frei Antônio espalhou pelo caminho terreno e que o fez galgar a glória celeste sob a invocação de Santo Antônio.

A sua intercessão miraculosa é reclamada sob inúmeros aspectos.

O maior de seus milagres foi, sem dúvida o que se deu quando, já famoso orador, pregava em Pádua (Itália).

Avisado durante um sermão de que, em Portugal, o seu pai, condenado, caminhava para a forca, pousou por momentos a mão sobre a fronte e, milagrosamente desdobrou-se, foi à Lisboa e salvou-o.

Nem os ouvintes de Pádua perceberam que, durante aquela rápida parada em que o pregador parecia coordenar um pensamento, em pensamento havia realizado o até hoje discutido milagre do desdobramento da personalidade!

Daí, a dupla invocação do seu nome Santo Antônio de Lisboa, para aquele que nasceu em Lisboa em 1195, e Santo Antônio de Pádua, porque aí faleceu em 1232.

O prestígio do milagre de Santo Antônio alcançou as Índias, chegou ao Brasil e a todos os pontos onde existe um católico.

Santo Antônio, porém, sempre foi o santo do lar, dos nichos e barraquinhas.

Adorado com fervor é o orago das povoações, dos soldados, o santo familiar, o desvendador de perdidos, o protetor dos casamentos que o sincretismo das religiões populares levou aos candomblés da Bahia, confundindo com Ogum, santo guerreiro dos negros.

É festejado a treze de junho, dia de preceito em toda a América por determinação da bula de 1722, do papa Inocêncio XVIII.

Por muito tempo foi esse dia feriado no Brasil.

O milagroso santo desde os tempos coloniais que vem estendendo suas bençãos às nossas batalhas, garantindo vitória aos brasileiros. A libertação de Pernambuco é atribuída à sua milagrosa intervenção. Santo que os fiéis pernambucanos proclamam:

Milagroso Santo Antônio
Nosso padroeiro
Enche de alegria
Pernambuco inteiro

A defesa da colônia do Sacramento, ao Sul, esteve também entregue à milagrosa intervenção de Santo Antônio, que após a vitória recebeu um custoso bastão do governador Veiga Cabral.

Durante a invasão de Duclerc e Duguay-Trouin, no Rio de Janeiro, em 1710, o governador Castro Morais pediu a proteção de Santo Antônio. O provincial do convento de Santo Antônio, no largo da Carioca, enviou o rico bastão do santo ao governador, que apenas tocou a cabeça dele para iluminá-la, pedindo também que colocasse a imagem na muralha do convento, com uma lâmpada votiva acesa.

Travou-se a batalha. Os franceses foram derrotados.

Desde então, na frente do convento, em um nicho, fica a imagem de Santo Antônio e há sempre uma lamparina acesa.

O povo carioca tem grande fé nessa imagem, que chama Santo Antônio do Relento.

Por essas e outras vitórias alcançadas no norte e sul do Brasil, Santo Antônio atingiu altos postos militares, sendo condecorado pelo próprio dom João VI, que também lhe conferiu o posto de tenente coronel do Exército Brasileiro.

Com a proclamação da República e a conseqüente separação da igreja do estado, Santo Antônio perdeu o soldo que até então era pago ao superior do convento.

A ordem de Santo Antônio, porém, a cada novo governo que sucedia, reiterava requerimentos sem resultado.

Foi o ministro da Guerra, general Dantas Barreto que num curioso despacho deferiu o pedido, com uma cláusula explícita: "que o pagamento fosse próprio ou ao seu procurador…"

Os devotos de Santo Antônio pintam sua figura em objetos de barro, de louça, de madeira, trazem-no em bentinhos e breves e antigamente até por cepilhos da sela.

Daí o aviso ao meu cavaleiro:

"Segura-te no Santo Antônio!"

Também era em uso tempos idos colocar-se nas cartas as iniciais, S.A.t.g. (Santo Antônio te guie), hábito motivado por um milagre do santo realizado nas Astúrias, em 1729.

Mas ninguém desconhece a proteção de Santo Antônio para achar coisas perdidas, que surgem mal reza o responso:

Quem milagres quer achar
Contra os males e o demônio
Busque logo o Santo Antônio
Que aí o há de encontrar

A confiança em Santo Antônio é ilimitada.

Mas o seu maior prestígio é entre as moças que querem casar.

A filosofia popular retrata esses anseios na quadrinha pitoresca:

Santo Antônio me case já
Enquanto sou moça e viva
Porque o milho colhido tarde
Não dá palha nem espiga

A crendice aconselha às pretendentes ao matrimônio, como meio infalível, o furto do menino de Santo Antônio, tanto que a rima popular afirma:

Não quero Santo Antônio grande
Dentro do meu oratório
Eu quero é o meu pequenino
Que ouve o meu peditório

Às vezes o candidato tarda, ou é recalcitrante, e então vem o recurso extremo: penduram a imagem de cabeça para baixo e surram-na a valer!

Minha avó tem lá em casa
Um Santo Antônio velhinho
Em os moços não me querendo
Dou pancadas no santinho

Alucinadas, chegam a tirar o resplendor da imagem e sobre a tonsura pregam, com cera, uma moeda qualquer, que só sairá dali e será convertida em velas, no dia do casamento.

Chegam até a mergulhar a imagem dentro d’água!

Conta-se que certa solteirona amarrou a imagem numa corda e jogou-a num poço.

Correu o tempo. O barro da imagem dissolveu-se e o noivo não apareceu.

(...)

(Marisa Lira. ‘Folclore carioca; Santo Antônio no folclore brasileiro’. Correio da Manhã, 18/08/1950. Extraído do Boletim Trimestral da Comissão Catarinense de Folclore (IBECC), Florianópolis, Ano II, junho de 1951, nº 8. In APOCALYPSE, Mary. Estórias e lendas e Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro)

FONTE:

http://www.jangadabrasil.com.br/junho/cn10060b.htm

O PÃOZINHO DE SANTO ANTÔNIO

A história do pão de Santo Antônio remonta a um fato curioso que é assim narrado: Antônio comovia-se tanto com a pobreza que, certa vez, distribuiu aos pobres todo o pão do convento em que vivia. O frade padeiro ficou em apuros quando, na hora da refeição, percebeu que os frades não tinham o que comer: os pães tinham sido "roubados". O frade padeiro foi contar ao santo o ocorrido. Este mandou que verificasse melhor o lugar onde os tinha deixado. O Irmão padeiro voltou estupefato e alegre: os cestos transbordavam de pão, tanto que foram distribuídos aos frades e aos pobres do convento. O pãozinho de Santo Antônio é, por tradição, colocado pelos fiéis nos sacos de farinha, com a fé de que, assim, nunca lhes faltará o que comer.

(Folhinha Sagrado Coração de Jesus)

ENCOMENDE SEU ORATÓRIO DE SANTO ANTÔNIO, MAIS POPULARMENTE CONHECIDO COMO SANTO CASAMENTEIRO E SANTO DA FARTURA

COM CECÍLIA BORELLI, DIVULGADA NO POST:

http://artebrasilis.blog.terra.com.br/oratorios_de_cecilia_borelli

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  • Postado em 19:08:35

MEMORIAL DO IMIGRANTE

XII Festa do Imigrante



O Memorial do Imigrante, da Secretaria de Estado da Cultura, realiza, nos dias 17 e 24 de junho, a XII Festa do Imigrante. O tradicional evento tem por objetivo divulgar as manifestações culturais dos povos imigrantes que chegaram a São Paulo a partir do fim do século XIX e ajudaram a construir a megalópole paulista e o Estado de São Paulo.


Realizada nas dependências do antigo Museu da Imigração, a festa resgata um pouco da história dos mais de 2,5 milhões de imigrantes que passaram pelo prédio da hospedaria, que completa 120 anos neste biênio 2007/2008.
Além das exposições permanentes e itinerantes, o visitante terá a oportunidade de conhecer e até voltar às origens com as apresentações de danças e músicas folclóricas e apreciar comidas típicas nas mais de 25 barracas montadas ao longo do Memorial. Para quem preferir levar para casa uma lembrança da terra de origem, também haverá Feira de Artesanato trazida pelas próprias comunidades de imigrantes. Ao todo, serão mais de 30 nacionalidades e etnias participantes.
Entre as várias apresentações, estarão no palco, montado no jardim do Memorial, grupos de imigrantes e descendentes búlgaros, portugueses, lituanos, russos, japoneses, italianos, irlandeses, libaneses, indianos, chineses, espanhóis, africanos e ucranianos, entre outros.
A XII Festa do Imigrante possibilita ao visitante o contato direto com essas diferentes manifestações que compõem o universo cultural e gastronômico da cidade e do Estado paulista.

SERVIÇO
XII Festa do Imigrante
Dias: 17/06 e 24/06, domingo. Das 10h às 17h
Apresentações de danças folclóricas, barracas com comidas típicas e Feira de Artesanato

MEMORIAL DO IMIGRANTE - SÃO PAULO - CAPITAL
Rua Visconde de Parnaíba, 1.316, Mooca, perto do Metrô Bresser.

Tel.: 11 6692-1866

Abre de terça a domingo, das 10h às 17h, inclusive feriados.
Ingressos: R$ 4 e ½ entrada para estudantes.


Grátis no último sábados do mês e para maiores de 60 e menores de 7 anos.
Passeio de Locomotiva e Bonde grátis apenas para crianças de colo.
Passeios de Locomotiva e Bonde aos domingos e feriados.
Os valores dos ingressos para Locomotiva são de R$4,00 carro de inox, R$ 5,00 carro de 2º classe e R$ 6,00 carro reservado.
Passeio de bonde valor único de R$ 4,00.

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VEJA DETALHES DO ACERVO E  PROGRAMAÇÃO NO SITE

 www.memorialdoimigrante.sp.gov.br

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  • Postado em 18:28:46

COMIDA É CULTURA

Culinária brasileira

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Comida também é cultura





A feijoada é um prato encontrado em todo o Brasil

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Como diz Câmara Cascudo, o significado da comida ultrapassa o simples ato de alimentar-se. São muitas as tradições que consideram a hora da refeição como semi-sagrada, de silêncio, compostura e de severidade. Manda-se respeitar a mesa e, no interior, não se comia trazendo armas, chapéu na cabeça ou então sem camisa. Comer junto é aliar-se: a palavra "companheiro" vem do latim "cum panis", de quem compartilha o pão.


A culinária brasileira é rica, saborosa e diversificada. Cada um dos estados brasileiros tem seus pratos típicos, preparados de acordo com antigas tradições, transmitidas através das gerações. Entre as diversas iguarias que merecem ser citadas, encontram-se:


Região Sul
No Rio Grande do Sul, nada é mais tradicional do que o churrasco. Também devem ser mencionados o arroz-de-carreteiro e o salame de porco. O chimarrão, feito com erva-mate, tomado em cuia e bomba apropriada, é uma marca registrada do gaúcho. A colonização italiana introduziu a produção de vinho, em especial na região da Serra gaúcha.


No Paraná, é comum o barreado, uma mistura de carnes, preparada em panela de barro e acompanhada de farinha de mandioca e banana. Em Santa Catarina, temos as caldeiradas de peixe e, de sobremesa, as tortas de maçã, introduzidas pela imigração alemã.


Região Sudeste
O tutu de feijão, a feijoada, a lingüiça, carne de porco e as postas de peixe com pirão são encontradas em diversos Estados da região. No Espírito Santo, há a moqueca capixaba, preparada em panela de barro, com vários tipos de peixe e frutos do mar: marisco, siri, caranguejo, camarão, lagosta, bacalhau, palmito e a tintura de urucum.


Em Minas Gerais, há diversos pratos com carne de porco, galinha ao molho pardo ou com quiabo e angu, arroz carreteiro, arroz com galinha, feijão tropeiro, tutu, couve, torresmo e farofa. O pão de queijo, de origem mineira, hoje é encontrado em várias capitais do país. Sobremesas: bolo de fubá, goiabada com queijo, doces em calda (cidra, abóbora, figo) e doce de leite. O Rio de Janeiro contribui com o picadinho de carne com quiabo e o camarão com chuchu.


Em São Paulo, a culinária caipira se assemelha à de Minas, mas a colônia italiana introduziu as massas e a pizza. Também merecem destaque os pastéis, tão freqüentes quanto apetitosos. Há quem diga que eles têm origem na China, mas sobre isso não há certeza. Por outro lado, a imigração japonesa também deixou marcas na mesa dos paulistas, em especial na capital, onde há vários restaurantes japoneses.


Região Centro-Oeste
Entre outros pratos, podem ser citados o arroz de carreteiro, o escaldado, pacu frito ou assado, peixe com mandioca, frango com guariroba, espeto, quiabo frito, pirão, caldo de piranha, dourado recheado.


Região Nordeste
Pratos preparados com peixes são típicos do litoral, enquanto manteiga de garrafa, carne-de-sol e charque representam o sertão. A rapadura é tradicional desde o ciclo da cana-de-açúcar, no início da colonização. A presença africana é nítida na alimentação da Bahia: vatapá, sarapatel, caruru, acarajé, abará, bobó de camarão, xinxim de galinha, moqueca de peixe. O azeite de dendê é o que diferencia e perfuma os alimentos. Entre os doces, há cocadas, quindim, baba de moça e o famoso "bolinho do estudante", feito de tapioca.


No litoral de Pernambuco, são tradicionais os peixes, ensopados de camarão e casquinhas de siri. No interior do estado, a carne-de-sol e a buchada de bode ou carneiro. No Ceará, há pratos à base de frutos do mar - caranguejos, siris, camarões, ostras e lagosta. Peixada, acompanhada de farinha. No sertão, carne de sol, baião-de-dois, feijão verde, carneirada e a panelada. Doces, sucos e sorvetes feitos com frutas tropicais: cajá, serigüela, graviola, pitomba, pitanga, jambo, coco. No Rio Grande do Norte, toma-se a alambica (sopa de jerimum com leite).


Região Norte
Caldeirada de tucunaré, tacacá, tapioca, prato no tucupi. De origem indígena, o tacacá é uma sopa com tapioca, camarão seco, pimenta e tucupi, nome de um molho preparado com mandioca e jambu que acompanha o pato ou o peixe. Na sobremesa, doces de castanha-do-pará e frutas típicas: açaí, cupuaçu e graviola. Bolo de macaxeira, baião-de-dois.


Sobre comida, porém, o único jeito de se aprender de verdade é experimentando.


Uma bebida típica
A bebida mais típica do Brasil é a aguardente de cana-de-açúcar ou cachaça, que se encontra em todo o território nacional. Sua popularidade pode ser medida pela quantidade de sinônimos que a imaginação popular deu a essa bebida fortemente alcoólica.

Apesar de toda a simpatia que lhe dedica a cultura popular brasileira, não se deve esquecer que a cachaça é uma bebida alcoólica e, nesse sentido, seu consumo acarreta vários riscos à saúde. O álcool é uma droga e provoca dependência. O alccolismo é uma doença e provoca outras doenças, como alguns tipos de cânceres e cirrose hepática. De acordo com a lei, é proibida a venda de bebidas alcoólicas a menores.

Veja os nomes que a bebida recebe em várias regiões do Brasil.

http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/fundamental/cultura/ult1687u13.jhtm

 Leia

OS RISCOS DO PORRE - REVISTA ÉPOCA

http://revistaepoca.globo.com/Epoca/0,6993,EPT995696-1664,00.html

 

...

FEIJOADA LIGHT...RECEITA EM:

http://corpoacorpo.uol.com.br/Edicoes/210/artigo19980-1.asp?o=s

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