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ARTE BRASILIS é uma REVISTA ELETRÔNICA de ARTE, CIÊNCIA, FILOSOFIA e EDUCAÇÃO. Textos e referências para amigos, educadores, interessados em Cultura Brasileira e Educação para a Paz. artebrasilis@hotmail.com (MSN) artebrasilis@bol.com.br

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Terra Blog

Arquivo de: Junho 2007, 16

16.06.07

FILOSOFIA BUDISTA

Sugestão de Filme


O pequeno Buda
Título original: The Little Buddha / Direção: Bernardo Bertolucci

É raro assistir a um filme em que você se sinta envolvido pela história mas também o deixe com um sentimento positivo ao final. "O Pequeno Buda" é um filme agradável, com uma bela fotografia, um roteiro muito bem escrito, e possuiu uma belíssima trilha sonora. Foi dirigido e escrito por Bernardo Bertolucci, ganhador do Oscar de melhor diretor por outro grande filme, "O Último Imperador". Ele entretêm ao mesmo tempo em que apresenta a vida de um dos grandes enviados por Jesus ao nosso planeta para exposição de suas verdades libertadoras.

O filme começa em Butão, um país situado na Cordilheira do Himalaia, onde um certo Lama budista começa a perceber sinais de que seu venerando professor, que havia falecido alguns anos antes, poderia estar reencarnado. Ele parte em busca dos três candidatos, sendo que um deles é um menino de Seattle, nos Estados Unidos. O filme propõe também este paralelo entre as duas culturas - ocidental e oriental - discutindo o ceticismo presente em nosso cotidiano, pela forma na qual se vive "modernamente".

Esta narrativa principal é intercalada por outra história, a vida do Príncipe Sidarta, que vai sendo contada aos poucos pelo Lama ao menino americano. A história é contada de forma simples, em linguagem ao alcance de uma criança, e talvez por isso tenha um atrativo maior, emocionando pela beleza singela das cenas da vida do "Iluminado". A transformação de Sidarta em Buda, sob uma grande árvore, contém simbolismos que poderiam, por exemplo, ser analisados à luz do espiritismo sem prejuízo algum.

A compaixão de Sidarta pelo sofrimento alheio, causa que move sua busca pela Verdade, é uma das grandes forças apresentadas pelo filme. Os ideais transcendentes apresentados são o principal destaque para o espectador atento. Vê-se que o intento de superar as impermanências da vida é tão antigo quanto culturalmente abrangente, considerando que a meta a que todos almejamos é a conquista dos valores eternos e essenciais.


Por: Marcelo J. de Sousa

fonte: Fed. Espírita do Paraná http://feparana.com.br/filme/pequeno_buda.htm

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Lama Michel, o 'pequeno Buda brasileiro'

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Monge brasileiro dedica-se à filosofia budista desde os 12 anos

Lama Michel, o 'pequeno Buda brasileiro'
'O mais importante na vida de um monge é manter os votos, dedicar a vida aos estudos, desejar atingir a iluminação para benefício de todos os seres e abandonar os venenos mentais como desejo, apego e raiva.' O lama Michel Rinpoche, brasileiro de 24 anos, sabe do que está falando. Afinal, já passou a metade da vida estudando a filosofia budista. O budismo entrou na história de sua família em 1987, quando sua mãe, a psicóloga Bel César, organizou a primeira visita ao Brasil do lama Gangchen Rinpoche, que se tornaria mestre de seu filho. Aos 8 anos, durante uma viagem à Índia e ao Nepal, Michel conheceu outros lamas, que o identificaram como a reencarnação de um mestre. 'Na época não dei muita importância', diz o lama. 'Mas, aos 12 anos, percebi que lama Gangchen era a única pessoa realmente feliz que conhecia, então quis ser como ele.'
Tomada a decisão, foi estudar filosofia budista na universidade monástica de Sera-Me, na Índia, para tornar-se monge. 'Mas nem todo lama torna-se monge, e nem todo monge é um lama', esclarece. Seguro, lama Michel nunca questionou o caminho que escolheu. 'Nenhuma regra da vida monástica foi especialmente difícil de ser seguida. O mais complicado foi interagir com uma cultura completamente diferente', diz. As normas do mosteiro, como não assistir à televisão e não sair sem autorização, podem variar conforme o local. 'Mas ninguém fica vigiando o outro', conta. Os monges também fazem votos durante sua formação, dos quais os básicos são: não matar, não roubar, não mentir, não usar substâncias intoxicantes e não manter relações sexuais.

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LEIA MAIS EM :

http://revistagalileu.globo.com/Galileu/0,6993,ECT1170500-1706-2,00.html

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http://www.kadampa.org/portuguese/tradition/introduction_to_buddhism.php

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CADA MOMENTO É ÚNICO

Para os budistas, essa nossa realidade firme e concreta, feita de acontecimentos e de certezas é um sonho. Na contramão de todas as aparências, o mundo das coisas e coisitudes, não é tão sólido assim. "A vida é uma série infindável de manifestações, um fluxo constante de criações, transformações e extinções, um constante vir a ser. (...)


"Tudo vive em contínuo intercâmbio com o todo, transformando-se sem cessar". O mais incrível é pensar que essa idéia, que combina tanto com o que a ciência mais moderna anda discutindo, nasceu no século 6 AC! Esse vir-a-ser do universo, do qual somos uma partezinha, só ganha nomes e formas para que a gente possa falar dele, mas não deveríamos esquecer nosso caráter original de seres fluídos, refinadas moléculas do fluxo da vida. (...)

Quando você percebe a natureza impermanente de todas as coisas, incluindo você mesmo, está na hora de começar a grande aventura que os budistas chamam de alcançar a serenidade que nasce do sentimento de desapego, do deixar passar as emoções, os sentimentos, os pensamentos...

Não tem nada de fantasioso nisso. O budismo é essencialmente pragmático, é método, caminho. Por isso, S.E. Chagdud Tulku Rinpoche, que viveu aqui no Brasil, lá no Rio Grande do Sul (faleceu em 2.002), avisa: "Com freqüência, pensamos que o único meio de criar felicidade é tentando controlar as circunstâncias externas da nossa vida, tentando consertar o que nos parece errado ou tentando nos livrar de tudo o que nos incomoda. Mas o verdadeiro problema encontra-se na nossa reação a estas circunstâncias. O que temos de mudar é a mente e a maneira como ela vivencia a realidade".

Refletir sobre a impermanência é um bom jeito de fazer as pazes com o mundo. Por exemplo: saber que um dia vamos perder alguma coisa nos faz dar mais valor a ela enquanto a temos. Rinpoche dá um exemplo delicioso: "Não há nada de errado com o dinheiro em si, mas se nos apegamos a ele, sofremos quando o perdermos. Em vez disso, podemos apreciá-lo enquanto durar, desfrutar dele e ter prazer em compartilhá-lo com os outros, sabendo, ao mesmo tempo, que ele é impermanente".

Apenas contemplar o fato de que as coisas no fundo no fundo não nos pertencem e que não podemos alterar o fluxo dos acontecimentos, que um dia vamos morrer, que muitas e tantas vezes, nossos desejos e nossos apegos são nossos maiores inimigos traz um profundo sentimento de tranqüilidade, é quase como flutuar. "Se contemplarmos a impermanência em profundidade, paciência e compaixão irão aparecer. Iremos nos apegar menos à verdade aparente das nossas experiências e nossa mente se tornará mais flexível".

Cada instante transformado em uma dádiva e cada encontro finalmente eterno enquanto dura. Despidos de tantas expectativas, preocupações, desejos de controlar, segurar, prender, vamos dar uma banana para o corvo triste e mergulhar de cabeça na aventura do viver. (A autora faz referência ao "lúgubre corvo do conto de Edgar Allan Poe, que respondia às perguntas do poeta enlouquecido de dor pela perda da mulher amada com um irremediável, solene e definitivo: "Nunca mais").

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Leia este artigo integral de Adília Belotti * em : http://somostodosum.ig.com.br/conteudo/conteudo.asp?id=3951

* Adília Belotti é jornalista e mãe de quatro filhos. É editora responsável pelo Delas, http://delas.ig.com.br/ - site feminino do portal IG, onde tem uma coluna chamada Toques de alma. Além disso, cuida do IgEducação e de um site de cultura multimídia, o Arte Digital. Colunista do Somos Todos UM.
Em 2006 lançou seu primeiro livro: Toques da Alma

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 A Impermanência na vida

No filme O Pequeno Buda, de Bernardo Bertolucci, é demonstrado, de maneira bastante poética, este princípio do Budismo, que é o princípio da impermanência.
Os monges budistas passam muito tempo construindo delicadas e complexas mandalas de areia colorida no chão, para depois, num gesto firme e decidido, destruí-las com a mão.
'Que desperdício de tempo..', pode ser o primeiro pensamento que muitos de nós podemos ter.
Mas o fato é que existe uma sabedoria atrás desse gesto. Eles o fazem propositalmente, para lembrar que na vida nada é permanente.

Mas na verdade, a única coisa que realmente temos é o momento presente, com seus inúmeros convites ao crescimento pessoal e múltiplas opções de ação, ou não-ação. É claro que as coisas que fazem parte da nossa vida são importantes e queridas, mas uma dose de desapego também pode trazer-nos um enorme benefício.

Somos herdeiros do ontem e semeadores do amanhã. Estamos escrevendo nossa própria história, o livro de nossas vidas.

Podemos mexer em nossa vida, só não podemos mexer em dois dias, o ontem e o amanhã. Ontem é passado, não existe mais, amanhã é futuro que ainda não chegou e quando chegar e você abrir os olhos, será chamado de hoje, não é mais amanhã.

fonte:

http://www.acessa.com/viver/arquivo/ser_holistico/2005/09/01-falconi

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