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ARTE BRASILIS é uma REVISTA ELETRÔNICA de ARTE, CIÊNCIA, FILOSOFIA e EDUCAÇÃO. Textos e referências para amigos, educadores, interessados em Cultura Brasileira e Educação para a Paz. artebrasilis@hotmail.com (MSN) artebrasilis@bol.com.br

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  • Postado em 12:19:01

AMILCAR DEL CHIARO FILHO

categorias: MEMÓRIA NACIONAL

Caros amigos, os textos a seguir são homenagens a grandes pessoas. Amilcar Del Chiaro Filho foi personalidade no meio espírita, como verão. E mais adiante, nos próximos posts, teremos entrevista com Sr. Pedro. O que une ambos é a hanseníase, que motivou ações construtivas nas duas histórias. O ser humano possui esta surpreendente capacidade de superação !

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                              Memória: Amilcar Del Chiaro Filho (1935-2006)


A história de um trabalhador incansável da Doutrina Espírita e seu exemplo



Amilcar Del Chiaro Filho, nasceu em Catalão, em Goiás - em 16 de abril de 1935, sendo o sexto e último filho de Amílcar Del Chiaro e Maria Pimentel Barbosa, registrado em Jardinópolis/SP - em 1944, para ser internado no então Asilo Colônia Cocais, em Casa Branca/SP. Em 1936 seus pais mudaram-se para Araguari/MG. No início da década dos anos 40, duas das suas irmãs foram internadas em Cocais e 1944 foi a sua vez.

Ficou no Asilo Colônia até julho de 1948, sendo transferido, juntamente
com todas as crianças do Asilo, para o Sanatório Padre Bento, em Gopoúva - Guarulhos/SP, ficando aos cuidados do extraordinário hansenologista Dr. Lauro de Souza Lima. Recebeu alta hospitalar em 1951 e foi morar em Tupaciguara/MG, voltando para São Paulo um ano depois.

Trabalhou como metalúrgico alguns anos e por seqüelas da hanseníase teve que se afastar da profissão. Algum tempo depois, foi trabalhar como auxiliar de enfermagem no antigo Sanatório Padre Bento.

Casou-se em 1958 com Leonil Maria Bucheroni Del Chiaro e como não tiveram filhos, adotaram duas crianças, Carlos e Marcos Allan. Este último por problemas de anóxia (falta de oxigênio) no parto, teve o seu
desenvolvimento mental retardado, desencarnando de um acidente anestésico aos 31 anos de idade.

Iniciou-se no Espiritismo em 1954, freqüentando o Centro Espírita Nova Era - de São Paulo. Em 1959 assumiu a presidência da Sociedade Espírita Discípulo do Evangelho, dentro do antigo Sanatório Padre Bento. Atualmente era Presidente do Grupo de Estudos e Pesquisas Espíritas Herculano Pires em Guarulhos e muito requisitado para palestras. Participou da instalação da União Municipal Espírita em Guarulhos, em 1976, ocupando a sua presidência, cargo que ocuparia novamente em várias gestões. Recebeu o Título de cidadão Guarulhense, outorgado por unanimidade pela Câmara Municipal de Guarulhos em 1982.

Amílcar Del Chiaro Filho foi escritor, estudioso, médium, palestrante e
divulgador da Doutrina Espírita. Tornou-se radialista em 1977, com a
criação do programa Sol nas Almas, na Rádio Boa Nova, Emissora da Fundação Espírita André Luiz, no qual ele atuava atualmente, apresentando todos os sábados, às 12h, pela Rede Boa Nova de Rádio.

Em 1979, recebeu o título de cidadão guarulhense.

Criou o programa Gente Como A Gente. Este último é sobre o mundo da pessoa portadora de deficiências. Participava da equipe do Diálogos Espíritas, com o Éder Fávaro, e do Conversa Amiga com Você e Ação Dois Mil, também com o Éder.

Era produtor dos quadros do programa Manhã Boa Nova "Quem Pergunta Quer Saber" e "Campanha Boa Nova Pela Paz". Escreveu radionovelas e tinha algumas aparições em televisão. Amílcar Del Chiaro Filho era um trabalhador incansável do Espiritismo. Apesar das várias adversidades que enfrentou na vida desde a infância, sempre seguiu em frente em busca da construção de um futuro melhor. Participava como articulista de vários periódicos Espíritas do Brasil, inclusive o Perseverança, de Araguari/MG, e publicou obras para o mundo da Doutrina Espírita:

Chão de Estrelas - Minas Editora

Quando o Amor Fala Mais Alto - Editora FEESP

Cantai Comigo a Luz da Eterna Aurora - Editora CEU

Tirando Dúvidas I e II- Mundo Maior Editora

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A Barca do Destino - Minas Editora 

E o mais recente "Alma Vigilante"

 

A colaboração de Amilcar Del Chiaro na Doutrina Espírita, foi sem dúvida
de relevada importância e enriquecedora. Sua admirável dedicação, deixa claro a capacidade que todos possuem de fazer sempre o melhor, mesmo com adversidades que a vida apresenta.

Amilcar, que com seu exemplo de superação, humildade e disposição sempre proporcionou alegria e emoção, hoje nos deixa saudades e a certeza de que saber viver é o nosso maior tesouro.

http://www.olhao.com.br/memoria_30112006120448.shtml

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LEIA DO AUTOR:

                             

CHÃO DE ESTRELAS /Autor: Filho, Amilcar Del Chiaro / Editora: Minas


...retrata a antiga lepra e os Asilos Colônias onde os doentes eram recolhidos compulsoriamente.

José é internado à força e a família fica na roça, onde sua esposa é violentada pelo administrador da fazenda e engravida, mas recusa-se a praticar o aborto.

José, com a sua habilidade no futebol, conquista a amizade e admiração dos companheiros. Revolta-se contra Deus até que um dia conhece o Espiritismo e muda a sua vida. Com a Sulfona vem a cura e recebe a alta e volta para casa.

Personagens como o menino Cristiano, Madalena, a esposa violentada, Miguel, filho mais velho do casal e outros, encantarão os leitores.

 

Informe-se para não ter preconceito:

www.franciscanos.org.br/sefras/hanseniase/colonia01.php

histórico da colônia-asilo de Pirapitingüi:

www.franciscanos.org.br/sefras/hanseniase/colonia01.php

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Acesse abaixo link do Programa Gente como a Gente, da Rádio Boa Nova, trabalho idealizado por Amilcar Del Chiaro Filho.

 http://200.182.126.135/rbn_offline/audio/ago2006/0280108061.wma

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 Veja também: Áudio do programa Gente como a Gente, da Rádio Boa Nova

parte 1: 26/01/2006
A Hanseníase, Os preconceitos e mitos, Participação da Dra. Iara Monteiro
http://200.182.126.135/rbn_offline/audio/jan2006/0282601061.wma

 
parte 2: 31/01/2006
"Hanseníase" - Continuação da entrevista com a Dra. Iara Monteiro - Instituto de Saúde
http://200.182.126.135/rbn_offline/audio/jan2006/0283101061.wma



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  • Postado em 11:22:37

DIREITO DE CIDADANIA PARTE 1

Ano: 2000. Na ocasião havia criado um boletim de bairro, "Jabaquara em Ação" (de circulação interna nas casas espíritas da região, SP, capital) com artigos de cunho social. A entrevista - publicada na edição nº 03 - foi concedida para uma amiga, a nosso pedido. Gravada espontaneamente pelo Sr. Pedro (então com 76 anos), portador de hanseníase, interno de Pirapitingüi, no interior de São Paulo. Mantendo fala e peculiaridades, sua narrativa relatou jornada de lutas e aquisições, lições inesquecíveis retiradas do passado:




A CRIAÇÃO DOS ASILOS-COLÔNIAS::
"Vou relatar tudo aquilo que eu sei sobre a Lepra (hanseníase). O começo dela.
Os doentes viviam pelas estradas, pedindo de casa em casa. Com uma vasilha na ponta de uma vara, para receber a sua refeição, senão ninguém dava aquela pequena esmola. Viviam andando, dormindo debaixo de árvores, sofrendo, padecendo. Em 2 de agosto de 1927, Getúlio Vargas construiu o primeiro hospital, foi o Asilo-Colônia Santo Ângelo, município de Mogi das Cruzes. Depois, construiu-se a antiga Colônia Cocais, município de Casa Branca, depois, construiu-se Pirapitingüi, município de Itú, outro Asilo-Colônia. Depois, o quarto Asilo-Colônia:
Foi criado o Padre Bento. O último, foi em Aimorés, na região de Baurú.
Aí, os doentes corriam para muito longe, todos querendo escapar, para não ser internado. Ninguém queria internar. Mas eram levados pela polícia. Era um tempo em que seria melhor ser um criminoso, do que um leproso...Por que se ele fosse um bandido, ele ia preso, e pagava sozinho. E se ele fosse um leproso, a família pagava junto. Se estavam em fazenda, em casas de colonos, eram mandados embora, ninguém mais queria conviver com aquela família. As moças não se casavam, eles se mudavam para bem longe, mas a notícia se espalhava, e estavam novamente pelas estradas. Até que foram internados nos hospitais criados. Primeiro foram os cinco no Estado de São Paulo. Depois foram mais cinco no Estado de Minas Gerais. Dois no Estado do Rio. Um em Goiás. Um no Paraná. Um em Santa Catarina. Um em Mato Grosso do Sul. Os doentes foram sendo internados. "

PRIMEIROS REMÉDIOS:
"Quando eu internei, demorou ainda para vir a medicação importada dos Estados Unidos, que foi favorecendo os doentes. Tomamos e fomos melhorando aos poucos. Mas, nossa alimentação era muito difícil. "

"Com o tempo, o Instituto Butantã criou um comprimido similar ao americano, foram surgindo novos medicamentos, quem foi internando já foi melhorando. Foram criados direitos para os doentes. "

"Se a gente era casado, internava um e não o outro. Tinha que esquecer...
Foram desmanchados muitos lares. Muitas famílias ficaram desamparadas, isoladas, sofrendo."

(continua)

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  • Postado em 10:49:03

DIREITO DE CIDADANIA PARTE 2

 (continuação da entrevista com Sr. Pedro - post anterior)


DIREITOS DE SER CIDADÃO:
"Mas, graças a Deus, os doentes adquiriram seus direitos, até que em 1957 nós já conseguíamos ser eleitores, quase se tornando cidadãos brasileiros. Convivendo com sacrifício. Fomos lutando. "

DISCRIMINAÇÃO:
"Ainda em cidades grandes, como São Paulo, Campinas, Ribeirão Preto, onde todo mundo conhece a doença, não existe discriminação. Mas em cidades pequenas, ainda existe muita.
(..) A justiça divina vem a nós, o tanto que os doentes correram atrás de migalhas para ter o que comer, hoje quem tá pedindo são os que tem saúde. Estão em nosso lugar. Lá fora, há muita desunião, muita droga..."

"NÃO PEGA !"
"Hoje, ela virou uma doença comum, sem contaminar ninguém. Quem tem a doença já veio com ela. Não pega em ninguém, pode conviver junto. As pessoas convivem com os doentes, sem nenhuma contaminação.
(...) Perdi toda minha mocidade dentro de hospital. Mas graças a Deus, consegui estudar, só não consegui completar curso superior. "

AMIZADES:
"Conheci também grandes médicos, que souberam tratar dos doentes, dando o valor. Para mim, resta neste mundo a amizade que eu tenho pelos amigos das caravanas. Cada domingo vem de uma cidade, trazendo carinho, amizade, são os nossos amigos, a razão de eu continuar vivendo, com muita fé e muita paz. E assim a gente vai vivendo."

TEMPOS DIFÍCEIS:
"(...) Antigamente, dentro do hospital, era tudo cuidado pelos doentes. De fora só existiam os médicos. O resto era feito pelos doentes, que trabalhavam na administração, no almoxarifado, na padaria, no açougue, etc., com o maior carinho e educação. Eu trabalhei vinte anos na Enfermagem. Lá, acompanhado por uma equipe médica muito boa. Com todo o amor. Os médicos, abriam as portas do laboratório com os cotovelos, para não por a mão nas maçanetas. Tudo era difícil. Cada turma de pacientes tinha seu médico. Uma rádio local (interna) anunciava a chamada médica, para as consultas. Era a revisão médica. Havia a sondagem dos glóbulos. As biópsias. Era uma fase de sofrimento, que os pacientes suportavam, uns de cabeça baixa..."

LIÇÃO DE FÉ:
"Aí, meus amigos, com o correr do tempo, as coisas foram melhorando...Alguns, muito pouco. Tive que deixar o sanatório, onde fui internado, em 18 de novembro de 1945, com 21 anos de idade. Hoje, em 7 de maio, completo 76 anos de idade.
Mas, graças a Deus, vivi até agora com muita fé, coragem, e tenho muito prazer em ter ajudado muita gente."


RELIGIÃO DO AMOR:
"A minha religião é espírita. Muita gente me ajuda. Eu faço pedido para eles, e através da ajuda deles é que eu posso também ajudar aqueles que estão sadios. Os que moram sós, que são muito pobres, desempregados e não tem condições de comprar. São meus irmãos. Com todas as dificuldades que eu passei, com todos os sofrimentos, ainda me sinto muito feliz, muito feliz mesmo, por poder hoje ajudar alguém, mesmo que seja pouca coisa."

SONHO DE UM PASSADO:
"Eu tinha um desejo muito grande de ser um advogado. Fiz até o terceiro ano de faculdade, em Mogi das Cruzes. Logo que perdi parte da mão, as coisas já não estavam segurando bem, caneta e outros, aí eu tranquei a matrícula, não voltei.
Tanto que eu podia ter esperado mais e me formado. Mas não me arrependo.(...)"

AJUDA AOS IRMÃOS:
"E por isso, meus amigos, não me arrependo de ter largado (Direito)... É uma das profissões mais honradas, para quem sabe honrar ela. Mas, quem não sabe...
E, graças a Deus, mesmo assim me valeu muito, porque hoje eu sei o que é certo e o que é errado. Posso ajudar as pessoas que não sabem, não tem conhecimento das coisas, e se me procuram eu dou orientações, ajudo quem não sabe recorrer e não pode pagar. Ajudo naquilo que eu posso, com todo amor e carinho. Alguma atenção que eu possa dar aos meus irmãos necessitados, que não tem dinheiro para pagar. "

HOJE:
"Hoje, estou vivendo a vida razoavelmente. Não má, mas também não boa. Fiquei com todas as seqüelas da doença. Falta de dedo na mão, deformação de rosto, prejudicado pela moléstia. E com tudo isso eu me sinto feliz, me considero uma pessoa que está ajudando a humanidade, junto com minha turma, somos da religião espírita. Temos todos os domingos a visita ao hospital, e nós trabalhamos juntos, espiritualmente, ajudando aqueles que tem necessidade em coisas materiais e espirituais. A gente sente orgulho, ainda, mesmo em situação materialmente pior do que eles que a gente está ajudando. Então, a gente tem ainda condições de ajudar, tanto material quanto espiritualmente. É a razão de eu continuar vivendo, junto com meus irmãos. Todos os domingos temos visitas dos irmãos espíritas. E também de outras religiões, e eu não desprezo nenhuma. Confio muito em Deus, que é o único que pode nos salvar. Porque essa vida, meus filhos, meus irmãos, é muito pouco tempo...Cem anos é uma passagem muito rápida. Ninguém chega lá, só em cem anos. "

O VALOR DO ESPÍRITO:
"O que vale é o espírito. A matéria vale muito pouco. A pessoa, quanto mais tem, mais quer...O grande tira do pequeno...Mata, pra roubar...Sabemos que amanhã, quando ele deixar esta Terra, esse mundo de ignorância, maldade, desunião, ele não vai levar nada...Não precisa adquirir muita coisa aqui nesta Terra. A gente tendo pra se manter, nas necessidades, alimentação, vestir, é o suficiente !
Não precisa riquezas. A riqueza não leva ninguém ao céu. O que leva é a boa semente que se planta. Se plantar uma má semente, vai colher o mau fruto, e se plantar a boa semente, vai colher o bom fruto. Mas pouca gente entende, porque a ganância ainda é o império desta vida material, nesta Terra onde vivemos."

PLANTAR E COLHER
"Meus amigos, por tudo o que eu passei, nada mais desta vida me interessa, a não ser poder plantar aquilo que eu possa colher, quando eu deixar esta Terra e partir para a outra vida. É lá no outro lado da vida que eu vou viver. Daqui eu não quero mais nada. A minha idade já está superada, os meus sofrimentos também estão superados, materialmente. Pretendo me preparar espiritualmente para a outra vida, pois lá é que eu posso ter a Paz, recuperar o que eu sofri nesta vida material. Quem cumprir seriamente as leis divinas aqui nesta Terra, lá (no outro plano), será o grande. Porque existe o ditado: os últimos serão os primeiros e os primeiros serão os últimos. Acredite quem quiser, mas essa é uma verdade..."

MISSÃO NA TERRA:
"Meus filhos, a lepra foi uma doença muito dolorosa. Deixou muita gente desamparada, muita gente jogada pelas estradas. Muitas pessoas se suicidaram, quando sabiam que existia esta doença. Com sua próprias mãos praticavam o suicídio, pensando que se libertariam do sofrimento. Mas não, porque essa é uma missão que eles tinham que cumprir aqui nesta Terra. Então, não adiantou passarem por todo sofrimento, como eu também passei, pois eles se anteciparam e - o que se espera ? - que eles irão continuar sofrendo, enquanto nós aqui, no dia em que deixarmos esse mundo, teremos cumprido nossa missão. Mas não importa...O que importa é confiar em Deus, e pedir a ele a paz para o mundo, para toda a humanidade. Porque todos os que vieram neste mundo, vieram para cumprir uma missão."


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  • Postado em 10:48:37

DE BAGDÁ COM MUITO AMOR

Livro: De Bagdá, com muito amor Autor : Jay kopelman; Melinda Roth Editora: Best Seller
Ano: 2007



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Um grupo de fuzileiros entra em uma casa abandonada em Faluja, no Iraque. Ao ouvir um ruído suspeito, os soldados destravam as armas, aproximam-se com cautela e se preparam para abrir fogo. Mas o que encontram durante aquele ataque à "cidade mais perigosa da Terra" não é um rebelde vingativo, e sim um cachorrinho que ficou para trás depois que a maior parte da população fugiu, para escapar do bombardeio.
Apesar dos regulamentos militares que proíbem animais de estimação, os fuzileiros tiram as pulgas do filhote com querosene, eliminam os vermes com fumo de mascar e o alimentam com rações militares. Assim começa a dramática tentativa de resgate de um cão chamado Lava e a história de como o animal salva pelo menos um fuzileiro, o tenente-coronel Jay Kopelman, da devastação emocional causada pela guerra.
"De Bagdá, com muito amor" fala de soldados durões, de correspondentes de guerra e de iraquianos em perigo, contando uma história inesquecível e verdadeira de um bando de improváveis heróis que aprendem com um animalzinho refugiado, sarnento e pulguento, lições inesperadas sobre a vida, a morte, a guerra e, acima de tudo, o amor.
Não se trata apenas de um relato comovente sobre o destino de um cachorro, mas da condição humana numa guerra como a do Iraque. De Bagdá, com muito amor tem também o mérito de aproximar as pessoas de um entendimento maior sobre o choque cultural e, principalmente psicológico, que a convivência num ambiente de conflito pode causar ao ser humano.
A história foi coberta pela mídia americana, envolveu o Senado, assim como outros órgãos americanos e, entre outras coisas, favoreceu o aumento do número de adoções de animais no ano de 2006 nos EUA. De Bagdá, com muito amor certamente conquistará o coração de todos, apaixonados ou não por animais.

"Por que não empreguei meu tempo salvando gente em vez de um cachorrinho? Não sei, não me importa, mas pelo menos salvei alguma coisa", Jay Kopelman

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http://pt.shvoong.com/books/500560-bagd%C3%A1-com-muito-amor/

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veja imagens e leia trechos do livro em:

http://www.record.com.br/debagdacommuitoamor/index.html

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Outra dica de leitura, sob ótica espírita:

 Errar é Humano. Perdoar é Canino.

autor: Marcel Benedeti


Nesse novo livro de Marcel Benedeti, encontramos uma seqüência das obras de estudo anteriores: “Todos os Animais Merecem o Céu” e “Todos os Animais São Nossos Irmãos”, ambas publicações da Mundo Maior Editora.

Como destaque, entre outros assuntos, há as seguintes citações:

• Encontro de duas dimensões, num efeito desconhecido entre os encarnados. A percepção, dos animais, para fenômenos climáticos e situações de perigo, antes que eles aconteçam, como se fosse uma espécie de premonição. A amizade de séculos, entre um animal e um Ser Humano e a evolução espiritual dos animais ao longo do tempo. Uma interessante discussão sobre os animais serem irracionais ou racionais.
Mais uma obra com o selo “Mundo Maior Editora”

Dados técnicos Editora: Editora Mundo Maior Páginas: 224 1ª Edição

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  • Postado em 09:09:33