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Caro visitante. Ampliando as categorias do blog,"PORQUE HOJE É SEXTA FEIRA" trata de temas mais pessoais, reflexivos...Hoje a pauta gira em torno da maturidade, na experiente e inquietante fala de Lya Luft. Olá, para quem retorna. Sejam bem-vindos os novos e Voltem sempre, todos !.
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A maturidade consagrada de Lya Luft - Paula Balsinelli
Campeã de vendas de livros, Lya Luft fala sobre os seus temas preferidos, revela-se inconformada com a crise de autoridade instalada na sociedade e conta o que os leitores podem esperar de suas futuras obras.
O segredo de Lya está na narrativa, o tom intimista pega o leitor pelo braço e oferece uma prosa gostosa e contundente sobre amores, filhos, velhice, consumismo e coisas da vida. Os temas são tratados com a autoridade que só os 66 anos conferem a uma mulher. Carinhosa e provocativa, Lya não escreve o óbvio nem o esperado, a vocação de seus livros parece ser mais dar um chacoalhão nas idéias, coisas de melhor amiga.
"Perdas e Ganhos" é o tipo de livro que a gente lê num fôlego só. Apesar dos temas consistentes, a leitura flui fácil devido à linguagem acessível e idéias bem amarradas. Lya estimula a reflexão e discute temas presentes em todas fases da vida e os possíveis rumos que podemos dar a ela.
A gaúcha que não tem papas na língua denuncia os estereótipos e os valores hipócritas da vida familiar e social, aponta os erros que os adultos cometem na criação das crianças e também os que cometem consigo mesmo durante a velhice.
Quem espera livros feministas ou vitimistas, cai para trás, a autora consegue transitar pelos problemas da relação homem-mulher com imparcialidade, para Lya ninguém é coitadinho.
Lya Luft iniciou na carreira literária aos 41 anos, foi depois de um acidente automobilístico quase fatal que resolveu fazer tudo o que evitava. Antes de virar best seller já havia publicado 13 livros com vendas razoáveis, mas a renda mesmo vinha do trabalho como tradutora, formada em letras anglo-germânicas, já verteu para o português obras de autores consagrados como Virginia Woof, Günter Grass, Thomas Mann, Doris Lessing e Hermann Hesse.
Em "Perdas e Ganhos" você conversa com o leitor de forma que o aconselha na arte do bem viver. Você acha que as pessoas estão carentes de melhores amigos?
Penso que as pessoas querem pensar mais a sério, questionar seus valores e sua vida. "Perdas e Ganhos" e "Pensar é Transgredir" são livros para mexer com as pessoas, inquietar, etc.
Algumas pessoas dizem que você escreve para mulheres, outras que você defende os homens. A inquietação e a necessidade de sermos iguais (nos aspectos positivos e negativos) e a guerra dos sexos parece não ter fim, o que pensa sobre isso?
As duas posturas são bobagem, nem escrevo pra mulheres nem defendo os homens, pois escrevo para e sobre o ser humano, suas necessidades,medos,desejos e questionamentos.
Os pais realmente andam trocando os pés pelas mãos e educando os filhos de maneira precária? Qual é o erro número um desta lista de equívocos?
A crise de autoridade é geral, o governo fazendo bobagens, a educação em crise de autoridade,o ensino emburrecedor, os partidos descaracterizados, os professores com medo dos alunos, os pais com medo dos filhos, o psicologismo fácil preponderando sobre a psicologia séria, os valores debilitados... Precisa haver bom senso e coragem para impor limites. Mais seriedade, menos frivolidade.
Você diz que foi uma criança mal-compreendida pelos adultos, resta alguma mágoa?
Nunca me disse uma criança mal-compreendida pelos adultos, eu devia ser uma criança chatinha, sempre perguntando, muito rebelde nas pequenas coisas que me exigiam disciplina. Mágoa? Nenhuma, ao contrário, fui amada e protegida. Ninguém é perfeito, e ser entendida sempre em tudo por todos seria uma utopia. A maturidade me ensinou que eu devia ser, como a maioria das crianças, uma chatice mesmo, de um lado bonita e amorosa, de outro exigente demais.
Quais são as melhores coisas que a idade traz consigo?
Bom humor, serenidade e mais capacidade de se abrir ao novo
Você critica a futilidade e os sentimentalismos rasos, cheios de orgulho e egoísmos. Acredita que isso é uma tendência do ser humano ou somos estimulados a viver, querer e sentir dessa forma?
Somos assim, paciência
Nos dois últimos livros você fala de um amigo que se recusa a utilizar recursos modernos como forma de comunicação, informação ou entretenimento. E você, gosta de computador, internet? Como utiliza?
Utilizo para trabalhar, para pesquisar, para me comunicar (constantemente), para me divertir, para me encantar e para distrair minhas netinhas (há sites lindos para bebês).
Em "Pensar é Transgredir" o leitor é estimulado a refletir a respeito de diversos temas e aspectos da vida. Fazemos parte de uma sociedade alienada?
Alienada e alienante, por isso as pessoas gostam dos meus livros, que fazem pensar.
Quando alguém fica famoso as pessoas querem saber o que essa pessoa pensa a respeito de tudo: política, sexo, família e outros infinitos temas. Sente maior responsabilidade em emitir opiniões e escrever depois da fama?
Não, eu sou sempre a mesma, nem demasiado séria, nem demasiado superficial. Deus nos livre de sermos circunspetos, politicamente corretos,chatos e metidos a ser modelo, não é?
A sua maior perda e o maior ganho?
Perder pessoas amadas é a maior perda,certamente; ganhar amizades e afetos, mais capacidade de valorizar isso é o maior ganho.
FONTE - TEXTO E IMAGEM DE:
http://delas.ig.com.br/materias/316501-317000/316592/316592_1.html
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ALGUMAS FRASES DE LYA LUFT:
Há gente que, em vez de destruir, constrói; em lugar de invejar, presenteia; em vez de envenenar, embeleza; em lugar de dilacerar, reúne e agrega
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Viver, como talvez morrer, é recriar-se: a vida não está aí apenas para ser suportada nem vivida, mas elaborada
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A adolescência é a idade da busca de felicidade, como a vida adulta é a idade da busca da verdade
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Nem todo velho é bom só por ser velho. Ao contrário, se não acumularmos bom humor, autocrítica, certa generosidade e cultivo de afetos vários, seremos velhos rabugentos que afastam família e amigos
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LEIA TB:
http://vidasimples.abril.ig.com.br/edicoes/015/05.shtml
http://www.educacional.com.br/entrevistas/entrevista0146.asp
O anjo protetor da floresta
Ele esteve lá incontáveis vezes e sabe exatamente como agem os madeireiros inescrupulosos, o governo relapso, o caboclo desiludido. Com a autoridade de quem transformou a paixão pela Amazônia em objetivo de vida, um dos fotógrafos mais importantes do país faz seu alerta dramático e fala da única esperança que ainda guarda no coração
Sibelle Pedral
(Síntese da repostagem da revisita Cláudia - AGO/2006)

AOS 56 ANOS PEDRO MARTINELLI já realizou todas as façanhas que costumam povoar os sonhos dos fotógrafos mais audaciosos. Cobriu copas e olimpíadas, sagrações de papas, guerras (foi ferido no conflito que dilacerou a Nicarágua nos anos 70), clicou lindas mulheres nuas e vestidas, ganhou prêmios, captou a primeira imagem de uma tribo indígena até então totalmente isolada, fez dinheiro com publicidade. Com um currículo desses, não é de espantar que hoje queira se dedicar apenas à sua grande paixão: a Amazônia. Pedro e a mata se conheceram no começo dos anos 70, quando ele acompanhou os irmãos Cláudio e Orlando Villas-Boas numa expedição em busca dos tais índios isolados, os panarás, que deveriam ser retirados de suas terras para a construção da rodovia Cuiabá-Santarém.Nas últimas três décadas, perdeu a conta de quantas vezes voltou para clicar o modo de vida do caboclo, tema de dois de seus livros, AMAZÔNIA, O POVO DAS ÁGUAS e MULHERES DA AMAZÔNIA.
Chegou a ter um barco para facilitar seu deslocamento, mas se desfez dele há alguns anos. "Já não vou tanto", lamenta Pedro, que neste ano "só" fez cinco viagens ao norte do país. "Descobri que não fico mal por problemas pessoais: adoeço por causa do que vejo lá. A destruição da Amazônia vai me arrasando aos poucos." Mesmo assim, não desiste de brigar pela preservação da maior reserva de mata nativa do planeta. Há dois anos, durante uma temporada no Pará, munido de uma microfilmadora, Pedro colheu imagens terríveis do desmatamento indiscriminado e fez um filme curto, de pouco mais de dez minutos, a que você assiste com exclusividade no site. "Apelei para o vídeo porque a fotografia paralisa a imagem e não dá a verdadeira noção da desgraça", diz ele. É o meu panfleto pessoal." Em sua casa, nos arredores de São Paulo, onde vive com Branca, Nenê, Tiziu e Pituca, quatro cachorras vira-latas ("Já tentei casar, mas ninguém agüenta um cara que passa seis meses
por ano longe de casa")
"Nas comunidades ribeirinhas, encontrei um banho de arte, de estética, de arquitetura, de culinária. E olha que lá é o inferno verde. Eles pescam em rios absurdamente violentos sem idéia do que pode acontecer, são devorados por formigas na roça. A vida na Amazônia é dura. Mas era a única que eles conheciam até o advento da televisão, que provocou uma alteração profunda
de costumes. Hoje, o sonho do caboclo é ir para as cidades, e o meu trabalho agora é documentar essa transformação. O problema é que eles acham que nós vivemos como os atores da novela, em Ipanema. E aí, quando arriscam a sorte, conhecem a fome, o sofrimento. Nas comunidades existe miséria, não fome. Tem peixe, mandioca. Então, muitos acabam voltando." PEDRO MARTINELLI
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LEIA MATÉRIA INTEGRAL, COM VÍDEO EM:
http://claudia.abril.ig.com.br/edicoes/539/fechado/atualidades_gente/conteudo_149903.shtml
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PÁGINA DO FOTÓGRAFO: http://www.pedromartinelli.com.br
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http://www.estadao.com.br/villasboas/img/entor_01.jpg
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Mulheres da Amazônia (Editora Jaraqui, 176 páginas)
UM DESFILE DE MULHERES DA AMAZÔNIA, NAS LENTES DE PEDRO MARTINELLI.
JARINA. Uma palmeira incomum.
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HOJE GANHEI UMA PULSEIRA LINDA FEITA DE MARFIM-VEGETAL. A SEMELHANÇA, O TOQUE, A TEXTURA, JURARIA SER MARFIM. RIQUEZA DO BRASIL, QUE NEM SEMPRE VALORIZAMOS. SALVEM OS ELEFANTES !!!
O marfim-vegetal, ou jarina, é uma variedade de palmeira encontrada principalmente no norte da América do Sul. Essa árvore de crescimento lento tem belas frondes que brotam diretamente do chão. Por anos não se vê o tronco. Um marfim-vegetal com tronco de dois metros de altura tem pelo menos 35 a 40 anos. Logo abaixo das folhas nascem grandes aglomerados fibrosos que, em geral, pesam 10 quilos e consistem em frutos lenhosos bem compactos. Cada fruto geralmente contém de quatro a nove sementes, mais ou menos do tamanho e formato de um ovo de galinha. De início, as cavidades das sementes contêm um líquido refrescante, parecido com água de coco. Depois, o líquido se transforma numa gelatina doce e comestível. Por fim, a gelatina amadurece e vira uma substância branca e dura, incrivelmente parecida com o marfim de origem animal.
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O marfim vegetal é uma alternativa prática, pois se parece com o de origem animal, é extremamente duro, permite bastante polimento e absorve bem os corantes. O marfim vegetal e o animal são tão parecidos que os artesãos em geral deixam um pouco da casca marrom nos seus produtos para provar que não usaram marfim de elefante – proibido em todo o mundo.
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O marfim-vegetal não é uma descoberta recente. Já em 1750, o frei sul-americano Juan de Santa Gertrudis mencionou-o em suas crônicas, comparando as sementes a "bolas de mármore" usadas para entalhar estatuetas. No início dos anos 1900, o Equador, principal fonte do marfim-vegetal, exportava milhares de toneladas de sementes todo ano, principalmente para a produção de botões. Depois da Segunda Guerra Mundial, o surgimento de plásticos novos e baratos praticamente acabou com o comércio de marfim-vegetal.
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As muitas utilidades do marfim-vegetal
As sementes são deixadas secar sob o sol tropical por um a três meses, dependendo do teor de água. Depois são descascadas numa máquina, classificadas segundo o tamanho e cortadas em fatias para serem então utilizadas na fabricação de botões. De fato, botões de "marfim" tirado dessa árvore adornam algumas das melhores roupas do mundo. Mas o marfim-vegetal não é usado só em botões. Entre os muitos produtos feitos dele estão jóias, peças de xadrez, palhetas para instrumentos de sopro, teclas de piano e cabos de guarda-chuva.
Acima de tudo, o marfim-vegetal pode contribuir muito para a preservação do elefante africano. Assim, se você desejar o luxo do marfim, não é preciso ir buscá-lo nas savanas africanas. Recorra às florestas tropicais da América do Sul onde o marfim é tão abundante que dá em árvores! Sim, lembre-se do marfim-vegetal, o benfeitor do elefante.
FONTE DO TEXTO: http://www.sitecurupira.com.br/jarina.htm
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LEIA TB: http://www.joiasdanatureza.com.br/sementes.php
IMAGENS:
http://www.pontosolidario.com.br/aneis_colar_jarina.gif
http://www.amazonlink.org/apurina/port/joias.htm