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Caro amigo, São Paulo sediou nestes últmos dias uma grande feira de Artesanato - a Mega Artesanal 2007 - que surpreendeu pelo número de visitantes. A criatividade nunca esteve tão em alta. O trabalho artesanal ganha categoria profissionalizante, transforma sua condição alternativa para fonte de renda familiar. Amplia o perfil do artesão, não restrito somente ao público feminino. Uma feira bem produzida, com matérias-primas diversas, forte cunho educativo e ecológico, tudo muito agradável aos olhos. Além de incentivar a atividade manual !
Veja abaixo alguns conceitos sobre artesanato.

http://www.megaartesanal.com.br
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O conceito de artesanato
Inicialmente o que caracteriza o artesanato é a transformação da matéria-prima em objetos úteis, quem realiza esta atividade denomina-se artesão, este reproduz objetos que chegaram até ele através da tradição familiar ou cria novos de acordo com suas necessidades.
(...) Outras características do artesanato
Como sistema de trabalho que engloba os diversos processos de artesão, o artesanato assinala um avanço cultural e só apareceu como conseqüência da divisão de campo ocupacional no período histórico em que a precisão de meios de subsistência e os hábitos de vida em sociedade passaram a exigir maior produção de bens.
Sendo o artesanato uma manifestação de vida comunitária, o trabalho se orienta no sentido de produzir objetos de uso mais comum no lugar, seja em função utilitária, lúdica, decorativa ou religiosa.
O artesanato é um sistema de trabalho do povo, se bem que pode ser encontrado em todas as camadas sociais e níveis culturais. Podendo ser denominado artesanato indígena, ou primitivo, folclórico ou semi-erudito, requintado.
O artesanato é pratico, sendo informal sua aprendizagem. O que o artesão faz, cria-o ele próprio ou aprender na tenda artesanal da família ou do vizinho, observando como este fazia, pela vivencia e pela imitação, vendo-o trabalhar. Não se recebem aulas teóricas; aprende-se a fazer, fazendo; pratica-se porque quer; age-se voluntariamente. Vai daí o acentuado cunho pessoal do trabalho artesanal, apesar da vulgaridade da maioria das peças produzidas nesse sistema.
Não se deve confundir artesanato, que é fonte de produção, com o produto dele resultante. Produto é coisa e artesanato é o conjunto de maneiras pelas quais a coisa é feita.
Importância do artesanato
No processo evolutivo da raça humana, a atividade econômica deve ser examinada como etapa inicial. Sem trabalho, o homem não avança sequer um palmo na via esplendida do progresso. E foram as mãos que abriram o caminho para a longa e vitoriosa jornada que inda prossegue.
Desde tempos remotos, conforme vimos, o homem inventou e fez instrumentos, e descobriu processos que lhe aumentaram a eficácia da ação produtiva. À soma de tais processos acreditamos poder chamar artesanato, embora nascente, porque, àquela época, eram as técnicas reduzidas em número e bastante elementares.
Além dessa sua importância histórica, o artesanato abrange outros valores, os quais hoje o tornam reconhecido, universalmente. Os povos mais desenvolvidos do mundo criam instituições destinadas ao seu incremento e o realizam mediante exposições periódicas e feiras anuais de objetos de arte popular, com distribuição de prêmios aos primeiros artesãos colocados, levantamentos de mapas artesanais, amparo comercial e outras medidas inteligentes.
Esse interesse fora do comum pelos trabalhos manuais se explica, provavelmente,com o receio às conseqüências do avanço tecnológico.
Examinaremos agora o artesanato sob alguns pontos de vista;
Social — Possibilitando ao artesão melhores condições de vida e atuando contra o desemprego, o artesanato pode ser considerado elemento de equilíbrio no país e fator de coesão, de paz social. Conforme se sabe, este sistema de trabalho conta com a participação ativa da família. O lar, então, além de centro de vida é também núcleo de aprendizagem profissional. Outrossim, o mestre-artesão desempenha um papel relevante na comunidade e sua arte é fator de prestígio.
Artístico — O artesanato desperta as aptidões latentes do obreiro e aprimora-lhe o intelecto. Suas mãos, obedientes a impulsos mentais e inteligentes, deslocam a matéria-bruta, grosseira e passiva, e convertem-na com o calor de sua imaginação em coisa útil e por vezes bela. É a idéia que deseja a forma. Vale repisar que o povo não faz arte desinteressada ou arte pela arte, mas, não raramente, sobre ser utilitária, suas peças são bem acabadas, produzidas com esmero e revelam bom-gosto. Se o artesão, ale’m de habilidade manual, possuir talento e sensibilidade, aí então ele vira artista. Desse modo, sua experiência artesanal seria apenas uma fase de formação artística.
Pedagógico — Isto quer dizer que os trabalhos manuais são de grande valor para a criança em idade escolar, principalmente os de carpintaria, modelagem e papel recortado. Doutra parte, considera-se o artesanato como excelente meio para a educação de certos, que, se bem orientados nesse plano, podem adquirir habilidade prodigiosa e se realizarem na vida, plenamente.
Moral — O artesanato pode dar causa ao aperfeiçoamento espiritual e moral do artesão, sendo certo que o trabalho afasta a pessoa dos vícios e da delinqüência, Daí o provérbio "cabeça de desocupado é tenda de satanás", cuja sabedoria e exatidão certamente não se põem em dúvida.
Terapêutico — O artesanato abranda o temperamento hostil ou agitado de pessoas que sofrem desvios de personalidade, as quais poderão corrigir suas aberrações através da ocupação manual. Se, por exemplo, um tipo psicológico agressivo deseja fazer mal a alguém, ele o realiza — digamos no barro, e então se satisfaz, por transferência, assim se liberta do incômodo, livra-se de seu estado de tensão e obtém o equilíbrio intrapsíquico ou paz interior. Esse trabalho se recomenda ainda a certos enfermos que são obrigados a permanecer no leito durante muito tempo, embora tenham válidas as mãos e possam produzir certos objetos que exigem mais habilidade e paciência do que esforço físico.
Cultural — O artesão imprime traços de sua cultura nos objetos que produz, consciente ou inconscientemente. Muitas de suas tradições, como símbolos mágicos e crenças, ficam marcadas em suas peças.
Psicológico — O artesão se sente valorizado com sua arte porque faz objetos que têm serventia e isto lhe dá a certeza íntima de ser útil à comunidade. Ademais, e apesar do caráter regional do artesanato, o objeto produzido não deixa de ser o resultado de ato do artesão, que nele imprime a marca de sua personalidade. A psicotécnica adota medir certas dimensões psíquicas através de minucioso exame de objetos feitos a mão, nos quais a pessoas, inconscientemente, registra suas intenções e desejos e revela sua linha de comportamento.
BIBLIOGRAFIA:
MARTINS, Saul. Contribuição ao Estudo Cientifico do Artesanato. Belo Horizonte. Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais. 1973.
www.eba.ufmg.br/alunos/kurtnavigator/arteartesanato/artesanato.html
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PARA APROFUNDAMENTO NO TEMA, A DICA É O LIVRO NOSTALGIA DO MESTRE ARTESÃO, DE ANTÔNIO SANTONI RUGIU (ED. AUTORES ASSOCIADOS)
www.autoresassociados.com.br/cgi-bin/mostra?livro=17&Flag=1
CARO INTERNAUTA, ESTABELECENDO CONEXÃO ...SÃO PAULO-BELO HORIZONTE... RECEBEMOS INFORMAÇÕES DO AMIGO SÉRGIO MILANI A RESPEITO DE PIERRE WEIL. REPASSAMOS A INTERESSANTE MATÉRIA DO BLOG RETIRO DAS PEDRAS (por Marcelo Alvim):
http://blog.retirodaspedras.com.br/2007/07/06/declaracao-de-principios
visite o blog
http://blog.retirodaspedras.com.br

imagem: http://www.uai.com.br
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RECOMENDAMOS A LEITURA, A SEGUIR
A REVOLUÇÃO SILENCIOSA -1999
Editora Pensamento Ltda.
Autor: Pierre Weil .
"Este é o primeiro livro que escrevo com a intenção de falar de minha vida pessoal, especialmente das descobertas que fiz através da minha experiência no domínio da parapsicologia e da psicologia transpessoal.
Muitos leitores e ouvintes de minha conferências me perguntaram se o que eu relato como tento acontecido com outras pessoas, ou como sendo o resultado e investigações na universidade, também acontece comigo. Portanto, o presente livro é uma resposta aberta a esse público.
O leitor esclarecido já deve pressentido que relutei muito antes de tomar tal decisão.
Já enfrentei estes problemas na época em que revolvi abordar este assunto, para dele fazer uma matéria universitária de base do psicólogo.
Evidentemente havia o risco de eu ser desacreditado pelos meus colegas, principalmente pelos que não me conhecem pessoalmente. Embora fundado em pesquisas e investigações bastante séria feitas por autoridades de qualidade indiscutível, este ainda é um terreno que se presta a muitas mistificações. Entretanto, recebi o apoio de muitos colegas, e o entusiasmo de meus estudantes de psicologia me convenceu de que eu havia tomado uma decisão acertada.
O livro é assim uma espécie de balanço provisório, pois continuo existindo enquanto escrevo e possivelmente muita coisa ainda acontecerá. Não sei quando será publicado. Também não sei se devo esperar mais tempo para acrescentar experiências futuras. O que sei, por intuição, é que é o momento de começar a escrever, pois a lista de assuntos anotados já é tão grande, que, em relação a alguns deles, minha memória arrisca-se a não ser tão precisa. Por isso em relação a outros tenho conversado anotações mesmo fragmentados.
A minha evolução em direção a uma maior compreensão do papel que eu e o homem em geral estamos desempenhando neste planeta e no universo pode ser dividida em varias fases.
São estas fases que constituirão as grandes divisões da presente obra; hoje, vejo-as como degraus de uma escada continua que vai do infinito ao transfinito, do amor narcíseo ao amor universal, da matéria ou energia densa à fonte da energia, da pluralidade à unidade, do apego ao desapego, do conceito de morte à experiência viva de uma transformação ou de uma passagem, de um Deus utilitário e antropomórfico a uma onipresença, onisciência e onipotência que premeia tudo, inclusive cada um de nos, e que é este todo. Esta evolução me leva progressivamente do ter ser, da duvida à certeza, do crer ao saber, da inconsciência à plena consciência, das oscilações entre felicidade e infelicidade à paz interior permanente. Sei, hoje, que estou em algum ponto ou degrau dessa escada; estou aprendendo a conhecer melhor o mapa desta viagem à medida que percorro o caminho; as descrições dos que já o percorreram me dão maior segurança e me evitam certos tropeços; mas só cada um de nós pode fazê-lo, e nisto estamos absolutamente sós; sós, até descobrir que nunca estamos sós.
Graças à divisão em fases que adotei, poderei continuar a escrever este livro na medida em que essa evolução se processa, e, se for o caso, poderei até mesmo publicar o restante mais tarde".
fonte ( e outras referências em ):
http://www.unipazlondrina.org.br/literatura3.html.
saiba mais sobre Pierre Weil em: