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A animação brasileira tem se desenvolvido consideravelmente nos últimos anos, graças ao apoio do Ministério da Cultura e parcerias de entidades da área com outros países como França e Canadá. Além disso, diversos profissionais brasileiros estão se destacando internacionalmente nesse setor, como os diretores de animação Carlos Saldanha (Era do Gelo 1 e 2) e Marcelo de Moura (Asterix e os Vikings).
Nesta nova edição do Anima Mundi, que começou no Rio de Janeiro no último dia 29 de junho e seguirá até 8 de julho, o crescimento da produção brasileira pode ser comprovado pelo número de desenhos animados inscritos. Dos 42 países participantes do festival, o Brasil é o que tem a maior quantidade de filmes (68 curtas-metragens). É a primeira vez que isso acontece na história do evento anual.
"Passamos de uma situação na qual não tinha quase nenhum filme brasileiro, para cerca de 300 enviados nos últimos cinco anos", disse César Coelho, diretor-geral do festival, em nota divulgada à imprensa. Mas ele mesmo afirma que essa marca ainda não é satisfatória para consolidar uma indústria de animação nos mesmos moldes da que existe em outros países. "A publicidade sempre foi o único mercado de trabalho para o animador no Brasil", completou. http://www.universohq.com/quadrinhos/2007/n03072007_08.cfm
O 15º Anima Mundi traz grandes nomes do exterior, como Mark Walsh, da Pixar, e o russo Mikhail Aldashin, do lendário estúdio soviético Pilot. Mas, mostrando a evolução da animação brasileira, o diretor Alê Abreu ganhou três sessões que vão exibir seus curtas-metragens e ainda terá “Garoto Cósmico” , único longa brasileiro em cartaz no festival, apresentado “oficialmente” ao público.
“Estou superansioso para mostrar o filme ao público, depois de tanto tempo esperando”, diz o diretor. Pronto desde o início do ano, “Garoto cósmico” deve estrear entre outubro ou dezembro deste ano, dependendo de que empresa distribua o filme.
O desenho animado é o último trabalho no cinema do ator Raul Cortez, que emprestou sua voz a um dos personagens centrais da história, Giramundos, que ajuda Cósmico e seus amigos a escaparem do Planeta Programação, um lugar regido por horários regulamentados e sem nenhuma liberdade.
Com um orçamento de R$ 2 milhões, é uma das principais produções nacionais do ano. “Quero muito que esse filme dê certo e tenha bastante público. Mas ainda estou aprendendo esses mecanismos comerciais”, disse, referindo-se à distribuição, que pode garantir que seu filme estréie em um maior número de salas e fique mais tempo em cartaz.
De qualquer forma, Alê já tem pelo menos mais duas animações engatilhadas. “Canto latino”, desenho baseado em sua viagem por oito países da América Latina, será voltado para um público mais adulto do que o de “Garoto Cósmico”. “Será uma mistura de linguagens, com vídeos, fotos e um visual mais solto, mais rústico”, conta. E um outro desenho, ainda sem nome, será produzido a partir de “Canto latino”, mas este sim será direcionado às crianças. “Quero fazer um desenho que busque o que é ‘ser brasileiro’.” http://g1.globo.com/Noticias/Cinema/0,,MUL60201-7086,00.html
Leia mais na página do diretor Alê Abreu http://www.aleabreu.com.br/pagina.php?id=2
trailer do filme http://www.estudioeletrico.com.br/index.php?id=138
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Mundos diferentes
Garoto Cósmico é a união de outras duas histórias de Alê. Conta a vida de três crianças, Cósmico, Maninho e Luna, que vivem no ano 2.973, na Galáxia Sétima, no Mundo das Crianças, um mundo programado, cinza, chato, onde elas são formadas para aceitar as coisas como são. Um mundo cheio de "hora disso e hora daquilo". A diversão fica por conta do jogos de videogames.
O ícone do mundo é o Capitão Programação. O super-herói que, entre tantas frases, ensina as crianças que tudo é programado, "não precisa nem pensar". Numa noite, em busca de mais pontos para conseguir um bônus na escola, as crianças se perdem no espaço e acabam no colorido "mundo do circo", com personagens diversos e regras elásticas, e têm contato com o mundo da infância.
Mas um membro do mundo da programação chega para resgatá-los, e daí as crianças precisam fazer suas escolhas: voltar para a Galáxia Sétima ou ficar com sr. Giramundos (Raul Cortez), o palhaço Jajá (Wellington Nogueira, do Doutores da Alegria), a Bailarina (Vanessa da Mata) e Záz-Tráz (Belchior).
http://www.estadao.com.br/arteelazer/cinema/noticias/2007/jul/06/279.htm