Arte Brasilis

ARTE BRASILIS é uma REVISTA ELETRÔNICA de ARTE, CIÊNCIA, FILOSOFIA e EDUCAÇÃO. Textos e referências para amigos, educadores, interessados em Cultura Brasileira e Educação para a Paz. artebrasilis@hotmail.com (MSN) artebrasilis@bol.com.br

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Terra Blog

Arquivo de: Julho 2007, 16

16.07.07

TECNOLOGIA NA ALDEIA

Internet ajuda a resgatar valores


A primeira aldeia a receber uma Escola de Informática e Florestania foi a de Sapucay, no município de Angra dos Reis. Os índios Guaranis utilizam o computador para armazenar a cultura e a história de sua tribo. Não por acaso, referem-se a esse equipamento como ayurirurive, que significa caixa para guardar a memória. Traduziram para sua língua outros termos essenciais: mouse é anguja, teclado chama-se nhamboparaa e Windows, oventae. Desde que tiveram acesso à rede mundial de computadores, discutem como nomear impressora e Internet. A sabedoria dos mais velhos impôs regras ao uso da tecnologia.

Também para os índios, a capacidade individual e coletiva de criar e compartilhar conhecimentos tornou-se força motriz na formação do futuro. A internet via satélite permite a esses povos dizer ao mundo do orgulho que sentem da sua cultura, seus valores e tradições, há 500 anos alvos da impiedosa ação destrutiva do homem branco.

Muitos grupos lutam para resgatar seus mais profundos valores e apostam na internet como uma forma de trocar informações com aldeias indígenas e populações tradicionais de outras partes do planeta. Muitos Ashaninkas do Brasil conheceram pela primeira vez como vivem os Ashaninkas do Peru. Emocionaram-se com a semelhança nos traços mais marcantes da cultura como a língua, a pintura corporal e a vestimenta. E se admiraram com as diferenças nos hábitos alimentares e no tipo de material usado para manufatura da roupa típica.

A ação da Rede Povos da Floresta atende a uma demanda das próprias populações tradicionais e ribeirinhas de reduzir as barreiras de acesso à informação e ao conhecimento, muitas vezes resultantes de diferenças de educação, bem como de restrições culturais e lingüísticas, e das condições particulares de uso da tecnologia.

A secretária-executiva da Comissão Pró-Índio do Acre, Vera Olinda Sena, lembra que o acesso à rede favorece a valorização das diferentes culturas: "Criou-se uma situação mais justa. Antes, os índios sofriam problemas de invasão ambiental mas não tinham meios de se defender, porque estavam isolados. Agora, podem informar rapidamente às autoridades sobre queimadas, desmatamentos, assédio de garimpeiros e disputas de terra. Também encontram melhores condições para negociar o produto do extrativismo vegetal e do artesanato, principais fontes de subsistência desses povos."

Vera não acredita que o acesso à internet possa contribuir para a degradação da cultura dos índios. "O internauta não é tão passivo como o telespectador. Ele acessa o que deseja, na hora mais conveniente para ele. Os índios têm capacidade de usar a tecnologia a seu favor, contribuindo para valorizar suas tradições", observa.

FONTE: http://www.redepovosdafloresta.org.br/drupal/?q=node/226

IMAGEM: www.brasilcultura.com.br/imagens/tvindigena.bmp

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Inclusão digital e social dos Xacriabá, MG

Na região do Vale do Peruaçú, Norte de Minas Gerais, vive o povo Xacriabá, com aproximadamente 7 mil pessoas. Esta comunidade tem demonstrado seu esforço me ´atualizar-se´ frente aos avanços na área da educação, ampliando sua participação no Programa de Formação de Professores Indígenas, desde sua primeira turma, em 1996. Desta turma saiu o atual prefeito do município de São João das Missões, José Nunes Xacriabá.

Hoje, a comunidade conta com mais de 100 professores indígenas, formados especialmente para atuar em suas comunidades, trabalhando conteúdos próprios e voltados para a valorização de suas raízes culturais, sua história e projetos de futuro.

Desde dezembro de 2003, esta comunidade, com mais de 30% de sua população em salas de aula, passou a contar também com uma rede de computadores, conectando suas escolas, dentro da terra indígena Xacriabá, com o mundo. Este primeiro ano de experiências tão ricas e inovadoras para a vida dessas pessoas, que historicamente viveram isoladas dos centros de decisão de nosso país, foi coroado de vitórias. Entre elas, podemos citar a formação de mais 58 professores-educadores indígenas Xacriabá, dando continuidade a suas lutas pela afirmação cultural e social do povo Xacriabá. Os professores e alunos Xacriabá estão produzindo, hoje, as lições e textos de amanhã, para seus alunos do futuro...

Ailton Krenak
Coordenação da Rede Povos da Florestas

http://www.redepovosdafloresta.org.br/drupal/?q=node/125

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http://www.redepovosdafloresta.org.br/drupal/

VEJA TB O VÍDEO (EM 6 PARTES) :

(Seminário I da Rede Povos da Floresta), junho 2005, Rio de Janeiro. Encontro de três dias, no Solar da Imperatriz, Rio de Janeiro, que reuniu diversas lideranças indígenas e grupos de apoio com o objetivo de aprofundar e consolidar o projeto Rede Povos da Floresta e refletir sobre sua expansão.


VÍDEO: http://www.redepovosdafloresta.org.br/drupal/?q=node/217

 

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15.07.07

CULTURA INDÍGENA

categorias: SAIBA !

Kaká Werá Jecupé é índio txucarramãe (guerreiro-sem-armas), batizado entre os guaranis. Desde 1989 participa de ações voltadas para o resgate, defesa, difusão e desenvolvimento da cultura indígena brasileira; tendo realizado projetos sociais com os povos nativos, mais especificamente a Nação Guarani e Nação Krahô. Trabalha como terapeuta, fazendo uso da medicina nativa (a cura através das plantas), com as danças sagradas indígenas, e workshops voltados para a integração do homem com a mãe Terra e coordena a Nova Tribo Cultura. Realiza palestras e participa de seminários no Brasil e no exterior. Autor de: Awé Roirua-ma (Todas as vezes que dissemos adeus); Os Filhos da Terra.

Pela Editora Peirópolis, é autor dos títulos:

A terra dos mil povos (1998) - História indígena do Brasil contada por um índio
As fabulosas fábulas de Iauaretê 
Tupã Tenondé (esgotado)


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"(...) o espaço entre a idéia e a atitude tem gerado a miséria humana.
A palavra corre pelo governo humano sem espírito, sem cumprimento do que se diz.
Pois palavra e espírito estão longe. A voz sai morta.
Porém recheada de maquilagem para dar a impressão de vida.
A palavra assina tratado de paz enquanto a mão acena guerra.
A religião é surda, pois o espírito está mudo".
Kaka Wera Jecupe

FONTE: Boletim 9 - - Informativo da Rede InterAção

FOTO: http://homepage.mac.com/prematara/Brazil/PhotoAlbum71.html

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Harmonização à brasileira



Há mais de quarenta anos, índios tapuias e guaranis se instalaram às margens da Represa Billings, na periferia da Zona Sul da capital paulista. Mesmo vivendo em meio à selva de pedra, esse povo não deixou de cultivar suas tradições. Kaká Werá Jecupé, hoje com 37 anos (matéria de Junho 2001) nasceu nessa tribo, onde aprendeu os rituais de consagração e harmonização.

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A casa, uma divindade

Quatro anos atrás, ele adaptou esse conhecimento e hoje faz o trabalho de limpeza energética nas casas urbanas: "Quem vive nas grandes cidades poucas vezes lembra que os quatro elementos da natureza - água, terra, fogo e ar - são a base de tudo que é vivo, inclusive da própria casa, que, para os indígenas, é também uma divindade que precisa ser nutrida e reverenciada. Isso se faz reconhecendo e limpando os pontos cardeais - norte, sul, leste, oeste -, a que chamamos de as quatro respirações da terra. Do equilíbrio delas depende a vitalidade da casa e de seus moradores", explica Kaká.

A simplicidade da vida indígena está impressa também nesse ritual para revitalizar a moradia. A defumação com sálvia e arruda secas ou com as ervas específicas relacionadas a cada ponto cardeal é o principal instrumento para dispersar vibrações desfavoráveis e liberar o fluxo de energia: "Em geral, queima-se a erva num recipiente e espalha-se a fumaça, começando pelo quintal e indo até a frente da casa. Essa defumação já dissipa a energia estagnada", ensina.

O segundo passo é reprogramar as vibrações do lugar, fazendo o mesmo percurso mentalizando novas energias se instalando nos ambientes.

A seguir, se faz um altar no centro da casa: "Esse é o coração da moradia e irradia sua força para as outras áreas", diz Kaká. Flores brancas, um cristal que reverencia o elemento terra, um pote com água, o incenso que representa o ar e uma vela, para evocar o fogo. Quando tudo estiver pronto, faça esta oração: "Eu reconheço que a terra é a fonte da vida. Eu reconheço que a água é a fonte da vida. Eu reconheço que o ar é a fonte da vida. Eu reconheço que o fogo é a fonte da vida".

Enquanto isso, mentalizam-se o agradecimento e o desejo de paz, harmonia e saúde. Se necessário, Kaká sugere ainda a mudança de posição dos móveis que estão bloqueando os pontos cardeais ou atravancando a passagem. Essa harmonização pode ser feita uma vez por mês ou em ocasiões especiais.


Objetos que reforçam intenções - As maracas são instrumentos usados nos rituais sagrados e evocam saúde e proteção espiritual. Arco, flecha e lança são símbolos de força. Podem ser colocados nos vários pontos cardeais para potencializar os aspectos associados a cada um deles. No norte, evocam a força dos ancestrais. No sul, ressaltam a pureza e a beleza. No oeste, potencializam a fertilidade e a prosperidade. No leste, reforçam o poder pessoal e espiritual. O antigo ritual indígena de purificar o espaço também pode ser aproveitado nas casas urbanas. Defumação com ervas, formação de um altar e orações de agradecimento são as bases desse Feng Shui brasileiro, ensinado por Kaká Werá Jecupé, um tapuia nascido em São Paulo.

Texto: Liliane Oraggio (junho 2001)
Reportagem Fotográfica: Célia Weiss
Fotos: João Ávila

fonte: bonsfluidos.abril.com.br/extra/a/harmonizacao4.shtml

 

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PARA MAIORES INFORMAÇÕES, ACESSE O SITE DO INSTITUTO ARAPOTY http://www.arapoty.org

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O Instituto Arapoty conduz suas atividades inspirado em fundamentos da matriz ancestral do Brasil, que no decorrer de milênios formaram as raízes de quatro troncos indígenas: Tupy, Aruak, Gê e Karib.

Estas raízes receberam sementes e frutos culturais de outras nações dos continentes da: Europa, África, Ásia; através dos portugueses, africanos, italianos, alemães, japoneses, árabes, etc.

Os fundamentos antigos geraram cinco princípios que o Instituto Arapoty difunde, pois são universais e urgentes para estes tempos, que são :

1) O Ser Humano é filho da Mãe Terra e do Pai Céu.

2) O Ser Humano possui a Natureza dentro de si.

3) A essência da Natureza é Amor

4) A expressão da Natureza se dá pela diversidade

5) O respeito e a integração com a diversidade conduz à Paz.


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