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Oportunidade para novos escritores !!!
Caro leitor, apresento-lhes a recém lançada edição de Caleidoscópio 2007. Confiram a eclética e agradável leitura !
A Editora Olho D'Água http://www.olhodagua.com.br lança no mercado literário mais uma coletânea de textos de novos escritores.
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"O que (ou quem) me impeliu a escrever? A aventurar-me pelos meandros da croniqueta molhada de cotidiano, pelos caminhos-de-lenhador da poesia e pelas veredas da pensata prazeirosa?
O que deu em mim para abandonar o corrimão cartesiano e perder-me de teorias bem-comportadas, de citações de boa procedência, de impecáveis notas de rodapé?" (JORGE CLAUDIO RIBEIRO - versão 2000 de Caleidoscópio)
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"Alguns são premiados, outros estreantes em letra impressa, outros ainda bissextos. Não importa. O que vale é a qualidade da existência reiratada e para a qual contribuem.
Seus autores e autoras foram chegando aos poucos, através de variados caminhos, sem hora marcada, por acaso -se é que isso existe nas sendas da literatura. Não importa. O que vale é que, de olhos vivos, todos saboreiam a transcendência de atirar suas mensagens em garrafas ao mar, nem que seja um mar virtual. Como diz o poeta, todos experimentaram que escrevem para não morrer..." (JORGE CLAUDIO RIBEIRO - versão 2002 de Caleidoscópio)
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"Caleidoscópio reúne produções de autores - não importa se conhecidos ou não, se iniciantes ou não - que cedem a um imperativo livremente eleito, o da escrita. Com isso, criadoramente, enriquecem o cosmos com sua novidade". (JORGE CLAUDIO RIBEIRO - versão 2003 de Caleidoscópio)
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"Brinquedo de escrever, de olhar, de sonhar. Quem olha melhor vai mais longe, alcança um mundo mais repleto e belo; quem escreve, acolhe o transcendente, a semear-se no nosso provisório; sonhar é a maneira mais concreta de levantar uma casa, qualquer casa; quem brinca não cessa de ser aprendiz.
Amores, fomes, saudades, reflexões, piscadelas e contradições (esta, a lei da vida, certo?) foram chegando e se juntando, bem como seus autores que, despercebidamente, se tornaram parceiros caleidoscópicos". (JORGE CLAUDIO RIBEIRO - versão 2004 Caleidoscópio)
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Capa: Eduardo Seixas
Composição final: Ines Ruivo
Org.: Jorge Claudio Ribeiro
88 pp.
"Depois de três anos de maturação no casulo, eis que esta quinta versão de Caleidoscópio abre suas asas, espreguiçando-se. Já começa a ganhar mundo, demonstrando que a rota migratória - ancestral e nova, a cada ano - provalmente leva um destino melhor.
Não importam os percalços, os desvios ou a paisagem sempre inesperada (ameaçadora?). O que vale é estarmos, mais uma vez, reunidos. Aproxima-nos o instinto de viver, razão pela qual você, eu, nós continuamos escrevendo: às vezes satisfeitos, às vezes confusos e (dádiva das dádivas!) até transfigurados.
A missão que de nós se apossou é fazer o silêncio cantar, aquece o inverno das almas, manter contato. Não há como recuar ou voltar as costas - eis-nos diante de uma unção e desafio. Por isso, estamos aqui. Alguns chegam pela primeira vez, outros já aprenderam o caminho.
Sejamos bem-vindos."

ENTREVISTA - RICARDO KOTSCHO - Em busca da pauta esquecida
06/08/2007
Carlos Minuano
Na mídia, quando se fala em cultura, geralmente, o espaço é ocupado pelas superproduções da grande indústria de entretenimento, enquanto expressões genuinamente culturais são frontalmente ignoradas. Para o jornalista Ricardo Kotscho, 59, a origem do problema está na crise generalizada que o país atravessa e, em seu centro, uma grande crise cultural - resta saber o que fazer. Na visão de Kotscho, a questão está atrelada a diversos fatores, mas, sobretudo, à própria imprensa. “Os veículos de comunicação não estão ajudando a solucionar essa crise cultural que estamos vivendo”.
Nas outras áreas, não é diferente o distanciamento em relação à realidade brasileira, prossegue ele. “Viajo muito pelo país inteiro para fazer reportagens, palestras, acho que poucos repórteres conhecem o Brasil como eu, todos os estados e regiões. Quando volto, vejo que jornais, revistas, televisões, não retratam esses lugares”, observa o jornalista. “Há muito Brasília e pouco Brasil”, afirma. Se a imprensa botasse mais o pé na estrada talvez concordasse com Kotscho em outro ponto: que a raiz dos problemas está na educação. Seja qual for, a solução terá que passar por ela, diz.
Kotscho faz parte do movimento “Todos Pela Educação”, projeto que reúne a sociedade civil, empresas, mídia, organizações sociais, entre outros, em torno de ações que garantam o acesso a uma educação de qualidade, com metas programadas até 2022. Um sinal, segundo ele, de que as pessoas estão tomando consciência de que não basta apenas levar as crianças para a escola é preciso também investir no ensino.
Após rever as memórias de seus quarenta anos de caminhada em Do golpe ao planalto – Uma Vida de Repórter (Companhia das Letras), livro no qual faz um balanço do país e da própria vida, desde os tempos de foca no jornal O Estado de S. Paulo até seus últimos dias à frente da secretaria de imprensa da Presidência, em 2004, o jornalista encara agora outro desafio. Está à frente de uma publicação que pretende manter um foco diferenciado em seu conteúdo editorial. No lugar de celebridades e da agenda batida dos cadernos de cultura tradicionais, reportagens sobre pessoas comuns e, claro, a tal pauta esquecida. Não por acaso a revista se chama Brasileiros.
O papel do jornalista
“A cultura brasileira é riquíssima em qualquer região do país e não tem nada a ver com o que está na mídia. Então, qual seria o papel do jornalista?”, pergunta. Na seqüência, aponta para duas funções que considera básicas: fiscalizar o poder denunciando o que está errado e é mostrar o que tem de bom acontecendo, para servir de exemplo e estímulo para os outros. “A imprensa precisa se repensar”, completa.
Mas com internet, blogs e outros meios de comunicação digital arrebanhando cada vez mais usuários que sentido faz lançar uma revista em papel? Kotscho não vê contradição. “Não importa qual a plataforma, o que faz diferença é o conteúdo. Tendo qualidade a informação pode ser utilizada em qualquer veículo, revista, jornal, site, blog”. Ele alerta ainda que a expansão da internet não elimina a função do jornalista. “Muitos defendem que todos sejam produtores e consumidores de notícia, emissor e receptor ao mesmo tempo. Pelo contrário”, discorda.
Ele reconhece a importância dos meios eletrônicos para a democratização da informação. “Cerca de 30 milhões já tem acesso à rede, e isso deve se multiplicar”. Mas adverte, “a enxurrada de informação disponível o tempo todo tem um lado bom, mas também tem um lado ruim. Precisa de jornalista para organizar essa bagunça”, defende. Claro que o jornal não vai mais poder repetir o que já foi dito na internet ou no rádio, precisa aprofundar os temas. Aliás, é o que justifica a revista Brasileiros, explica. “Queremos contar as histórias do povo brasileiro que não estão sendo mostrada em lugar algum”, finaliza.
texto: http://www.culturaemercado.com.br
imagem: http://www.usp.br/jorusp/arquivo/2005/jusp735/ilustras/cursos03.jpg
http://www.culturaemercado.com.br
Prêmio Culturas Indígenas 2006
03/08/2007 Da Redação
No dia 15 de agosto, o Ministério da Cultura realiza a entrega dos certificados e lançamento do catálogo de premiação do Prêmio Culturas Indígenas 2006 – Edição Ângelo Creta. A solenidade ocorrerá às 20h30, no SESC Vila Mariana, em São Paulo.
Além do ministro Gilberto Gil, estarão presentes cerca de 150 lideranças indígenas de todas as regiões do Brasil, incluindo 82 representantes das iniciativas selecionadas pelo Prêmio 2006.
O Prêmio foi criado pelo Ministério da Cultura para incentivar iniciativas de fortalecimento cultural das comunidades indígenas do Brasil. Patrocinado pela Petrobras, por meio da Lei Rouanet, a premiação foi executada pela Associação Guarani Tenonde Porã em parceria com a Secretaria da Identidade e da Diversidade Cultural (SID/MinC).
De 16 a 19 de agosto, o SESC Vila Mariana receberá a Mostra Cultural Indígena, com rodas de histórias, debates, músicas e oficinas de artesanato. O SESC Vila Mariana localiza-se na Rua Pelotas, 141, em São Paulo. Para mais informações acesse www.sescsp.org.br ou ligue (11) 5080-3000 .
Bienal Sesc de Dança 2007
06/08/2007 Da Redação
Em sua quinta edição, a Bienal abre espaço às diversas formas de criação e investigação em dança – espetáculos, intervenções, performances, instalações-coreográficas – inéditos ou não, criados para espaços convencionais e não-convencionais.
A Bienal SESC de Dança propõe reflexões sobre as diferentes qualidades de memória que o corpo inscreve, que além da artística, revela a nossa linguagem, enfatizada através do gestus social – gestos do cotidiano que pressupõem uma relação histórica, social e econômica reveladora na possibilidade de explorar como são inscritos esses movimentos.
Cada artista ou companhia é livre para propor um espaço de apresentação à sua escolha, de acordo com a lista de espaços oferecidos pela Bienal Sesc de Dança.
As inscrições estão abertas até o dia 30 de agosto e devem ser efetuadas em duas etapas: o preenchimento online do formulário de identificação e envio por correio de documentos e mídia (VHS ou DVD). Para mais informações acesse http://www.sescsp.org.br/sesc/sol/index_result.cfm?Referencia=5071
Festival Mundial de Circo do Brasil
06/08/2007 Da Redação
A quarta edição do Festival Mundial de Circo do Brasil, que acontece entre os dias 24 de agosto e 2 setembro, em Belo Horizonte, promete atrair um grande número de apreciadores da magia circense. O evento é hoje o maior do gênero no país e conta com o apoio da Lei Federal de Incentivo à Cultura do Ministério da Cultura. Vão participar representantes da Bélgica, Estados Unidos, Canadá, Espanha e França.
Fazem parte da programação apresentações de espetáculos circenses de rua, palco e picadeiro; oficinas, exposições além de debates. Uma das novidades deste ano será a descentralização das atividades que, nas edições anteriores, aconteceram em um único local batizado de Cidade do Circo. "Este ano vamos utilizar um total de 19 espaços como teatros, ruas, praças e salas de cinema. É uma forma de facilitar e democratizar o acesso aos eventos", afirma Fernanda Álvares, coordenadora do FMCB.
Quatro oficinas gratuitas fazem parte da programação do festival: báscula, acrobacia, mastro chinês e interpretação para palhaços são as modalidades. As oficinas são destinadas apenas a profissionais de circo.
Seminário e Mostra de Filmes
Uma das novidades deste ano será a realização de um seminário com a participação dos representantes das mais importantes escolas de circo do mundo. A intenção é trocar experiências e provocar acordos de cooperação para circenses brasileiros. Além da Escola Nacional de Circo da Fundação Nacional de Arte (Funarte); Spasso Escola Popular de Circo (BH); Escola Picolino (BA) e outras escolas brasileiras, foram convidadas as escolas nacionais de Circo da Bélgica, do Canadá e da França.
Outra ação inédita será a Mostra de Filmes com exibição de películas, sob a ótica de vários diretores nacionais e internacionais, que mesclaram diversas formas dessa cultura de massa aos personagens sutis que povoam o imaginário popular. As exibições acontecerão entre os dias 31 de agosto, 1º e 2 de setembro, no Cine Humberto Mauro do Palácio das Artes, em Belo Horizonte.
Para mais informações acesse http://www.fmcircodobrasil.com.br ou ligue (31) 3225-7521 .