Arte Brasilis

ARTE BRASILIS é uma REVISTA ELETRÔNICA de ARTE, CIÊNCIA, FILOSOFIA e EDUCAÇÃO. Textos e referências para amigos, educadores, interessados em Cultura Brasileira e Educação para a Paz. artebrasilis@hotmail.com (MSN) artebrasilis@bol.com.br

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Terra Blog

Arquivo de: Agosto 2007, 08

08.08.07

PALESTRAS MOTIVACIONAIS

categorias: VISITE !

              A DICA É: VISITEM O BLOG DO HUMBERTO ALEXANDRE,  QUE REVERTE A SUA EXPERIÊNCIA DE VIDA EM PALESTRAS MOTIVACIONAIS, CHEIAS DE ENERGIA, POSITIVISMO E BOM HUMOR. GRANDIOSO TRABALHO. ESSE MOÇO VAI LONGE ! PARABÉNS.

 

                   

 

                   

 

~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~ACREDITE EM VOCÊ !!!~~~~~~~~~~~~~~~~~~~~
Você é a melhor pessoa do universo. Tudo o que você precisa, já está em ti. Olhe a vitória e não os obstáculos, acredite sempre, confie em você e chegará ao seu objetivo. Você nasceu para vencer. Motivação, isso eu gosto de fazer.

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Você já sabe como viver é bom? Não? Bem, posso tentar mostrar, o que acha?

www.humbalex.com.br

 

 

"Se você tende a pensar de forma pessimista, tende a ser um derrotado eterno.
De início é difícil controlar alguns pensamentos.
Principalmente os que se relacionam ao pessimismo.
Mas chegará a hora em que o pessimista, que se julga um infeliz e esquecido por Deus, entenderá que não existe melhora até que ele pense e haja nessa melhora.
Atitude é tudo, inclusive no nosso pensar..." (trecho extraído do blog de Humberto)

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  • Postado em 18:34:38

QUALIDADE DE VIDA

A ordem é se mexer

Quem sofre por causa da redução de mobilidade pode, sim, recuperar movimentos e, assim, aumentar sua qualidade de vida

Reportagem: Paulo Kehdi

fonte: http://sentidos.uol.com.br/canais/materia.asp?codpag=950&canal=revista
Foto: Fabio Braga

15/6/2007




Vera Winck, 90 anos, que está recuperando os movimentos graças a exercícios que faz diariamente



A blusa de lã que ficou na parte superior do armário durante o Verão agora é necessária para aplacar o frio. Basta um pequeno esforço para alcançá-la. Mas o que seria um movimento simples até o ano passado, parte da rotina, de repente virou uma tarefa impossível para uma parcela da população que, no último Censo do IBGE (2000), passou a fazer parte do grupo integrado também por pessoas com deficiência: são as que possuem mobilidade reduzida. Ele engloba idosos e obesos que admitiram nas entrevistas aos pesquisadores enfrentar problemas semelhantes aos de deficientes. A nova condição, resultante do excesso de peso ou da idade avançada, se tornou um limite à práticas que faziam parte de seu cotidiano.

Vera Winck, 90 anos, teve uma queda em casa, em dezembro e fraturou o fêmur. Sofreu uma cirurgia corretiva e, na volta ao lar, sentia dores fortes. Passou a depender dos filhos, e de um enfermeiro contratado pela família, para praticamente tudo. Tinha de ser carregada para tomar banho, precisava de ajuda para vestir-se e, mesmo na cama, necessitava de auxílio para mudar de posição. Nem mesmo sentada conseguia ficar. Para piorar, apareceram úlceras de pressão (escaras) nas costas. A ajuda do Programa de Ajuda Domiciliar ao Idoso (PADI), da Unifesp (Universidade Federal Paulista), foi decisiva. Ela recebeu a visita de um fisioterapeuta e de um massagista, que ensinaram exercícios específicos para idosos e fizeram várias recomendações.

"Passei a fazer a fisioterapia três vezes ao dia. Mexo com tudo: pernas, braços, troncos. Faço exercícios de alongamento - sozinha, com a ajuda de meus filhos e do enfermeiro. Me sinto muito melhor. Já me movimento pela casa, seja com a cadeira de rodas ou com o andador. Praticamente não tenho mais dores. As escaras sumiram. Sem falar no meu sono, que está muito mais tranqüilo. Meu objetivo é voltar a sair de casa. Sei que vou conseguir", diz Vera, que trabalhou como tradutora e domina cinco idiomas - além do braile, que aprendeu para ações de voluntariado.

Felix Martiniano, geriatra e gestor do núcleo de pesquisa de geriatria clínica da Unifesp, explica que em casos de lesões e fraturas, quanto antes o trabalho fisioterápico começar, melhor. E que, com a idade avançada, o trabalho preventivo é de suma importância. "Atividades físicas acompanhadas de orientação médica ajudam a evitar, ou minimizar, as chamadas doenças incapacitantes. Caminhadas, hidroginástica, natação e atividades de baixo impacto são excelentes. Ter essa prática previne infecções, doenças respiratórias e diminui sensivelmente o risco de problemas cardiovasculares, além de preservar a mobilidade - dentro dos limites de cada um. Medicamentos só são recomendados em estágios mais avançados de doenças como as osteoartroses."



Um acidente de carro, em novembro, mudou o curso da vida de Elaine de Souza, 39 anos. Depois de 47 dias no hospital, 15 deles sem poder se mexer, ela teve de aprender a conviver com a paraplegia. As sessões de exercícios começaram ainda durante o período de internação. Na volta para casa, ela passou por um período difícil, de questionamentos e angústias, mas as práticas físicas a ajudaram a superá-lo. "Tinha dificuldades para tudo. Hoje, graças a Deus, consigo fazer a transferência da cadeira de rodas para qualquer lugar, tenho autonomia para tocá-la, consigo me vestir, calçar os tênis. Descobri, durante a reabilitação, que cada caso é um caso. Sou minha própria referência e isso faz com que eu fique ainda mais focada nos meus limites e possibilidades", conta Elaine, que retomou, há dois meses, a rotina de trabalho como diretora geral de ensino em uma escola de São Caetano do Sul (SP).

Recuperar a amplitude de movimentos, trabalhar constantemente as articulações e melhorar a mobilidade, tanto no leito como na cadeira, são os objetivos principais das sessões de fisioterapia, segundo Maria Cecília Moreira, diretora-técnica do serviço de fisioterapia da Divisão de Medicina de Reabilitação do hospital das Clínicas de São Paulo, a DMR. "Utilizamos diversas técnicas e equipamentos em benefício do paciente. Progressivamente, aumentamos o grau de dificuldade dos exercícios. E fazemos avaliações constantes. Mas ele precisa ser proativo. O apoio dos familiares também é decisivo nesse aspecto. Não só incentivando quem está se recuperando, mas também como conhecedores do problema para auxiliar na continuidade dos exercícios, em casa. Se houver demora, ou mesmo um desestímulo, a inatividade pode acarretar deformidades."

O fator psicológico atua fortemente em situações extremas. A falta de mobilidade, dependência de terceiros depois de o indivíduo ter vivido ativamente e sofrido uma espécie de ruptura, são situações que, combinadas, podem causar um quadro depressivo. O apoio de psicoterapeutas é decisivo em muitos casos, como explica o endocrinologista do Hospital Edmundo Vasconcelos, Cristiano Barcellos, que atende pacientes obesos. "A obesidade é multifatorial. Conseqüência não só de fatores genéticos, mas também de estilos de vida. Nos anos 70, havia menos pessoas com excesso de peso. A atual é a geração do controle remoto, do fast- food. A falta de atividade física colabora para terem baixa auto-estima. O sedentarismo é causa e conseqüência. Cria-se um quadro de apatia, que só piora a situação. Diabetes, pressão alta, entupimento dos vasos sangüíneos, tudo aparece junto - como numa bola de neve. Medicamentos antidepressivos precisam ser utilizados em alguns quadros clínicos, com moderadores de apetite."




Não foi esse o caso de Carol Damato, 60 anos. Quando decidiu largar o cigarro, um vício que teve por mais de trinta anos, engordou. Ela não deu atenção ao fato, já que a prioridade era parar de fumar. Quando se deu conta, pulou dos habituais 77 quilos para 113. Ela, que mede 1,70 m, passou a sentir dores nos joelhos e tornozelos, e perdeu boa parte da mobilidade. Descer escadas, só muito devagar e agarrando-se ao corrimão. Para calçar tênis ou depilar as pernas, era preciso um esforço extremo. A necessidade de operar a vesícula foi a gota d'água para iniciar um regime.

"Continuei comendo de tudo, em quantidades menores. Troquei café por chá, quatro pães franceses diários por uma fatia de pão de forma de centeio. Como tenho vida ativa, caminho bastante, até me permito chocolate ou sorvete de vez em quando. Fazer regime não me deixa de mal com o mundo", diz ela, secretária aposentada que perdeu 11 quilos em três meses e, entre outras atividades, ministra palestras sobre sexo para adolescentes. "Sou vaidosa, sem exagero. Fico feliz se me dizem que não pareço ter 60 anos. O melhor de tudo é não depender de ninguém para nada."


VOCÊ SABIA?
As maiores causas de lesões medulares são ferimentos por armas de fogo, acidentes no trânsito e mergulho em águas rasas.
A Organização Mundial de Saúde (OMS) define que idosos são pessoas com ou mais de 65 anos. Porém, no Brasil, devido à expectativa de vida mais baixa, a idade limite é 60 anos.
Para saber se um indivíduo é obeso, basta dividir o peso (em Kg) pela altura ao quadrado (em metros). Se o resultado for maior que 30, a resposta é sim. Outra forma, simples, é usar uma fita métrica, medir a cintura, na altura do umbigo, estando em pé. Se o resultado for superior a 80 cm (mulheres) e 94 cm (homens), é sinal que chegou a hora de mudar o regime alimentar e fazer atividades físicas - sempre sob orientação de especialistas.

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  • Postado em 18:15:27

TRAJETÓRIA DE SUCESSO

Natanael Joaquim

Seu destino era a exclusão. Mas sua trajetória de vida mostra exatamente o contrário

Reportagem: Paulo Kehdi

Fonte: Sentidos On-Line
http://sentidos.uol.com.br/canais/materia.asp?codpag=12579&canal=talento
7/8/2007





Natanael Joaquim é negro, nasceu pobre e possui uma deficiência visual acentuada. Num país em que as oportunidades de um desenvolvimento educacional e social são cada vez mais raras, alguém com esse perfil estaria fadado à exclusão. Mas Joaquim, hoje com 42 anos, está longe de ser considerado um cidadão comum. Batalhador e com grande facilidade de relacionamento, foi abrindo portas. Tantas que ele hoje acumula várias atividades, como o gerenciamento de uma escola de inglês, língua que aprendeu quando morou nos Estados Unidos e a realização de palestras motivacionais, onde conta sobre suas experiências de vida. Esse também é o tema de seu livro, "Sem Sacrifício Não Se Alcança Nada", escrito por Elias Felimon e Danielle Duque.

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Natanael, como foi sua infância?

Minha infância foi bem pobre, mas digna. Sou o terceiro de sete filhos de uma família baseada e constituída no amor, apesar de meu pai ser alcoólatra. Minha mãe fazia salgados para o nosso sustento. Brinquei e tive muitos amigos, aprendi a importância da amizade. Na verdade, não tínhamos tempo para chorar, mas sim acreditar que tudo seria diferente.



Quando você começou a perder a visão?

Desde pequeno eu já tinha uma deficiência visual, como minha mãe. Eu não tinha a real consciência da gravidade e algumas pessoas, acredite, achavam que eu queria imita-la. Gradativamente fui percebendo as dificuldades. Para pegar ônibus era o maior sofrimento. Como não enxergava, fazia sinal para todos que passavam. Eles paravam e aí eu ia ver se era aquele que me servia. Bem complicado...Passaram-se anos até que um dia fui fazer um concurso público e descobri a seriedade do problema. Foi a primeira vez que tive contato com um oftalmologista. Tive um problema degenerativo na retina, fruto da toxoplasmose. Graças ao tratamento a base de lazer ela não mais evolui. Tenho 10% de visão. Mas não me importo, longe disso. Para mim tudo é destino, já está escrito.



Como foi sua adaptação a nova realidade?

Não foi muito fácil aceita-la. Quando ouvi do meu médico, "olha infelizmente você poderá dormir enxergando e acordar cego", entrei em depressão. Mas percebi que não poderia ficar ali chorando. Iniciei o tratamento e aqui estou. E tenho um sonho, não me importa que os outros duvidem. Ainda acho que, algum dia, voltarei a enxergar.



Que tipo de preconceito você já sofreu?

Quando realmente percebi a gravidade da minha deficiência, brincava as escondidas. Mas já zombaram de mim muitas vezes. Mas o maior de todos foi quando fui levado para uma delegacia. Ao chamar o delegado pelo nome errado, ele disse que, além de preto, eu era analfabeto. Retrato de um país.

 

Como foi sua trajetória escolar?

Foi difícil, mas consegui concluir o segundo grau completo, em 1991. Estudei em escolas regulares e tive o apoio dos amigos. Percebiam a minha deficiência e emprestavam os cadernos para que eu pudesse estar sempre com as tarefas em dia. Hoje sou formado em técnico em publicidade pelo colégio São Judas Tadeu, curso que conclui em 1998. Isso só me abriu portas.



Como você aprendeu inglês?

Ganhei uma passagem do Gugu Liberato, do programa "Corrida Maluca", em 1991. A intenção era que eu sofresse uma cirurgia nos Estados Unidos. Acabei morando lá, por dois anos. Não sabia falar nada. Fiquei três dias dentro de casa, com medo. Resolvi ir a luta, não tinha outra opção, a não ser voltar. Comecei a freqüentar uma escola, e mesmo com a dificuldade da visão fui aprendendo. Também aprendi muito nas ruas de Nova Iorque. Trabalhei com carpintaria, vendedor de jornais, em restaurantes. Difícil, mas gratificante.



Como você se tornou intérprete de cantores?

O cantor norte-americano Billy Paul veio ao Brasil em 1991, para fazer shows na antiga casa de espetáculos, "Palace". Nessa época eu trabalhava no Banespa, na área de marketing e conseguia descontos para os funcionários em eventos culturais. Depois da apresentação, fui a coletiva de imprensa. Ele me viu lá, fazendo um esforço danado para enxergar o que estava acontecendo. Acabei fazendo contato, contando minha história. E ele me prometeu que se um dia eu fosse para os Estados Unidos ele me ajudaria no meu tratamento. E cumpriu a promessa, em 1991. Hoje trabalho com ele, com Gloria Gaynor e outros, quando vem ao Brasil. E tenho uma escola de inglês, chamada Speedy School. Vivo disso. E surgem uns trabalhos extras. O responsável pelo documentário "The secret", Bob Proctor, vem ao Brasil em novembro e eu serei intérprete dele.



E sua experiênciana Fundação Estadual do Bem-estar do Menor (Febem)?

Sim. Em 2001 e 2002. Dava aulas de inglês na minha escola. Como eu acredito na recuperação dos meninos, numa reintegração na sociedade, tomei a iniciativa de procurar a instituição. Fui na unidade do Tatuapé e disse ao diretor da época que poderíamos mudar aquela situação crítica. Comecei a lecionar inglês após três meses. O tema foi reportagem da Isto É. Dos 26 alunos, dois sairam e estão trabalhando e estudando.



Você escreveu um livro?

Escrevi um livro chamado "Sem sacrifício não se alcança nada". Ele pode ser encontrado no site www.natanaeljoaquim.com.br. Falo de família, sonhos, das minhas atividades profissionais, dos programas de televisão que participei. Existem depoimentos de outros artistas sobre minha pessoa, enfim, é bem interessante. Tive a ajuda da Geográfica Editora e, principalmente, do escritor Elias Felimon para conclui-lo em 2001.

 

E sua expectativa de participar do programa da apresentadora Oprah Winter, nos Estados Unidos?

Minha expectativa é muito grande, não quero perder esta oportunidade de divulgação. Espero que ela mostre meu trabalho. Poderei vender meu livro, já traduzido para o inglês. Tenho um outro trabalho a realizar lá, em Memphis, no Texas. Uma palestra, num evento para 4 mil pessoas. Realizo palestras com alguma freqüência, tento passar toda a minha experiência de vida. A aceitação do público é ótima. Interagimos bastante.



Quais são os seus hobbies?

Gosto de música e bons livros.



E seus planos futuros?

Fazer palestras nos Estados Unidos e Japão, ter meu livro publicado em outros idiomas e, quem sabe um dia, participar do programa do Jô Soares.

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