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ARTE BRASILIS é uma REVISTA ELETRÔNICA de ARTE, CIÊNCIA, FILOSOFIA e EDUCAÇÃO. Textos e referências para amigos, educadores, interessados em Cultura Brasileira e Educação para a Paz. artebrasilis@hotmail.com (MSN) artebrasilis@bol.com.br

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Arquivo de: Agosto 2007, 09

09.08.07

AUTOCONHECIMENTO ATRAVÉS DO YOGA

http://www.cao.pt/image/om.gif

O ÔM é o símbolo universal do Yôga

http://www.cao.pt/yoga.htm

.


Pedro Kupfer expõe seu pensamento acerca da milenar arte de auto domínio e auto-conheçimento.


Faz mais de vinte anos que dedico minha vida ao Yoga. O amigo leitor pode perguntar, “mas por que justamente o Yoga?” Por que uma disciplina tão exótica e distante em termos de tempo e espaço, de cultura e símbolos? Não teria sido mais lógico optar pela antropologia, a neurobiologia, a psiquiatria ou o misticismo cristão, já que o objetivo é compreeender o ser humano? Por que Yoga?

Ainda me lembro muito bem do meu primeiro contato com o Yoga, por volta de 1980: na adolescência, em plena busca pelo sentido da vida e deliberando com o meu amigo Leo sobre o rumo que nossas existências tomariam, ele falou-me com entusiasmo sobre um livro chamado Om, Creative Meditations , do filósofo e escritor americano Alan Watts (1915-1973). Para quem não lembra (ou não tinha nascido naquela época), Alan Watts foi um dos ícones da geração hippie, professor de teologia na Universidade Harvard e um dos primeiros pensadores a iniciar o diálogo Oriente-Ocidente.

No livro, meu amigo explicou, estava escrito que “é necessário chegar no Om”. Por algum motivo, essa breve frase me tocou profundamente e achei, sem saber ao certo o que era o tal do Om, que seria um motivo nobre ao qual dedicar a minha vida. Levou-me um certo tempo encontrar a conexão entre o Om e o Yoga, e ainda muitos anos de meditação e estudo compreender o significado profundo do Om. Nas escrituras, este mantra sagrado é chamado Shabda Brahman, “Corpo Sonoro de Brahman”. Brahman é a Pura Consciência, presente em tudo e em todos, que se manifesta por meio das leis naturais, e que sustenta a criação através do dharma, o princípio da ordem universal.

Alguns anos de prática mais tarde, verifiquei que Alan Watts estava de fato muito certo, e até hoje agradeço a dica ao meu amigo, com quem dei os primeiros passos nesta jornada de auto-conhecimento. A afirmação “é preciso chegar no Om”, é a espinha dorsal do Yoga. Para o yogi, Om é o início, o meio e o fim na jornada do crescimento interior. Om é a liberdade, a plenitude e a felicidade que todos estamos buscando distraidamente do lado de fora, sem percebermos que nós mesmos já somos isso. É necessário apenas descobrir essa liberdade em nós. A liberdade, chamada moksha em sânscrito, é o objetivo final de todas as formas de Yoga. O conhecimento é o veículo para acessarmos essa liberdade. Por isso, fala-se tanto sobre o auto-conhecimento nas escrituras do Yoga.

Encontrando a bússola
Sabemos que o Yoga está vivendo hoje uma popularidade sem precedentes. Como podemos explicar essa nova tendência, sendo que ele tem milênios de existência e nasceu na remota Índia? Considerando a crise de valores em que estamos mergulhados, esta pergunta se justifica plenamente. Por que auto-conhecimento logo agora que a humanidade parece ter mergulhado no elogio da auto-ignorância? Os problemas que enfrentamos na atualidade são sérios e múltiplos: guerras, violência, corrupção, desastres ecológicos e éticos de todo tipo. É fácil, perante a voragem de acontecimentos, tornar-se vítima do derrotismo, da frustração, da raiva ou da tristeza.

Essa situação conclui na perda do espaço para a reflexão interior e na percepção do mundo como um lugar hostil, onde nunca haverá o suficiente para satisfazer as necessidades de todos e onde cada um precisa sobrepujar os demais para garantir seu quinhão. Privilegia-se o ter em detrimento do ser, persegue-se o sucesso, sacrificando-se a felicidade e daquilo que o filósofo grego Aristóteles chamou a “boa vida”. Nessa situação, não temos tempo para dedicar a nós mesmos; muito menos ainda, para aliviar a penúria dos nossos irmãos. A busca por soluções válidas e eficientes é uma necessidade imperiosa. Que papel tem o

Yoga nesse cenário? Dar uma visão construtiva, mais significativa e profunda sobre a existência humana. Há cientistas que afirmam que aquilo que chamamos de Atman, ou Ser, seria apenas uma série de processos bioquímicos dentro do cérebro e que tudo o que sentimos e pensamos seria somente uma tormenta de neurônios no sistema nervoso. Esse tipo de explicação sobre as grandes interrogantes da vida não satisfaz todas as pessoas. Alguns, sabiamente, intuem que deve haver alguma outra visão, uma proposta de vida diferente, mais simples, significativa e feliz.

Essas pessoas podem ter se decepcionado com as explicações e soluções propostas pelas religiões, a ciência ou o humanismo laico. Elas pressentem que exista uma alternativa diferente para responder a seus anseios e se dispõem a experienciar maneiras não ortodoxas de se conhecer. São as pessoas que se interessam pelo Yoga. Essa gente sente atração pela liberdade e o crescimento interior, baseados em práticas como a compaixão, a atentividade, a vida de contemplação e a capacidade de viver no agora.

A proposta do Yoga
O Yoga postula um modelo de desenvolvimento físico, energético, psicológico, gnoseológico e espiritual, que está firmemente enraizado na ancestral tradição indiana. Desde tempos imemoriais, os sábios da Índia nos ensinam, através das escrituras do Yoga, que “é preciso conhecer o Ser”. Embora o Yoga tenha nascido na Índia, e crescido sob a égide da cultura vêdica, seu apelo é universal, tão válido e eficiente dentro da cultura onde nasceu como fora dela; tão atual nos tempos atuais como o foi milênios atrás.Embora o Yoga tenha nascido na Índia, e crescido sob a égide da cultura vêdica, seu apelo é universal, tão válido e eficiente dentro da cultura onde nasceu como fora dela, tão atual nos tempos atuais como o foi milênios atrás.

Como escola de vida, o Yoga propõe um caminho para a liberdade através do conhecimento, da compaixão e do amor. Seus métodos são variados e ricos, o que permite que cada pessoa possa encontrar a abordagem mais significativa para si própria.Não obstante, esse enorme leque de possibilidade tem dado lugar, com uma certa freqüência, ao surgimento de interpretações superficiais, equivocadas e caricatas das práticas yogikas, que ficam desconectadas do propósito original. É bom lembrarmos que, desde o início, essa disciplina nunca foi destinada ao consumo leviano, mas a pessoas que estavam dispostas a sacrificar tudo para viver em liberdade.

O Yoga é como a Mãe Natureza, sempre generosa e disposta a nutrir aqueles que precisarem dela. Todavia, ele a só nos dará seus frutos na medida em que nos entregarmos a ele. Se buscarmos no Yoga apenas uma prática física, certamente conseguiremos estar em boa forma praticando bastante. No entanto, estaremos perdendo a melhor parte do banquete: a auto-descoberta, a liberdade e a plenitude. O Yoga exige investigação e prática pessoal. Se estivermos dispostos a realizar esses passos, certamente chegaremos na meta. Portanto, lembre do conselho de Alan Watts: é preciso chegar no Om!


Namastê!

O yogi Pedro Kupfer mora na praia de Mariscal, SC.


MAIS ARTIGOS EM: http://www.terraespiritual.locaweb.com.br/yoga/yoga002.html

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SEJA GENTIL COM SUA MENTE...

PALESTRA DE SWAMI RAMANANDA

15-09-06


DEZ DICAS PARA O DESENVOLVIMENTO ESPIRITUAL



1- Praticando Continuamente - Ver todos os aspectos da vida como oportunidade para a prática do yoga e espiritualidade.


(...) Todos sabemos que a posição física que nos colocamos influencia a maneira como nos sentimos. Quando você está deprimido qual é sua postura?

Em nome da prática podemos ter a mente plena (atenta). A cada momento estamos realizando posturas, como agora, neste momento. Vamos fazer um pequeno exercício: “Fique sentado confortavelmente, coluna ereta, tombe o corpo para frente, para puxar os glúteos e posicioná-los.Agora volte o tronco e mantenha a postura. Feche os olhos. A energia flui bem e esta é uma condição para a mente estar bem energizada e calma. Quando mente e corpo, juntos, estão calmos, a meditação torna-se possível. O corpo torna-se como um templo para o Eu (Self). Esta é uma prática interessante, procurar esta postura que lhe dá conforto e firmeza, não importa o que esteja fazendo. (...)”.

(...) A meta do yoga é você ser capaz de se sentir firme e sereno, não só durante a prática, mas durante todo o dia.


2 – VALOR É importante pensarmos sobre o que realmente damos valor. Todo empreendimento tem uma missão, uma meta por trás. Quando você vai tomar uma decisão importante, esta deveria ser guiada pela missão. Cada pessoa tem sua missão, o que valoriza de verdade! (...) Respondam para vocês mesmos.

Qual sua principal meta nesta vida? Pode querer um emprego, mas o que realmente você quer?

Que tipo de pessoa gostaria de ser?

Como você gostaria de se sentir a cada dia?

O quê mais gostaria de experienciar nesta vida?

O quê você mais valoriza?

Onde o amor entra nesta figura, neste quadro?

Pode ser uma coisa muito poderosa saber se o que você é, e se a maneira como você vive está em harmonia com suas respostas acima.

(...)


3 – ACEITAR a dor como uma professora. Quando você tem uma dor sabe que ela está chamando a sua atenção. Se você não entende a razão da dor, vai a alguém (o médico, por exemplo) para lhe ajudar. Se você a ignora pode piorar. Se você toma analgésico, corta as vias de alarme, mas o fogo ainda está lá... A dor é inevitável, o sofrimento é evitável. Quando resistimos à dor ela piora. Quando o medo aparece convide-o para se sentar ao seu lado. Pensar que ele não existe não funciona, quando tentamos entendê-lo podemos aprender algo. Ver claramente o que você sente e responder em vez de agir automaticamente. A maestria da vida não é baseada em controlar tudo, mas em responder com cuidado e atenção a tudo o que nos relacionamos.

A mente é como uma criança. Algumas vezes a mente pensa como um santo. Precisamos, muitas vezes, tratar a mente como se ela fosse uma criança. Devemos agir de maneira gentil com a mente, se lutarmos contra ela, não a conquistamos.


4 – PRATICAR e ser livre. Pensamos em termos de vida. Experimentamos libertação. (...)


5 - ESCOLHA um ensinamento de todos os escritos que você gosta. Especifique o que é importante para você e incorpore um de cada vez. Por exemplo, gratidão: coloque um lembrete no espelho do banheiro ou aonde você verá com freqüência. Ao invés de tirar um tempo para isto, mantenha aquela idéia na cabeça por muitos dias. Um amigo falou que todos os dias ele escreve alguma coisa pela qual ele é grato e vem fazendo isto por muito tempo sem se repetir.

Imagine estar com uma dor de cabeça forte e que não pode ir ao médico. Todo o tempo a dor está lá. Você só quer se livrar da dor. Quando a dor vai embora, você sente alívio, gratidão, fica feliz! Mas logo você pensa em outra coisa que você quer e gera ansiedade e a alegria se vai! Todos deveriam estar experienciando bem-aventurança por não ter dor!

(...)

É comum parar no bar e beber alguma coisa para esquecer o dia, ir para casa ver televisão, distrair a mente. Seria melhor fazer com que o trabalho não fosse doloroso e depois do trabalho fazer um relaxamento (yoganidra). Tem o mesmo propósito, sem prejudicar o corpo.

Paz é sua propriedade mais sagrada, não deixe que nada o perturbe. Você não precisa buscar a paz, ela já esta aí, com você! Precisa ter cuidado para que ela não ser perturbada. Se encontrar um pensamento útil, escreva-o e trabalhe nele por uma semana.



6 – TRABALHO como oferenda. Muitas pessoas acham que a maneira como ganham a vida é um obstáculo que toma muito tempo e não permite a pratica da espiritualidade. Dedique-se a seu trabalho como uma atividade espiritual. Uma maneira é fazer do trabalho uma oferenda a Deus. No seu trabalho pense como praticar a não violência, manter a paz e etc. Pense em servir às pessoas como parte de seu trabalho.

(...)


Seu serviço é guiado por algo maior que permite que você se sinta um instrumento servindo. Quando serve sem apego, não fica cansado(a), é como brincar, faz com alegria. (...)


7 – LAZER. Planeje tempo para se divertir. Numa vida ocupada pensamos em ser produtivo e não temos tempo para ser criativos, tempo para as pessoas que a gente ama, para estar feliz, estar na natureza. É uma boa prática tirar algum tempo para isto. Antigamente todos tinham tempo para algum hobby. Hoje todos têm responsabilidades e não têm tempo para fazer as coisas simples. (...). Bonito exemplo são as crianças, elas meditam quando brincam, esquecem tudo.


8 – CONTATO. Beneficiar-se por estar em contato com pessoas que pensam como você (Sanga). É difícil estar nadando contra a corrente o tempo todo. Gaste um pouco de tempo com as pessoas que estão no mesmo caminho. Nos beneficiamos quando as metas são parecidas com as nossas.


9 – SUA LUZ. Exponha a mente à Luz que está dentro de você. Todos os ensinamentos, toda a sua disciplina não vai influenciar sua mente como esta Luz que está dentro de você. Se acalmar a mente, esta Luz do espírito pode transformá-lo mais do que qualquer coisa e isto é possível com a prática regular. Encorajo você a encontrar uma maneira de praticar todos os dias. Crie um hábito. Como escova os dentes, deve escovar a mente todos os dias. Meditar é a melhor maneira de limpar a mente para que funcione bem.


10 – SÍMBOLOS. Fazer uso de símbolos externos que o lembre de sua real natureza. O Yoga ensina que o espírito está em tudo. Pode não parecer correto reconhecer uma pessoa como Deus, é como se o resto também não fosse. Usamos símbolos externos para lembrar o que somos. A luz no altar é exemplo do espírito que pode nos guiar através da escuridão. Qualquer coisa que lembra você de seu Eu pode fazer parte de seu altar. Coloque coisas santas, não porque são sagradas, mas porque lembram você de sua própria santidade. Quando se prostra a estas coisas sagradas você se conecta com aquela natureza divina em você. Fazer uma oferenda é também uma maneira de chamar estas forças divinas, que você está representando no altar.

Mesmo com nossa prática podemos experimentar momentos confusos, difíceis. Uma prática recomendada neste caso é rezar. Reconhecemos nossa limitação e abrimos nosso coração para ser guiado por uma coisa maior. Pedir orientação é outra forma de criar espaço para fazer o espírito se manifestar. Pode ser de muita ajuda quando se tem um insight espiritual. Criar sua própria maneira de se guiar é importante. Geralmente temos pensamentos e hábitos, mesmo quando não os queremos, porque estão enraizados em nossa mente. Trocá-los por outros com mais sentido espiritual é uma boa prática. Podemos criar uma afirmação e lembrarmos dela de novo e de novo... Assim seremos guiados por nossos valores e não pelos valores do mundo.


Arnaldo Vieira – Lavras –MG
www.yogaintegralbrasil.com/pages/artigo_ramananda_set06.htm

imagem: www.aguaforte.com/martaricoy/TERAPIA2.jpg

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YOGA PELA PAZ

categorias: ACONTECE

!!! Yoga pela Paz !!!


De 17 à 19 de agosto será realizado em São Paulo o Yoga pela Paz
2007 !

O evento deste ano reunirá grandes personalidades da cultura da paz
no Brasil e no mundo que estarão compartilhando práticas de yoga,
meditação, palestras e muita música. Entre os convidados estão:

Amit Goswami - Ana Rita Simonka - Cristovão de Oliveira -
Dazaranha - Deborah Weinberg - Grupo Natyalaya - Krishna Das - Laís
Wollner - Lia Diskin - Lygia Lima - Marcia De Luca - Marco Schultz
- Marcos Rojo - Monja Coen - Professor Hermógenes - Regina Shakti


Para mais informações acesse o site oficial:

www.yogapelapaz.org

:: om shanti om ::

 

omomomomomomomomomomomomomomomomomomomomomomom

                              

"O que é é Yoga? Equanimidade. Não balançar de um lado para o outro. Quando o corpo está equilibrado, a mente equilibrada, não há stress. Todos os problemas são causados pela perda do equilíbrio. O propósito do Yoga é restaurar o equilíbrio e mantê-lo. Isto começa no corpo, pois é mais fácil fazer algo pelo corpo. A mente é mais sutil. Você não consegue nem mesmo segurá-la. É como se ela fosse líquida. E para segurar um líquido você precisa de um copo sólido. Então, primeiro trabalhamos o corpo. Busque o equilíbrio em seu corpo posicionando-o em diferentes ásanas, tornando-o mais relaxado, livrando-o de todas as toxinas acumuladas. Ao fazer isso, você está indiretamente ajudando a mente a se tornar mais equilibrada e ter mais equanimidade."

Om Shanthi, Shanthi, Shanthi.

H.H.Sri Swami Satchidananda

http://www.yogaintegralbrasil.com

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