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Admirável Mundo Novo (Brave New World, na versão original em língua inglesa) é um livro escrito por Aldous Huxley e publicado em 1932 que narra um hipotético futuro onde as pessoas são pré-condicionadas biologicamente e condicionadas psicologicamente a viverem em harmonia com as leis e regras sociais, dentro de uma sociedade organizada por castas. A sociedade desse "futuro" criado por Huxley não possui a ética religiosa e valores morais que regem a sociedade atual. Qualquer dúvida e insegurança dos cidadãos era dissipada com o consumo da droga sem efeitos colaterais chamada "soma". As crianças têm educação sexual desde os mais tenros anos da vida. O conceito de família também não existe.
A obra-prima de Huxley, "Brave New World" (Admirável Mundo Novo), foi escrita durante quatro meses no ano de 1931.
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TEXTO INTEGRAL DE "ADMIRÁVEL MUNDO NOVO" - ALDOUS HUXLEY,
NÃO REVISADO EM:
http://www.dcc.unicamp.br/~vignatti/leitura/admiravel.pdf
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O cientificamente possível é eticamente viável? O Admirável Mundo Novo, escrito por Aldous Huxley em 1931 é uma “fábula” futurista relatando uma sociedade completamente organizada, sob um sistema científico de castas. Não haveria vontade livre, abolida pelo condicionamento; a servidão seria aceitável devido a doses regulares de felicidade química e ortodoxias e ideologias seriam ministradas em cursos durante o sono. Olhando o presente, podemos imaginar um futuro semelhante em termos de avanços tecnológicos. Será ele de excessiva falta de ordem, da ordem em excesso preconizada por Huxley ou já vivenciamos o pesadelo virtual de Matrix, a fábula cinematográfica atual ? Maria Clara Corrêa Tenório - Advogada, Especializanda em Ciências Sociais - UEM. http://www.urutagua.uem.br//ru10_sociedade.htm
Admirável Mundo Novo - Aldous Huxley - RESUMO
"A Terra agora se divide em dez grandes regiões administrativas. A população de 2 bilhões de seres humanos é formada por castas com traços distintivos manipulados pela engenharia genética: nos laboratórios são definidos os poucos dotados, destinados aos rigores do trabalho braçal, e também os que crescem para comandar.
Não há espaço para a supresa, para o imprevisto. O slogan "comunidade, identidade e estabilidade" sustenta a trama do tecido social. Estamos no ano 632 depois de Ford - aquele da linha de produção de automóveis - quando o amor é proibido e o sexo, estimulado. Tais ingredientes levaram "Admirável mundo novo" a figurar ao lado de "1984", de George Orwell, como uma das principais obras antiutópicas do século XX, em que um futuro sombrio aguarda a humanidade. Este mundo terrível delineado por Huxley é aquele com que sonham todos os tecnocratas, aspirantes a ditadores, políticos em geral. É o frio mundo da organização laboratorial, o terror da ciência utilizada para o condicionamento bio-hipnótico do homem.
Uma obra quase profética que viria a influenciar Orwell. Com este título, o famoso livro de utopia / ficção científica do escritor inglês Aldous Huxley descreve um mundo futuro
(não tão admirável), onde as crianças serão concebidas e gestadas em laboratórios, em linhas de produção artificiais, com um controle total sobre o desenvolvimento dos embriões pelos cientistas do Estado. Na década dos 30, quando o livro foi escrito, o espectro de um governo autoritário, armado de recursos de alta tecnologia, obsessionado com a uniformidade e com o controle total da população, eram temas comuns na literatura, devido, evidentemente, ao surgimento apavorante de ideologias totalitárias modernas, como o fascismo e o comunismo de estado. Admirável Mundo Novo retrata a sociedade imaginada por Huxley, onde todos seriam de todos,felizes e perfeitos...
Bem, a Sociedade "perfeita" é mostrada por Huxley através da história de uma jovem típica., pertencente a uma das castas altas, que, em uma crise existencial, conhece uma reserva deselvagens e particularmente um selvagem (a reserva é uma alegoria para o mundo real). Os dois personagens representam o antagonismo entre a nova e a velha sociedades, os novos e os velhos padrões.
Ela vive em uma sociedade formada por pessoas pré-programadas genética e psicologicamente para desempenhar um papel social e gostar deste, sem questionar ou desejar, nem mais nem menos, simplesmente ser o que lhe foi designado pelo Estado, mantenedor do Bem-estar geral. O selvagem, por outro lado, vive em um mundo cheio dos antigos valores e costumes, dogmas e tradições. Nesta ficção os seres humanos eram criados em laboratórios, sendo classificados em categorias hierárquicas que desempenhariam funções determinadas de acordo com sua predestinação social. Assim
eram divididos em Alfas +, Alfas, Betas, Gamas, Ypsulons e ypsulons menos, que durante todo seu crescimento (não existia a família) e vida adulta também, passariam por um elaborado processo de condicionamento realizado através de instituições oficiais. Este controle “não violento” tornava as pessoas suscetíveis a aceitarem com felicidade e gratidão seus papéis sociais. Portanto, nada era realmente natural, mas antes, construído em função de uma dominação para se manter a ordem estabelecida."
http://www.webvestibular.com.br/resumos_imprimir.aspx?cod=47
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>>> Leia tb artigo relacionado: de João Luís Almeida Machado
Editor do Portal Planeta Educação http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=756
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CURIOSIDADE: Admirável Gado Novo é uma música conhecida pela voz de Zé Ramalho, que cita, de forma subjetiva, várias idéias contidas na obra Admirável Mundo Novo, de Aldous Huxley. OUÇA: http://br.youtube.com/watch?v=-7oXvOD0IZc
HERCILIA BLOCK, foi considerada uma das maiores intérpretes desta magnífica ópera de Puccini, "MADAME BUTTERFLY". Suas representações realizadas nas temporadas líricas oficiais do TEATRO MUNICIPAL nas temporadas de 1961 e 1962 ficaram na história da ópera nacional.
Aplaudida pela crítica, foi considerada a sucessora de Violeta Coelho Netto de Freitas, que, na época, era reconhecida como a maior intérprete da ópera "Madame Butterfly" da América Latina. Hercilia Block representou "Butterfly" mais de cem vezes entre teatro e televisão. Foi contratada da TV TUPI de São Paulo onde cantou e representou durante dez anos. Além da consagração em "Madame Butterfly", Hercilia atuou com sucesso e versatilidade em inúmeras óperas:"La Bohème"(sua ópera de estréia), "Tosca", "Adriana Lecouvrer", "Cavalleria Rusticana", protagonizando também "ANITA GARIBALDI", sendo considerada pelo próprio autor, Heinz Geyer, como a mais perfeita intérprete de Anita. A todo êsse potencial de realizações no mundo operístico, somam-se as outras facetas dessa grande artista: foi professora de canto, escritora , poetisa e, sobretudo, mãe extremosa, sempre transbordante em amor e ensinamentos. Infelizmente, falecida em agosto de 2002, deixou uma grande lacuna como mestra do "bel canto", como amiga, como mãe e, sobretudo, como grande ser humano.

FONTE (TEXTO E IMAGENS) : http://kalidoscopio.sites.uol.com.br
LEIA TAMBÉM A MATÉRIA DA FOLHA-ON LINE
http://www1.folha.uol.com.br/folha/pensata/ult514u90.shtml
16/11/2002
Cultura FM resgata carreira da soprano Hercilia Block
Hercilia Block foi uma das maiores cantoras líricas do Brasil, destacada pela crítica especializada entre as melhores intérpretes da ópera Madame Butterfly, de Giacomo Puccini.
Conquistou na mídia inúmeros prêmios na arte do bel canto, inclusive o troféu Roquete Pinto como melhor cantora lírica nacional por sua destacada participação em rádio e TV e nas temporadas líricas oficiais do Teatro Municipal de São Paulo.
Hercilia iniciou sua carreira artística com nove anos, cantando no Clube Papai Noel, programa infanto-juvenil da rádio Difusora de São Paulo. Aos 13 anos, numa das programações comemorativas do Clube Papai Noel, cantou com a grande orquestra da rádio Difusora a ária da ópera La Bohème "Mi Chiamano Mimi", sob a regência do maestro Leon Kaniewsky.
Aos 15 anos de idade, foi convidada pela rádio Cultura para participar do programa "Cortina Lírica", que tinha o maestro Frank Smith como diretor artístico. Dois anos depois, transferiu-se para o elenco da rádio Gazeta, que naquela ocasião era considerada a Meca dos cantores líricos do Brasil e dos artistas estrangeiros, como Beniamino Gigli, Tito Schipa, Ferrucio Tagliavini, Fedora Barbieri, Virgilia Zeani, Pia Tassinari e outros cantores célebres, maestros e músicos de fama internacional. Nesse período, Hercilia ampliou seu repertório para música de câmara, operetas e canções internacionais.
Graças ao seu talento artístico, Hercilia conquistou o troféu Roquete Pinto, destinado a melhor cantora lírica, em 1954. Foi considerada, pela crítica especializada, uma das mais perfeitas intérpretes de "Mme. Butterfly".
Há mais de 20 anos organizava concertos beneficentes em bibliotecas, teatros e salas culturais, divulgando o bel canto e promovendo a cidadania em campanhas contra a fome com a participação de artistas e músicos no projeto musical Calidoscópio - Cantando a poesia através dos tempos, de sua autoria. Hoje em dia, virou moda promover eventos solidários, mas há 20 anos, poucos se destacavam.
VEJA CLIPES DE MADAME BUTTERFLY :

http://br.youtube.com/watch?v=5ofaoLKPz7c&mode=related&search= (CANTO E DESENHO)
http://br.youtube.com/watch?v=cdPMGqRV4uE&mode=related&search=
(MÚSICA)
http://br.youtube.com/watch?v=mMHVncVMEzU&mode=related&search=
(PALCO)
SOBRE MADAME BUTTERFLY___________________________________

DVD:
"Madame Butterfly" (1995 - 128m)
SINOPSE
Martin Scorsese apresenta Madame Butterfly, a comovente história de uma bela e jovem gueixa que sacrifica a sua família, a sua religião e a sua própria vida pelo marido americano.
Na sua estréia cinematográfica, o realizador Frédéric Mitterrand escolhe atores asiáticos e ocidentais para o elenco da tão aclamada ópera de Puccini, conferindo ao filme um realismo pouco visto em encenações de ópera. O Soprano Ying Huang é a estrela como Butterfly, a jovem noiva e o tenor americano Richard Troxell é o Tenente Pinkerton, que compra o amor de Butterfly enquanto está destroçado no Japão, sem nenhuma intenção de a levar para a sua casa na América.
Com interpretações magistrais e magnificamente cantado, esta produção de Madame Butterfly, DVD, pode ser admirada em todo o seu esplendor.
http://www.dvdpt.com/m/madame_butterfly.php

Blogs na educação: uso dos blogs na perspectiva construtivista
Tiscar Lara*
A autora do artigo conclui que os blogs têm grande potencial como ferramenta e que ajudam a implantar a metodologia construtivista. Nessa nova dinâmica, o blog pode desempenhar o papel de canal de comunicação entre o professor e o aluno. Dessa forma, os edublogs (blogs de conteúdo educativo) promovem a interação social, permitem ao aluno verificar sua própria aprendizagem e são de fácil assimilação.
No desenvolvimento da sociedade da informação, a escola deve desempenhar um papel fundamental, como o de alfabetizar os futuros cidadãos dessa sociedade. Assim, eles poderão lidar autonomamente com as Tecnologias da Informação e Comunicação (TICs) e acessar a informação por conta própria. Vale ressaltar que a sociedade da informação é marcada pelo excesso de informação, e é preciso saber discernir e selecionar. Além disso, a competitividade profissional exigirá o conhecimento dessas ferramentas.
Aprender desde cedo a manejar com desenvoltura as novas tecnologias é a melhor aposta de futuro para uma sociedade. Saber utilizar os blogs responde a esta nova necessidade social, já que ajuda a administrar o excesso de informações e a ele dar sentido, além de responder às necessidades de formação contínua e a distancia.
No entanto, sua mera utilização nada garante. Tudo dependerá do enfoque, dos objetivo e da metodologia integrados ao dia-a-dia dos alunos. Este ponto é importante porque se corre o risco de lidar com as TICs regidas por critérios antigos.
Como utilizar um weblog na perspectiva construtivista?
O edublog é um meio próprio e particular do aluno, a ser utilizado não apenas nas aulas, mas ao longo de sua vida acadêmica.
O professor acompanha o aluno nesse novo espaço de liberdade.
Os edublogs permitem elaborar o pensamento seqüencialmente com um alto grau de controle sobre seu conteúdo, por ser facilmente modificável.
Sua interatividade torna-o um ponto de encontro para a comunicação, a socialização e a construção do conhecimento.
A identidade da pessoa que cria o blog reflete-se no título escolhido, na informação oferecida, no desenho utilizado, nos temas tratados, nos links indicados etc. Dessa forma, a identidade individual é criada pela natureza e pela qualidade da interação com o discurso e não por julgamentos do professor ou de outros alunos.
Facilitam o desenvolvimento de trabalhos colaborativos por meio da distribuição de funções dentro do grupo. Os alunos se sentem mais reconhecidos no projeto e com mais autonomia.
O professor deixa de ser o único destinatário dos trabalhos e o aluno passa a ser mais um entre os que publicam na Rede, podendo ser lido por qualquer pessoa.
No caso da educação a distância o blog atenua o sentimento de isolamento dos sistemas de e-learning.
A professora Tíscar Lara faz considerações que precisam ser levadas em conta antes de os alunos iniciarem a criação e o desenvolvimento de seu próprio blog.
Conversar com o aluno sobre as responsabilidades inerentes à publicação na Internet.
Ser leitor de blogs e, assim, aprender indiretamente novas técnicas para melhorar o já existente.
Os blogs fazem parte do ecossistema completo que é a Internet, isto é, não são as únicas ferramentas existentes para favorecer o modelo construtivista.
MAIS INFORMAÇÕES EM: http://www.educarede.org.br/educa/img_conteudo/Blogs%20na%20educação_pdfRV.pdf
* Professora adjunta de Jornalismo na Universidade Carlos III de Madrid. Mestre em Televisão Educativa
Fonte: Educared España
Tradução: Aírton Dantas de Araújo
07/08/2007
IMAGEM:
http://www.softwaremag.com/archive/2002-02/images/E-Learning.jpeg

ARTE-EDUCAÇÃO
Formação de professores e alunos da rede pública e particular de ensino
Com sua diversidade de atividades e temáticas, o Centro da Cultura Judaica criou a área de Arte-Educação com o intuito de disseminar sua missão, tendo como foco a formação de professores e alunos da rede pública e particular de ensino.
São planejadas atividades que trabalhem com diversos nichos de manifestação artística, a fim de gerar intercâmbio e criação de conhecimento tanto nas atividades para alunos como para professores.
Diversas ações e atividades foram realizadas em 2006 no âmbito do aperfeiçoamento dos profissionais de educação e alunos, destacando-se o Encontro Técnico sobre a obra de Frans Krajcberg, cursos de Linguagem musical e Arte contemporânea e as Oficinas de Golem para crianças, além das atividades de monitoria durante a exposição Coexistence.
ROSA IAVELBERG é consultora da programação de arte-educação. Professora da Faculdade de Educação da Universidade de São Paulo, coordenadora do setor educativo do Centro Universitário Maria Antonia. Coordenou a oficina de artes e foi responsável pela oficina de artes da A Hebraica. Trabalhou por oito anos no Ministério da Educação, desenvolvendo os parâmetros curriculares nacionais de arte para o ensino público.
Todas as atividades de Arte-Educação são apoiadas pela Júlio Simões Transportes e Serviços.
PROGRAMAÇÃO - AGOSTO
18/8 ÀS 9H - PROJETO LEMBRAR - CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES
Horário: sábado, das 9h às 12h
Público alvo: professores das redes pública e privada do Ensino Médio
Inscrições pelo e-mail arteeducacao@culturajudaica.org.br,
ou pelo telefone: (11) 3065-4347
Entrada franca
Tendo como base o documentário "Mensagens para um Futuro mais Tolerante", dirigido por Anita Pinkuss e Paulo Baroukh, professores da rede pública e particular do ensino médio poderão saber mais sobre a história do Holocausto e sobre como estimular os alunos a refletir sobre a sua responsabilidade em fazer do mundo um lugar mais tolerante, contribuindo para superar o preconceito o ódio e o sofrimento em todas as instâncias.
A DICA É DE CECÍLIA BORELLI (ARTISTA PLÁSTICA E EDUCADORA):
O Banco Real (Avenida Paulista-São Paulo-Capital) promove até dia 31-8, a exposição de Frans Krajcberg - Arte e Natureza. "Este artista de 85 anos dedica sua vida a mostrar e defender a Natureza através de sua arte magnífica", diz Cecília.

" A Natureza sempre me deu força, devolveu-me o prazer de sentir, de pensar e trabalhar. Quando estou na Natureza eu penso a Verdade, eu faço a Verdade e eu me exijo Verdadeiro" - Krajcberg.

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Frans Krajcberg nasceu em Kozienice (Polônia), no ano de 1921.
Combatente do Exército Soviético durante a 2ª Guerra Mundial, viveu algum tempo na Alemanha depois do conflito, tendo estudado entre 1945 e 1947 na Academia de Belas Artes de Stuttgart como aluno do célebre Willy Baumeister.
Emigrando em 1948 para o Brasil, fixou-se inicialmente em São Paulo, exercendo nessa cidade humildes ofícios, como os de pedreiro e faxineiro, antes de se tornar ajudante de montagem da I Bienal de São Paulo, em 1951.
Reflexos da guerra
Nesses primeiros anos da permanência no Brasil praticava uma pintura influenciada pelo Cubismo e pelo Expressionismo, estribada num desenho sintético e numa paleta baixa, na qual predominavam cinzas e terras.
Suas figuras e naturezas-mortas davam prova de um despojamento vizinho da pobreza, característica explicável, talvez, pela dura realidade do imediato pós-guerra.
Até 1952 Krajcberg permaneceu em São Paulo, efetuando nesse último ano sua primeira individual, no Museu de Arte Moderna.
Florestas e árvores
Mudando-se logo em seguida para o interior do Paraná, onde viveria até 1956, Krajcberg afastou-se do circuito das artes, perdendo o convívio com os artistas mais atuantes.
Se esse era um fator contra, havia, porém, outro a seu favor: o contato com a natureza retemperou sua visão e afinou seus instrumentos de trabalho.
Desse mergulho prolongado no hinterland paranaense, surgiram-lhe em 1956 e 1957 as séries Florestas e Arvores, ainda tão medularmente expressionistas.
Relendo a paisagem
Já aqui, contudo, não se está diante da produção de um artista que busca representar a natureza, mas sim de alguém que parte da observação da natureza para superá-la, para interpretá-la em termos unicamente pictóricos.
Conquistando em 1957 o prêmio de Melhor Pintor Nacional na 4ª Bienal de São Paulo, transfere-se para o Rio de Janeiro, residindo nessa cidade até 1958, quando passa a alternar sua vida entre Paris e Ibiza, nas Baleares, com constantes retornos para reciclagem ao Brasil (Rio de Janeiro, Minas Gerais e, posteriormente, Bahia).
Atraído pela escultura
Tivesse permanecido nos puros limites da pintura, ainda assim Krajcberg seria mesmo assim nome de extraordinária importância no cenário artístico nacional, um dos expoentes do Expressionismo Abstrato.
A estrutura bidimensional da pintura, entretanto, limitava seus horizontes e, a partir de uma primeira experiência em 1962, com as terras naturais de Ibiza, o artista sentiria a crescente necessidade de ampliar seus horizontes.
A intenção primeira era abandonar o bidimensionalismo do plano pictórico, substituindo-o pelo tridimensionalismo do relevo ou da escultura.
A partir daí, foi,aos poucos, reformulando a própria idéia de representação ou de interpretação da Natureza, pela sua apropriação.
Alcançando a maturidade
Numa de suas vindas ao Brasil, em 1964 - logo após ter conquistado na 32ª Bienal de Veneza o Prêmio Cidade de Veneza -, Krajcberg visitou Itabirito, efetuando então aquele que seria o passo decisivo de sua carreira artística.
A partir desse instante pode-se dizer ter atingido Krajcberg sua maturidade como artista, produzindo admiráveis gravuras em relevo e esculturas pintadas, nas quais utiliza pedras, árvores, raízes e os mais diferentes materiais de origem mineral e vegetal.
«A minha preocupação - diz ele - é penetrar mais a natureza. Há artistas que se aproximam da máquina, eu quero a natureza, quero dominar a natureza. Criar com a natureza, assim como outros estão querendo criar com a mecânica.
«Não procuro a paisagem mas o material. Não copio a natureza. Sinto que hoje a gente foge cada vez mais da natureza. Estamos cada dia mais afastados dela por causa da mecanização.»
A cidade e o campo
Krajcberg, que desde 1973 mantém um ateliê permanente em Nova Viçosa, no litoral sul da Bahia, é sem sombra de dúvida, dentre os artistas brasileiros contemporâneos, um dos raros que trouxeram uma contribuição pessoal ao desenvolvimento da arte contemporânea.
Suas exposições têm sido numerosíssimas, em cidades como Paris, Oslo, Milão, Jerusalém, Roma, Ibiza etc., destacando-se a série que realizou em 1975, primeiro em Paris, no Centre National d'Art Contemporain, e em seguida em diversos museus provinciais de França.
Mas, embora acostumado ao ambiente das grandes cidades, Krajcberg parece dar preferência à vida simples interiorana, e assim é que, em suas freqüentes temporadas no Brasil, tem efetuado viagens com longas permanências na Amazônia (1974, 1978, 1980) ou no pantanal matogrossense (1984-85).
Naturalismo integral
Da permanência amazônica entre junho e setembro de 1978, em companhia do pintor Sepp Baendereck e do crítico de arte francês Pierre Restany, surgiria o Manifesto do Rio Negro - Naturalismo Integral, revelador de um novo conceito de Naturalismo.
O manifesto parte da da constatação de que "no espaço-tempo da vida de um homem, a Natureza é a medida de sua consciência e de sua sensibilidade", para chegar à certeza de que "a natureza original deve ser exaltada como uma higiene da percepção, e um oxigênio mental: um naturalismo integral, gigantesco catalisador e acelerador das nossas faculdades de sentir, pensar e agir".
Fonte: CD-Rom 500 Anos da Pintura Brasileira.
http://www.pitoresco.com.br/brasil/krajcberg/krajcberg.htm