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ARTE BRASILIS é uma REVISTA ELETRÔNICA de ARTE, CIÊNCIA, FILOSOFIA e EDUCAÇÃO. Textos e referências para amigos, educadores, interessados em Cultura Brasileira e Educação para a Paz. artebrasilis@hotmail.com (MSN) artebrasilis@bol.com.br

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Terra Blog

Arquivo de: Agosto 2007, 16

16.08.07

FUNDAÇÃO DORINA NOWILL

categorias: SAIBA !

Caro e assíduo leitor ( 6174 visitas até o presente momento !),

Hoje estive na FUNDAÇÃO DORINA NOWILL PARA CEGOS, referência em reabilitação, produção de livros em Braille e livros mistos (tinta + braille). Fiquei impressionada com a amplitude do atendimento, do recém-nascido ao idoso, visando sua auto-realização e independência.

Este espaço é pequeno para descrever a grandiosa obra, que une tradição ao idealismo crescente e multiplicador. Sugiro que visitem o site  www.fundacaodorina.org.br

 

Fundação Dorina Nowill Para Cegos, antiga Fundação Para o Livro do Cego no Brasil, foi instituída em 11 de março de 1946 pela professora Dorina de Gouvêa Nowill. A necessidade de criar a fundação surgiu após a dificuldade enfrentada pela professora, deficiente visual desde os 17 anos, em encontrar livros em Braille.

Inicialmente, a Fundação dedicou suas atividades para a produção manual de livros em Braille realizada por um Grupo de Voluntários. Com o sucesso das atividades, possibilitadas pelo apoio destes voluntários, dos Governos Municipal e Estadual e por doações de equipamentos, foi possível instalar a Imprensa Braille para produção industrializada de livros em Braille.

 

Objetivos
Nos termos de seu Estatuto, a FUNDAÇÃO DORINA NOWILL PARA CEGOS tem por objetivo a divulgação do livro em sistema Braille mas poderá desenvolver outros serviços em benefício dos portadores de cegueira ou de baixa visão nas áreas de:

Educação, reabilitação, profissionalização e cultura;
Pesquisa e prevenção da cegueira;
Produção e distribuição de livros em Braille e outros veículos;
Produção e distribuição de materiais especiais e equipamentos para uso de deficientes visuais;
Prestação de serviços de assessoria e consultoria especializada a entidades congêneres;
Outras atividades que sejam consideradas necessárias ao atendimento de portadores de cegueira e baixa visão.


A Fundadora

 Professora Dorina de Gouvêa Nowill nasceu em São Paulo em 1919. Devido a uma patologia ocular ficou cega aos 17 anos. Como era dotada de uma inteligência brilhante, decidiu continuar seus estudos.

Entretanto, naquela época havia poucos livros em Braille para estudantes cegos. Por essa razão, reuniu um grupo de voluntários e criou em 1946 a Fundação para o Livro do Cego no Brasil, organização que em 1991, recebeu o seu nome pelo merecido reconhecimento de seu trabalho em prol da educação, reabilitação, cultura e profissionalização de pessoas cegas ou com baixa visão e na prevenção da cegueira.

A professora Dorina foi a primeira aluna cega a matricular-se em São Paulo, numa escola comum, para estudar junto com estudantes com visão normal. Formou-se professora na Escola Caetano de Campos.

Ainda como aluna, com a ajuda de alguns colegas, conseguiu que a Escola Caetano de Campos implantasse o primeiro curso de especialização de professores para o Ensino de Cegos em 1945. Após diplomar-se na Caetano de Campos, viajou para os Estados Unidos da América, com uma bolsa de estudos patrocinada pelo Governo Americano, Fundação Americana para Cegos e Instituto Internacional de Educação para freqüentar um curso de especialização na área de deficiência visual na Universidade de Columbia e realizar estágios nas principais organizações de serviços para cegos. Retornando ao Brasil dedicou-se ao trabalho pioneiro de desenvolver as atividades da Fundação, obtendo sempre o apoio de organizações estrangeiras, do Governo Brasileiro e de particulares.

Iniciou as atividades da Fundação em São Paulo, com a implantação da primeira imprensa Braille para produzir livros em Braille e foi responsável pela criação na Secretaria de Educação de São Paulo do primeiro Serviço Especial para Educação Integrada de Alunos Cegos na Escola Comum.

Foi Presidente da Fundação Dorina Nowill para Cegos desde 1946 e hoje ocupa o cargo de Presidente Emérita e Vitalícia.

Saiba mais sobre a atuação de Dorina Nowill em http://www.fundacaodorina.org.br/br/paginas.asp?cod_pagina=44&secao=Funda%E7%E3o+Dorina+Nowill&id_site=br 

 

Dorina de Gouvêa Nowill é casada com Edward Hubert Alexander Nowill, mãe de 5 filhos e 12 netos, é autora do livro "... e eu venci assim mesmo", uma autobiografia que relata seus 50 anos de trabalho, publicado em 1996.

 

O reconhecimento mundial da atuação da professora Dorina em prol do desenvolvimento e da inclusão social de pessoas com deficiência visual é concretizado por meio de inúmeros prêmios, condecorações, títulos, comendas e outros concedidos por organizações de todo o mundo, pelo governo brasileiro e por organizações brasileiras.

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60 Anos
A Fundação Dorina Nowill para Cegos foi instituída em 1946 com o objetivo de favorecer a inclusão social de crianças, jovens e adultos cegos ou com baixa visão por meio de ações educativas e culturais.
A iniciativa de criar a Fundação foi da professora Dorina de Gouvêa Nowill.


A Fundação atua na produção de livros em braille, falados e digitais. Oferece atendimento especializado ao deficiente visual e sua família, que inclui programas de avaliação, diagnóstico, intervenção precoce, educação especial, reabilitação e colocação profissional do deficiente visual.


Em 2005, a Fundação produziu mais de 17 milhões de páginas em braille, produziu mais de 22 mil exemplares de livros e revista faladas e realizou mais de 19 mil atendimentos. Esses livros são distribuídos gratuitamente para mais de 1.300 organizações em todo o país.

Fonte textos e imagens: www.fundacaodorina.org.br 

 LEIA MAIS EM http://www.planetaeducacao.com.br/novo/artigo.asp?artigo=698

 

Dorinha

"No Gibi da Mônica número 221, Mônica, Cebolinha, Cascão, Magali e Marina dão as boas vindas à nova personagem Dorinha, uma deficiente visual.

Segundo Mauricio de Sousa, criador da Turma da Mônica, Dorinha mostrará aos amigos uma nova maneira de ver a vida: "Ela vai mostrar às crianças como ouvir o som do mundo, sentir seus perfumes e sugerir a inclusão, onde todos se tratam de igual para igual". (...)

O nome de Dorinha foi escolhido em homenagem a Dorina Nowill, uma mulher que perdeu a visão quando ainda era criança, mas não se abateu: ela enfrentou o problema e hoje é um exemplo de força com sua Fundação Dorina Nowill, que trata de cegos."
  Fonte: UOL Crianças - 22/11/2004

link relacionado >>>> Filme "À Primeira Vista" - sobre Deficiência Visual http://delasedeles.blog.terra.com.br/at_first_sight

 

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  • Postado em 15:05:59

15.08.07

IN MEMORIAM

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Morte é tema que nos lança de frente sobre questionamentos diversos. Por mais que se espere, é sempre surpreendente.

Perdi hoje um tio querido, octagenário, guerreiro, um dos últimos de uma geração memorável. Estive lá, para a pretendida homenagem. Fiz questão de partilhar do elo familiar. Um rito de passagem. Fortalecer a si e ao parente fragilizado. Dignifica. Aproxima. Fica registrado na memória.  

Neste momento, observo a essência da vida e constato com perplexidade que dor e o julgamento alheio andam juntas. Frases que sempre se dizem, por compaixão. Ou que se repetem por convenção. Lamento que muitos se entulhem de vãs citações... Vazios e verdades se misturam. Num momento único, particular, que não pertence a ninguém e ao mesmo tempo é parte de todos.


O Tempo é sábio conselheiro, em seu silêncio soberano, alisa as feridas até sanarem. Ou melhor, doerem menos.


Meus respeitos aos que vivem, viveram, viverão momentos de perda. Reverencio a dor das perdas, como mais uma experiência da constelação humana.

Tudo passa.

Os fatos se renovam...

Nossas intenções se dissolvem...

Apenas nossos atos e o amor se eternizam...



(A.B.)

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