Arte Brasilis

ARTE BRASILIS é uma REVISTA ELETRÔNICA de ARTE, CIÊNCIA, FILOSOFIA e EDUCAÇÃO. Textos e referências para amigos, educadores, interessados em Cultura Brasileira e Educação para a Paz. artebrasilis@hotmail.com (MSN) artebrasilis@bol.com.br

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Arquivo de: Setembro 2007, 10

10.09.07

O POPULAR CORNÉLIO PIRES

categorias: MEMÓRIA NACIONAL


                    



Cornélio Pires, enobrecedor da Pátria

Nascido na cidade de Tietê, Estado de São Paulo, no dia 13 de julho de 1884, faleceu no dia 17 de fevereiro de 1958, em São Paulo.
Homem de personalidade inconfundível, tornou-se figura popular e de bastante destaque em todo o Brasil.
Viajou pelas cidades do Interior do Estado de S. Paulo e outros Estados, estreando na condição de caipira humorista.
Foi Escritor, compositor, conferencista, jornalista, "contador de causos", folclorista e poeta, dedicou grande parte de sua vida à compilação e divulgação da cultura sertaneja, através de livros, discos, filmes, conferências, artigos de jornais e composições musicais.
Numerosos escritores teceram comentários sobre a personalidade de Cornélio Pires, entre eles Joffre Martins Veiga, que em seu trabalho A Vida Pitoresca de Cornélio Pires, escreveu “ Ninguém amou tanto a sua gente como Cornélio Pires; ninguém se preocupou tanto com seus semelhantes como esse homem, que foi, antes de tudo, um Bom”.
O famoso poeta Martins Fontes, por sua vez, escrevendo sobre ele, afirmou: “é um bandeirante puro, um artista incansável, enobrecedor da Pátria e enriquecedor da língua”.
Admirado também pelo grande jornalista Amadeu Amaral, este deu-lhe a sugestão de que se tornasse um dos maiores divulgadores do folclore brasileiro. Pelos idos de 1910, Cornélio Pires lançou o livro Musa Caipira, obra que foi largamente saudada pela crítica, graças ao seu conteúdo tipicamente brasileiro.

Alguns anos mais tarde começou a promover conferências sobre o folclore caipira e sertanejo, divulgando a arte do interior e trazendo interesse acadêmico para a área.
Escreveu mais livros de versos e contos, alguns dos quais foram adaptados para o cinema. Na década de 20 viajou pelo Brasil filmando imagens para o documentário "Brasil Pitoresco". Fundou um selo independente para gravar a "Série Caipira Cornélio Pires", com participações de artistas caipiras cantando e contando anedotas. Inaugurou com isso o mercado para a música sertaneja. Com dezenas de livros, almanaques e revistas publicados, foi um dos maiores divulgadores do folclore paulista.

Para o pesquisador e escritor Macedo Dantas, que pesquisa sua vida e obra, "ele é o pai do folclore paulista, notável observador da linguagem , dos costumes, da paisagem humana e física do mato". Cornélio Pires seria cultor do gênero e linguajar caipira, com sentido folclórico, humorístico e popular.

No campo da música, Cornélio Pires gravou e lançou a primeira série de discos independentes do Brasil, fato esse ainda pouco conhecido nos dias de hoje.
Várias duplas caipiras que trabalhavam na roça foram descobertas e influenciadas por Cornélio Pires.
Em 1929, no limiar da indústria fonográfica, este paulista visionário, da cidade de Tietê, realizou um dos feitos mais notáveis para a história da cultura brasileira.
A música rural do sudeste começou aí sua trajetória de sucesso no mundo do rádio. Nunca mais deixou de estar nas paradas. Nos anos sessenta, os caipiras vendiam e tocavam tanto quanto os Beatles, por exemplo.
E, como toda manifestação artística verdadeira e espontânea, a música caipira renova-se constantemente, pois é dinâmica, feita em sintonia com os fatos e modos de pensar contemporâneos.

De sua vasta bibliografia destacamos: Musa Caipira, Versos Velhos, Cenas e Paisagens de minha Terra, Monturo, Quem conta um conto, Conversas ao Pé do Fogo, Estrambóticas Aventuras de Joaquim Bentinho - O Queima Campo, Tragédia Cabocla, Patacoadas, Seleta Caipira, Almanaque do Saci, Mixórdias, Meu Samburá, Sambas e Cateretês, Tarrafas, Chorando e Rindo, De Roupa Nova, Só Rindo, Ta no Bocó, Quem conta um Conto e outros Contos..., Enciclopédia de anedotas e Curiosidades, além de dois livros espíritas (Coisas do Outro Mundo e Onde estás, ó morte?).


Como afirmou Cornélio Pires, “o caipira puxador de enxada, com a maior facilidade se transforma em carpinteiro, ferreiro, domador, tecedor de taquaras e guembê, construtor de pontes...”.
A visão de um lavrador caipira indolente e ignorante é produto da cidade. Melhor ainda, é produto do modo de ver daqueles a quem sempre interessou usar o trabalho da família camponesa tradicional, negando a ela as condições de sua própria realização. Apenas nos primeiros anos de nosso século alguns estudiosos paulistas começaram a resgatar a pessoa e a cultura caipira. Entre os primeiros, um dos mais importantes foi sem dúvida alguma Cornélio Pires.
Sem as armas das ciências sociais de agora, ele foi capaz de compreender, em primeiro lugar, que o lavrador rústico de São Paulo foi como foi porque induzido pelo poder de outros a viver como viveu. Mais do que isto, ele foi capaz de perceber, neste aparente homem “sem cultura”, um tipo de produtor isolado, privado de recursos, mas, por outro lado, capaz de sobreviver por sua conta em situações muito adversas, capaz de multiplicar-se em muitas categorias de trabalhadores, artistas e artesãos e, portanto, capaz de haver criado uma cultura caipira, cuja aparente rusticidade apenas encobre uma sabedoria coletiva que o homem da cidade custa até hoje a compreender. (Carlos Rodrigues Brandão). 


                                             


• Fontes de referência:
http://www.panoramaespirita.com.br/biografia/biog/cornelio_pires.html
http://maocaipira.t35.com/cultura.html

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REVELANDO SÃO PAULO

categorias: ACONTECE

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REVELANDO SÃO PAULO


Festival folclórico recria interior paulista no Parque da Água Branca
Evento, que entra na 11ª edição, traz uma série de manifestações artísticas e culturais.
Foram montados155 estandes de artesanato e 80 de culinária


Comidas típicas são atração do festival. A partir deste sábado (8), a Capital recebe um pedaço do interior com o “Revelando São Paulo - 21º Festival da Cultura Paulista Tradicional ”, realizado pela Secretaria Estadual da Cultura no Parque da Água Branca (Zona Oeste da cidade). Até o próximo domingo (16), o encontro apresenta as mais variadas manifestações de cultura e arte interiorianas.

Neste ano, o evento terá representantes de 180 municípios paulistas, 170 animais (entre tropas de mulas, cavalos, touros e búfalos), 17 carros de bois, 30 grupos no Festival da Amizade, 18 orquestras de violas, 40 congadas e moçambiques, 50 duplas de violeiros, 15 grupos de catira, 15 grupos de dança de São Gonçalo e Santa Cruz, fandangos, cururus, 12 grupos de bonecões e cabeções e 40 Folias de Reis.

Foram montados 155 estandes de artesanato e 80 estandes de culinária que estarão abertos durante todo o evento. Haverá ainda um encontro de bandas e fanfarras.


(...) Outra novidade desta edição do evento é a concentração dos culinaristas que se dedicam à produção de quitutes e sobremesas. Além de degustar as delícias no local, os visitantes poderão adquirir doces de leite, sidra, abóbora, banana, cocadas, compotas e frutas em calda, bolos, tortas e outras especialidades dos velhos livros de receitas de família presentes na mesa paulista graças à herança do aprendizado no preparo de cada prato.

URL: http://g1.globo.com/Noticias/0,,MUI100943-5605,00.html

 

Revelando São Paulo


Começou neste sábado (8) na Capital, o Revelando São Paulo – Festival da Cultura Paulista Tradicional.

Em sua 11ª edição, o evento terá um diferencial. Até o dia 16 de setembro, quem visitar o Parque da Água Branca vai conferir a culinária caipira, o artesanato, a música e a dança de grupos folclóricos de 180 municípios e ainda terá oportunidade de conhecer a cultura de 46 etnias indígenas.



Confira a programação completa http://www.saopaulo.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=87500



Pela primeira vez, esses grupos indígenas participarão da festa, mostrando artesanato, costumes e algumas receitas típicas – com destaque para o prato tradicional feito com palmito-juçara e pupunha, com mel e carne assada na brasa – num espaço próximo à Praça Doce, ao lado dos 140 estandes de artesanato e 70 de culinária. Na ocasião, os índios da aldeia de Parelheiros montarão um aquário com água da nascente do Rio Capivari, em que ficarão expostas diversas espécies de peixes.



Cultura paulista

Nos oito dias de festa, a extensa programação inclui 170 animais (entre tropas de mulas, cavalos, touros e búfalos), 12 carros de bois, 30 grupos no Festival da Amizade, 18 orquestras de violas, 40 congadas e moçambiques, 50 duplas de violeiros, 15 grupos de catira, 15 grupos de dança de São Gonçalo e Santa Cruz, 12 grupos de bonecões e cabeções, 40 folias de reis. Também serão contempladas as devoções religiosas.

Um dos destaques será a presença da imagem de Nossa Senhora Aparecida, que chega hoje a São Paulo trazida da Basílica de Aparecida. A santa será conduzida pelo Corpo de Bombeiros, do Vale do Paraíba até a Capela de Santo Expedito, no bairro da Luz, em São Paulo, onde ficará exposta à visitação até domingo (9). No dia da abertura oficial do Revelando, a imagem será conduzida ao Memorial da América Latina, de onde sairá em cortejo até o Parque da Água Branca. Nesse local, será realizada a Cerimônia da Paz com a participação de segmentos religiosos.



SERVIÇO

11ª Revelando São Paulo – Festival da Cultura Paulista Tradicional

De 8 a16 de setembro

Parque da Água Branca - Avenida Francisco Matarazzo, 455, Perdizes, São Paulo – SP

Da Agência Imprensa Oficial

http://www.saopaulo.sp.gov.br/sis/lenoticia.php?id=87563

imagem: http://www.siblog.blogger.com.br/Faificulturacaipira.jpg

 

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EXUBERÂNCIA DO IPÊ AMARELO

categorias: SAIBA !

Amigo leitor, o Ipê Amarelo é de beleza inigualável. São Paulo possui muitas destas árvores. Na rua onde moro, todas floriram de uma vez, sendo impossível não admirá-las, rendendo-se ao Sol e Primavera.

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Ipê Amarelo é o nome popular de algumas espécies de árvores da região Sul e Sudeste do Brasil, pertencentes à família botânica Bignoniaceae, gênero Tabebuia, que também compreende espécies com flores de cor branca, roxa, rosa ou lilás. Em outras regiões brasileiras, os ipês recebem outras denominações.

O nome científico Tabebuia, de origem tupi-guarani, significa pau ou madeira que flutua. É denominada, pelos índios, de caxeta, árvore que nasce na zona litorânea do Brasil, cuja madeira íntegra (inatacável) resiste ao apodrecimento. O nome ipê, de origem Tupi, significa árvore de casca grossa.

Existem várias espécies de ipê amarelo, sendo as mais conhecidas: Tabebuia chrysotricha (Mart Ex DC.) Stand. e Tabebuia alba (Cham) Sandwith, ambas nativas do Brasil.

Tabebuia chrysotricha conhecida por pau-d’arco-amarelo, ipê-do-morro, ipê-tabaco, ipê-amarelo-cascudo, ipê-açu, aipe, ocorre do ES até SC, na Floresta Pluvial Atlântica. Seu nome científico (chrysotricha) é devido à presença de densos pêlos cor de ouro nos ramos novos.

Tabebuia alba conhecida por ipê-amarelo, aipê, ipê-amarelo de folha-branca, ipê-branco, ipê-dourado, ipê mamono, ipê mandioca, ipê ouro, ipê pardo, ipê da serra, ipê do cerrado, ipê vacariano, ipezeiro, pau darco amarelo, tapioca, ocorre nos estados do RJ, MG até RS.

Sendo uma espécie caducifólia, o período da queda das folhas coincide com a floração que se inicia no final do inverno. Quanto mais frio e seco for o inverno, maior será a intensidade da florada do ipê amarelo. As flores desta espécie atraem abelhas e pássaros, principalmente beija-flores que são importantes agentes polinizadores.

Pela beleza de suas flores e mesmo pelo pequeno porte, os ipês de flores amarelas são os mais apreciados e plantados, o que os torna mais adequados na arborização urbana. A coloração das flores produz belíssimo efeito tanto na copa da árvore como no chão das ruas, formando um tapete de flores contrastantes com o cinza do asfalto.

Devido à exuberância do florescimento dos ipês, dezenas de poesias, contos e sonetos foram produzidos por escritores e poetas. Citado na obra Macunaíma de Mário de Andrade e em obra de Castro Alves, o ipê é consagrado como símbolo de força e resistência.

Dotada de beleza inigualável, a floração do ipê foi traduzida em versos:

Ontem floriste como por encanto,
sintetizando toda a primavera;
mas tuas flores, frágeis entretanto,
tiveram o esplendor de uma quimera.
Como num sonho, ou num conto de fada,
se transformando em nívea cascata,
tuas florzinhas, em sutil balada,
caíam como se chovesse prata... (Sílvio Ricciardi)

O ipê foi motivo de inspiração até de políticos. Em 1961, Jânio Quadros, declarou o ipê-amarelo, conhecido cientificamente por Tabebuia vellosoi, como a Flor Nacional, por meio de um projeto aprovado pelo Poder Executivo.

Mais recentemente, em um discurso, o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento, Roberto Rodrigues, fez uma apologia citando o ipê amarelo:

O ipê amarelo floresce em agosto. Isso é uma coisa emocionante. Eu tenho a oportunidade de andar pelo Brasil inteiro e agosto é um mês feio, um mês de vento, mês cinzento, de muito fogo, muita fumaça. É um mês triste, entre o frio e o quente, um mês indefinido. Pois é no mês de agosto que os ipês amarelos florescem com vigor, mostrando de certa forma um caminho para cada um de nós. Porque é no auge da seca, no auge da tristeza, no auge da bruma seca que o ipê amarelo vai buscar na profundeza do solo a suficiente energia para florescer fantasticamente, oferecendo à humanidade potes de ouro extraordinários, mostrando que é possível, mesmo na relação mais complicada, trazer o brilho e a alegria...



Bibliografia Consultada

CARVALHO, P.E.R. Espécies florestais brasileiras. Recomendações Silviculturais, potencialidades e uso da madeira. EMBRAPA-CNPF. Brasília. 1994. 640p.

LORENZI, H. Árvores brasileiras: manual de identificação e cultivo de plantas arbóreas nativas do Brasil. Nova Odessa, SP: Plantarum, 1992. 351p.

RIZZINI, Carlos Toledo. Árvores e Madeiras Úteis do Brasil. Manual de Dendrologia Brasileira. São Paulo: Editora Edgard Gomide Blucher. 1971.

http://www.floresta.ufpr.br/~paisagem/plantas/ipes.htm


 www.floraefauna.com 

 

 

http://tecnocientista.info/Imagens/applications/PhotoGalleryManager/images/x_ipe_amarelo_curitiba.JPG


Originária do Brasil é a espécie de ipê mais utilizada em paisagismo. Durante o inverno, as folhas do ipê-amarelo caem e a árvore fica completamente despida. No início da primavera, entretanto, ela cobre-se inteiramente com sua floração amarela, dando origem ao famoso espetáculo do ipê-amarelo florido. Quanto mais frio e seco for o inverno, maior será a intensidade da florada.

http://www.jardimdeflores.com.br/floresefolhas/A21ipeamarelo.htm

Morfologia: Altura de 4-10m, com tronco de 30-40cm de diâmetro. Ramos novos e pecíolos cobertos por densa pubescência ferrugínea.
Ecologia: Planta decídua, heliófita, característica de formações abertas de floresta pluvial do alto da encosta atlântica. Sua dispersão é descontínua e irregular.
Fenologia: Floresce durante os meses de agosto-setembro, geralmente com aplanta totalmente despida de folhagem. Os frutos amadurecem a partir do final de setembro a meados de outubro.
http://www.naturezaselvagem.hpg.ig.com.br/ecossistemas/Vflora/vunaflora.htm

 

A FLORAÇÃO DO IPÊ AMARELO (CONTO DA CULTURA INDÍGENA)

http://www.pousadadascores.com.br/leitura_virtual/cultura_brasileira/indio.htm

 

Você já viu a floração de um ipê amarelo? É lindo. E isso acontece na primavera. A árvore parece estar coberta de folhas banhadas de ouro. Na Ilha do Bananal, principalmente nas periferias das aldeias dos carajás, são encontradas muitas dessas árvores. Os índios carajás elegeram o ipê como símbolo da liberação do luto. Ou seja, quando morre alguém na aldeia, a alegria volta a reinar somente quando começa a floração do ipê. Quando morre um carajá, a tristeza toma conta da aldeia, principalmente dos familiares mais íntimos.
Um fato citado no livro da língua carajá relata o seguinte:
Quando morria uma criancinha, a avó enfeitava seu corpinho de penas coloridas, pregando-as com mel silvestre. Após o enterro, a mais velha índia da família, todas as manhãs, lamentava a perda do seu parente querido. Esse ritual era feito por longo tempo. A índia sentava numa esteira, num canto da oca, e evocava o espírito do falecido, chorando e falando em voz alta. Esse ritual se repetia todos os dias, até a floração do ipê-amarelo. Então, a alegria voltava aos habitantes da tribo. Dessa data em diante, os índios deixam de se lamentar, os pescadores voltam a cantar e sorrir. Tudo recomeça.

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ARTEDUCA 2007

Arteduca 2007: Arte, Educação e Tecnologias Contemporâneas
Curso de Pós-Graduação Lato Sensu - Especialização

 

O Instituto de Artes da Universidade de Brasília , por meio do Grupo Arteduca, idealizou o curso de pós-graduação lato sensu ARTEDUCA – Arte, educação e Tecnologias Contemporâneas, destinado à formação de professores e profissionais da educação, de qualquer área de conhecimento, que atuem no contexto escolar, para o planejamento e implementação de projetos interdisciplinares relacionados com a arte e a cultura.


Os estudos e as práticas são efetivados por meio de estratégias de educação a distância, fundamentadas na auto-aprendizagem, em trabalhos colaborativos e na articulação dos estudos realizados no curso com a prática profissional dos próprios professores/alunos matriculados no curso.

As atividades serão desenvolvidas no ambiente virtual de aprendizagem do Grupo Arteduca, baseado na plataforma Moodle.

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INFORMAÇÕES SOBRE A EDIÇÃO 2007 do ArteducaCaracterísticas do Curso


A DISTÂNCIA - com uso do ambiente virtual de aprendizagem do Grupo Arteduca, baseado na plataforma Moodle.
MODULAR - conforme programa apresentado
NÍVEL DE FORMAÇÃO - especialização
CERTIFICAÇÃO - emitida pela Universidade de Brasília (UnB), que, por sua vez, é credenciada pelo MEC para a oferta de cursos a distância (Portaria MEC nº 4.055/2003).
PÚBLICO-ALVO - professores e profissionais graduados, de qualquer área de conhecimento, que atuem na educação básica ou superior.

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CALENDÁRIO

Novas inscrições: 27/08 a 30/09/2007
Confirmação de pré-inscrição: 03/09 a 30/09/2007
Seleção dos novos inscritos - 09/10 a 13/10/2007
Período de realização do curso: 15/10 até 10/12/2008


INVESTIMENTO
(INFORMAÇÕES NO SITE:
http://arteduca.unb.br/cursos/arteduca )

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PROGRAMA

ETAPA 1 - ESTUDOS PRELIMINARES E PROCESSO SELETIVO

Módulo 1 - Fundamentos do Arteduca

Ementa: apresentação dos fundamentos do curso - programa, objetivos, metodologia e estratégias de desenvolvimento.

Módulo 2 - Fudamentos da aprendizagem em rede:

Ementa: aprender a aprender em Educação a Distância (EAD); estratégias de aprendizagem a distância; abordagens teóricas aplicadas à EAD - abordagens teóricas sócio-interacionistas e autopoiese proposta por Humberto Maturana e Francisco Varela.

ETAPA 2 - ESTUDOS ESPECÍFICOS

Módulo 3 - A Arte-educação no Brasil e processo histórico


Ementa: estudos teóricos referentes à educação em arte na primeira metade do século XX - a educação em arte no Brasil, educação geral e o processo histórico; a influência de John Dewey na Educação em Arte no Brasil; a Educação Tradicional versus Educação Nova; a “livre expressão” e a Educação através da Arte e, a influência de Piaget e Vigotsky na educação brasileira.

Módulo 4 – Bauhaus


Ementa: breve histórico sobre a escola alemã; a influência no ensino das escolas de arte, design e arquitetura durante o Sc. XX e início do Sc. XXI; os propósitos pedagógicos, os cursos preliminares (vorkurs), algumas oficinas e o curso de Arquitetura.

Módulo 5 – Construção de uma identidade nacional


Ementa: o Modernismo e a Semana de 22; Brasília - a proposta pedagógica da nova capital; a proposta de Lúcio Costa para o ensino do desenho e, a abordagem teórica proposta por Paulo Freire para um novo modelo nacional de educação.

Módulo 6 – Construção de uma síntese dialética


Ementa: reflexões acerca da pós-modernidade; a Proposta Triangular - origens e pressupostos.


Módulo 7 – Arte, comunicação e tecnologia


Ementa: história de alguns conceitos sobre a relação da arte e dos meios de comunicação utilizados na educação a distância, tais como o rádio, os correios e a Internet.


Módulo 8 – Políticas públicas educacionais e a educação e arte


Ementa: estudos a respeito das implicações da reforma curricular brasileira na educação em arte. e reflexões a respeito das políticas públicas para a EAD.

Módulo 9 – Prática pedagógica na escola

Ementa: o ensino das Artes Visuais, da Música e do Teatro no contexto escolar: reflexões a respeito da prática pedagógica das linguagens artísticas na escola.
Módulo 10 - Arte e cultura popular

Ementa: indentidade e diversidade cultural. A interculturalidade e a estética do cotidiano.

Módulo 11 - Tecnologias Contemporâneas na escola


Ementa: Análise do potencial dos programas governamentais para a implementação e dinamização do uso das tecnologias nos contextos escolares e o uso das mídias na educação.


ETAPA 3 - TRABALHO DE CONCLUSÃO DE CONCLUSÃO DO CURSO

Módulo 12 – Projeto de aprendizagem na escola


Ementa: interdisciplinaridade, multidisciplinaridade e transdisciplinaridade em projetos de aprendizagem. Levantamento e análise de propostas teórico-metodológicas para a elaboração de projetos de pesquisa nos contextos escolares. Elementos do projeto de aprendizagem - temática, objetivos, referencial teórico, metodologia, cronograma e estratégias de implementação. Estudos individuais e colaborativos para elaboração do projeto de ensino e aprendizagem e análise das possibilidades de aplicação no contexto escolar. Processo de aplicação do projeto na escola e na comunidade.

Módulo 13 – Trabalho de Conclusão de Curso


Ementa: Monografia, envolvendo elaboração de projeto didático. Projeto de ensino e projeto de aprendizagem e abordagens teórico-metodológicas aplicadas aos projetos de aprendizagem.

Módulo 14 – Seminário de Conclusão do Curso


Ementa: Seminário Presencial - apresentação dos projetos finais e encerramento do curso.

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GALERIA

                        

                                               Ipê Amarelo

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Mostra de Trabalhos - Arteduca 2006
http://arteduca.unb.br/galeria/arteduca-2006-atividade-sobre-o-modernismo

Grupo Arteduca - Instituto de Artes - Universidade de Brasília
Campus Universitário Darcy Ribeiro

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