| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | 6 | 7 |
| 8 | 9 | 10 | 11 | 12 | 13 | 14 |
| 15 | 16 | 17 | 18 | 19 | 20 | 21 |
| 22 | 23 | 24 | 25 | 26 | 27 | 28 |
| 29 | 30 | 31 |
LEITOR INTERESSADO,
EM CONSONÂNCIA COM O ARTIGO DO POST : http://artebrasilis.blog.terra.com.br/o_perigo_da_inatividade_para_o_deficient
REPRODUZIMOS OUTRO, DO AMIGO EDUARDO, A FALAR DO PAPEL DO FACILITADOR NA CONSTRUÇÃO DE PONTES E CAMINHOS...
A IMAGEM QUE ESCOLHI PARA ILUSTRAR É BEM SUGESTIVA.
MUITAS VEZES, OS CAMINHOS DA INCLUSÃO "ESPERAM " PONTES MODERNAS, IDEAIS, DE CONCRETO ARMADO... MAS... AS PONTES EXISTEM PARA ENTRELAÇAR IDÉIAS...A COMEÇAR PELAS IDÉIAS E ATITUDES DOS PRÓPRIOS EDUCADORES, ELOS DE UM NOVO PENSAR.
PENSEMOS NISSO !!!

Construindo as pontes
Facilitando os caminhos
Existem algumas pessoas que não se conformam diante de uma situação limitante. Percebem nessas situações aparentemente democráticas, uma omissão ou inadequação às minorias que acabam excluídas por incompetência, quando, na realidade, o que falta é uma interpretação e uma adequação dessas situações, decodificando para a linguagem dos “simples” aquilo que se apresenta como um empecilho até frustrante.
Fazer essa ponte é função dos facilitadores. Da observação das dificuldades, nascem os caminhos e as alternativas ao tradicional, tornando o quanto possível for, o acesso à informação e à execução das atividades propostas, respeitando-se exatamente a fronteira entre o que se espera do indivíduo e a expectativa individual do próprio indivíduo.
A facilitação deve criar o envolvimento e o interesse normalmente ausentes no aprendizado tradicional, onde muitas vezes o conhecimento não vem acompanhado da utilidade e perspectiva a que se refere, tornando-se desinteressante e não motivador.
Facilitar é dar prioridade à oportunidade da descoberta e o despertar do interesse para, simultaneamente, agregar conteúdos e significados. Essa alquimia requer sensibilidade independentemente do conhecimento que se tenha para que possa dar certo.
Em nossa experiência (*) aprendemos que todos devem ter as mesmas oportunidades e, se vão aproveitá-las ou não, depende muito de como o acesso a elas estará facilitado e monitorado.
O setor de Artes Gráficas é exemplo onde o indivíduo evolui com o seu trabalho. Se traçarmos um perfil comparativo entre comportamento/desempenho e qualidade notaremos que houve estreita relação entre o progresso da habilidade individual com a formação da personalidade e maturação de conceitos e relacionamentos sociais. O interesse e a percepção mostrados em desenhos descritivos, trazem à mostra o modo de ver e interpretar o em torno e são indicadores dos níveis a serem trabalhados, direcionados ou estimulados. Cabe ao facilitador identificar pontos críticos e criar soluções para a continuidade e desenvolvimento tanto do trabalho quanto do indivíduo; ser flexível mas compromissado.
Um dos maiores desafios quando se trabalha com grupos heterogêneos em idade, comportamento e habilidades é exatamente buscar o equilíbrio e a harmonia no ambiente de trabalho. Compreender que alguns comportamentos sinalizam uma necessidade de se expressar, longe de serem reprimidos ou repreendidos, devem ser redirecionados para outros modos de expressão, sejam eles mecânicos ou artísticos mas que, principalmente valorizem o indivíduo e a sua nova forma de expressão.
Facilitar ao indivíduo esse encontro com novas habilidades e possibilidades é descortinar a abertura pela qual o futuro poderá ser visto com otimismo; é trocar a expectativa pela perspectiva.
Eduardo Augusto Seixas
* o autor do artigo trabalha em oficinas de habilitação e desenvolvimento pessoal, com adultos portadores de deficiências intelectuais.
Divulgação autorizada pelo autor.
PRESERVE AUTORIA E FONTE NO REPASSE.
IMAGEM: http://enresinados.weblog.com.pt/arquivo/pontes.jpg
CARO LEITOR DO ARTE BRASILIS,
TEMOS APRESENTADO ASSUNTOS DIVERSOS, EM CONFORMIDADE COM A DIVERSIDADE DO PÚBLICO QUE AQUI NAVEGA.
FICA AO LEITOR A ANÁLISE PESSOAL, SOMADA AOS FATOS E À PRÓPRIA VIVÊNCIA DE CADA UM.
ASSIM SE FAZ A ÉTICA NOS VEÍCULOS DIVULGADORES DE IDÉIAS.
POSTO ISTO, DIVULGO AQUI MAIS UM LIVRO DE INTERESSE, DE AUTOR CUJA PALESTRA ASSISTI HOJE MESMO,
NUM SEMINÁRIO SOBRE EDUCAÇÃO, INCLUSÃO, NEUROCIÊNCIA E ABORDAGEM EMOCIONAL SOBRE A DOENÇA E TERAPÊUTICA.
...MAIS ALÉM, HÁ BREVE COMENTÁRIO, DO MESMO AUTOR, SOBRE "SÍNDROME DE DOWN". FORNECENDO LINK PARA QUEM QUEIRA APROFUNDAR-SE NO TEXTO.
FORTE ABRAÇO,
VERA GUIDI - EDITORA DO ARTE BRASILIS
.

Gênero: Cura e Auto-Cura
Autor: DR. DAVID MONDUCCI
Editora: INOVACAO
Páginas: 360
Em Saúde e Vida, além do estudo minucioso do assunto de forma compreensível e didática, o autor, médico neurocirurgião, faz importantíssimas reflexões que nos levam a pensar e repensar no que estamos fazendo com nossa saúde física e mental. "O binômio saúde-doença, se não é o mais importante em nossas vidas, é um dos mais importantes, ocupando boa parte do nosso tempo e das nossas preocupações".
http://www.boanova.net/index.asp?ir=asp/interna.asp&codigoProduto=73710
DR. DAVID MONDUCCI ESCREVE PARA: Jornal Espírita - (outubro/2006)
SÍNDROME DE DOWN
I - O QUE É SÍNDROME DE DOWN?
A palavra síndrome deriva do grego "sindromé" e significa a ação de reunir tumultuosamente, que correm juntos. Em medicina, indica o conjunto de sinais e sintomas que podem ser observados em processos patológicos diferentes, em um determinado tempo, e que definem um estado mórbido. Numa síndrome, todos os sinais e sintomas encontram-se entrelaçados pela genética, pelos fatores causais e pela patologia, indicando um distúrbio funcional com particularidades anatômica, física ou bioquímica.
Com relação à cura e ao prognóstico, estes dependerão do tipo de síndrome que o paciente possua. A Síndrome de Down (SD) é uma anomalia cromossômica caracterizada pela existência de uma terceira cópia do cromossomo 21. Tal característica é o que determina o nome científico desta variação como 'trissomia do 27'. A SD é a causa mais comum de dificuldades do aprendizado.
Evidências históricas indicam que provavelmente sempre tenha havido pessoas com a SD. Há indícios de pessoas com SD na cultura dos Olmecas, que viveram no México entre 1500 a.C. e 300 d.C. O registro arqueológico mais antigo de Down foi derivado de escavações de um crânio apresentando mudanças estruturais vistas nestes indivíduos e datado do século VII, encontrado no Reino Unido.
Segundo alguns pesquisadores, como Siegfried M. Pueschel, muitos artistas da Idade Média e do Renascimento usaram pessoas que nasceram com SD na hora de pintar figuras angelicais e o menino Jesus. O uso destas pessoas como modelos de seres celestiais teria sido um hábito comum. Andrea Mantegna (1431-1506), que tinha um filho com Down, pintou vários quadros de madonas com o menino Jesus com as características de um portador dessa síndrome.
Destaca-se a tela 'Virgin with a Child' exposto no Fine Arts Museum, em Boston. No século XIX, John Langdon Down (1832-1896) descreveu a síndrome em 1866, durante seu trabalho com deficientes mentais. Identificou-a como uma entidade clínica peculiar e ajudou a diferenciar essa síndrome do Hipotireoidismo Congênito. Down acreditava que esta condição era um retorno a um tipo racial primitivo, por isso, ele criou o termo 'mongolóide', seguindo a tendência da ciência na época. Apesar de o tom de seus estados ser, hoje em dia, considerado racista, o legado deixado por este médico inglês é, até hoje, fonte de referência para os estudos da SD. Seu nome foi oficialmente reconhecido pela Organização Mundial da Saúde em 1965.
Em 1932, Waardemberg descobriu que a SD poderia ser decorrente de uma aberração cromossômica e, dois anos depois, Adrian Bleyer informou que esta aberração poderia ser decorrente de uma trissomia. Em 1956, foi estabelecido que o número normal de pares de cromossomos era 23, sendo um par de cromossomos sexuais. Em 1959, foi descrita a presença de um cromossomo extra pelo Dr. Jerome Lejeune. Em 1960.
Em face das discordâncias causadas pelo termo mongolismo, que era considerado ofensivo tanto por pesquisadores orientais como pelos pais dos portadores no ocidente, bem como pela delegação da Mongólia junto à Organização Mundial de Saúde, tal denominação foi excluída das publicações da OMS em 1965 e do Index Medicus em 1975. Hoje este termo é considerado arcaico e inadequado.
A Síndrome de Down não se limita a nenhuma raça, cultura, religião, dieta, comportamento, clima ou sexo. Sua incidência é de aproximadamente l :650-700 nascidos vivos. Há dois fatores que interferem nessa incidência: a idade materna e o diagnóstico pré-natal.
As pessoas que nascem com a trissomia do 21 não são doentes, nem vítimas e nem sofrem desta condição. O certo é dizer que a pessoa nasceu com ou tem SD. Geralmente, as crianças com SD nascem prematuras e com peso e altura inferiores ao normal. Elas geralmente apresentam peso encefálico diminuído, principalmente o cerebelo e o tronco cerebral, que se tornará mais evidente com o passar do tempo, com quadros bastante variáveis de deficiência mental.
A criança portadora dessa síndrome tem facilidade em compreender o que as pessoas dizem, porém, há uma dificuldade para emitir as palavras, devido a dificuldades articulatórias. (...)
LEIA MAIS SOBRE O ASSUNTO EM:
http://www.comunidadeespirita.com.br/saude/sindrome%20de%20down.htm

CREPÚSCULO
O crepúsculo cai, manso como as plumas
Dir-se-á que o rio chora a prisão de seu leito
Rolando em pedras, sob véu das brumas
Feridas que se abrem sobre o próprio peito
.
O outono chega, amarelece
Mestiços sonhos, que hoje a vida esquece
As flores quedam, em plena abundância
Sobre feitiços de uma velha infância
.
Toda a relva entra a murchar
Os pinheiros porém vicejam,
Negros sobre a alvura em neve
Altos, eriçam suas flechas
Apontando aos céus
O livre caminhar...
.
Um sino. Uma voz. Um murmúrio
Um rio, como a luz na escuridão
Jorrando ao vale, no horizonte
Molhando a fronte, em ilusão
.
Apenas há, nos barrancos tortos,
Um rebanho infeliz de tristes mortos
Unânima gente de passantes
Enquanto nada será como antes
.
Sombria casa dos mil sons
Que em grave harmonia, apregoa
A aurora que chegará aos bons
Beirando o mar que é cada pessoa
.
Onde encontrarás, tempo presente
O que no passado insiste
E ao futuro, inexiste ?
.
Os versos de quem chora
Em desalento. . . ou desencanto. . .?
Ou um livro de outrora,
No esquecimento
Relendo, em forte espanto..
A vida, breve
Que vem e vai embora
Sem motivo para pranto.
.
Vera Guidi em 03/09/2007
.
Intertexto sobreposto em dois poemas de Manuel Bandeira
DESENCANTO 1912 e CREPÚSCULO DE OUTONO 1913
.
de “A Cinza das Horas” de Manuel Bandeira
Primeiro livro de Manuel Bandeira, A Cinza das Horas, é marcado pelo tom fúnebre, e traz poemas parnasiano-simbolistas. São poesias compostas durante o período de sua doença. Do ano em que o poeta adoece até 1917, quando publica A Cinza das Horas, é que se daria a etapa decisiva e a inusitada gestação de um dos maiores escritores da língua portuguesa.
www.passeiweb.com/na_ponta_lingua/livros/resumos_comentarios/a/a_cinza_das_horas
imagem http://img.photobucket.com/albums/v160/darkloud/MirrorHand2.jpg
.
<< RESPEITE A AUTORIA E A FONTE, AO DIVULGAR. PROTEGIDO PELA LEI DOS DIREITOS AUTORAIS >>