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ALÔ, VOCÊ, QUE NOS ACOMPANHA DESDE O INÍCIO (FEV 2007)
OU QUE ESTÁ POR AQUI RECENTEMENTE.
COLABOROU PARA ATINGIRMOS ESTA MARCA, QUE NOS SURPREENDE, PELA DESPRETENSÃO DO PROJETO.
QUE TODAS AS MENSAGENS AQUI REUNIDAS TENHAM TIDO PROVEITO E SERVIDO PARA ALGUM MOMENTO DE REFLEXÃO EM SUAS VIDAS.
ISSO JÁ ME FAZ IMENSAMENTE RETRIBUÍDA.
- NAMASTÊ -
(O DEUS, EM MIM, SAÚDA O DEUS, EM TI)
VERA - ARTE BRASILIS

Amigo EDUCADOR, já falamos aqui anteriormente da CRISE DA ESCUTA. Sugiro que releiam este tema, conectado em pensamento a este : http://artebrasilis.blog.terra.com.br/a_crise_da_escuta
Ademais, quero acrescentar outro texto com o qual identifico meus valores. A autora é facilitadora de seminários da UNIPAZ, a quem tive o prazer de conhecer em março/2006.
Abaixo, transcrevo trechos de sua tese, que poderá ser acessada em http://teses.eps.ufsc.br/defesa/pdf/11120.pdf
Vera Lúcia de Souza e Silva. Educar para a Conexão: Reflexões acerca das dimensões constitutivas de uma ecologia cognitiva para a promoção da saúde integral em espaços de aprender biologia. 2003. 190 p.Tese (Doutorado em Engenharia de Produção) – Programa de Pós-graduação em Engenharia de Produção, UFSC, Florianópolis.
<< Definir o que é vida e o que é mundo torna-se cada vez mais complexo.
Saímos do eu e estamos nos dirigindo para o cosmos para efetivarmos um retorno a nós mesmos, numa espiralidade de ida e volta do eu para o nós e para a natureza.
As relações deixam de ser meras interações e passam a se apresentar como conexões.
Educar para a conexão nos remete a apontar alguns princípios de vida a
serem abordados em espaços de aprender e que nos levem a promover a saúde integral dos seres humanos, pois vivemos à procura de harmonia, de paz e de integridade física e emocional em todos os cantos do planeta. Princípios de ação simples na nossa vida diária que poderíamos ensinar nas escolas, berço de uma verdadeira transformação social. Muito já foi dito e posto em prática na educação.
Mas, é nosso papel renovarmos nossas atuações por uma escola mais humana, mais preocupada em complementar as partes de uma educação fragmentada que ainda separa, isola, exclui e desconecta os seres da totalidade, da dimensão humana e planetária do humano. Neste sentido, os educadores enquanto formadores de seres saudáveis merecem nossa atenção para a sua formação como seres saudáveis - um dos focos deste trabalho.
Trabalhar com os projetos de vida e de saúde de alunos nos remete à
necessidade de trabalharmos inicialmente com a saúde de professores, pois como posso trabalhar com a saúde de alunos sem a efetiva conscientização desta necessidade com os professores? É preciso termos consciência da necessidade de uma saúde pessoal, social e planetária para que a essência da saúde se manifeste na totalidade. É preciso educar os educadores para a conexão...
Por que é tão difícil nos encontrarmos conosco, com nossa essência
harmoniosa, se este é o nosso desejo mais íntimo? Por que vivemos numa ‘roda viva’ de correr contra o relógio, trabalhar, estudar, agendar compromissos, assumir obrigações, dizer sim quando desejaríamos dizer não, estar num lugar querendo estar em outro, estar trabalhando e desejando as férias, estar com uma pessoa pensando na outra e uma crescente insatisfação permanente? Parece que permanecemos com o sentimento de vazio e incompletude constantemente.
Nossas vidas estão nos levando a um anseio de algo que no íntimo
desconhecemos e ao mesmo tempo parece-nos tão familiar: a paz interior. (...)

Assim como a árvore, precisamos da firmeza de ações com os
pés bem plantados na terra e a leveza de idéias utópicas a se elevarem aos céus. Pois acredito, como o padre ortodoxo Jean Yves Leloup (1996) que “a utopia não é o irrealizável, mas o irrealizado”.
(...) Assim, falta-nos o essencial: aprender a amar. Viajamos nas palavras sábias de Roberto Crema que nos conclama a amar, pois precisamos aprender a amar para nos curarmos em essência.
Estamos aqui hoje porque não sabemos amar. Falamos, muito
inconseqüentemente, que amamos. No que me toca, estou aqui porque não sei amar plenamente. E aprendemos a amar através do encontro. Tenho aprendido que ninguém cura ninguém sozinho. Curamo-nos no encontro, se houver encontro. É através do encontro que ocorre alguma alquimia transformacional, o encontro com o próprio ser, com o outro, com a natureza, com o Mistério Inefável. (Crema, 1997) >>
>>>LEIA TEXTO INTEGRAL EM: http://teses.eps.ufsc.br/defesa/pdf/11120.pdf
imagem: http://www.iboeiras.org/conteudos/uploads/userpics/iboeiras/P7-Arvore-Sol.jpg