Arte Brasilis

ARTE BRASILIS é uma REVISTA ELETRÔNICA de ARTE, CIÊNCIA, FILOSOFIA e EDUCAÇÃO. Textos e referências para amigos, educadores, interessados em Cultura Brasileira e Educação para a Paz. artebrasilis@hotmail.com (MSN) artebrasilis@bol.com.br

Arte Brasilis

ARTE BRASILIS é uma REVISTA ELETRÔNICA de ARTE, CIÊNCIA, FILOSOFIA e EDUCAÇÃO. Textos e referências para amigos, educadores, interessados em Cultura Brasileira e Educação para a Paz. artebrasilis@hotmail.com (MSN) artebrasilis@bol.com.br
<  Outubro 2007  >
S T Q Q S S D
1 2 3 4 5 6 7
8 9 10 11 12 13 14
15 16 17 18 19 20 21
22 23 24 25 26 27 28
29 30 31        
Receba os posts
Terra Blog

Arquivo de: Outubro 2007, 15

15.10.07

VIDA APÓS A VIDA parte II

(continuação do post anterior: VIDA APÓS A VIDA parte I)

Então mandei o texto e os detalhes da capa a duas profissionais - amigas de uma amiga minha -, e ambas fizeram bons trabalhos de pré-revisão e capa. Resolvi eu mesmo fazer uma nova revisão e aproveitar para dar uma "enxugada" geral a fim de reduzir o texto, sem, no entanto, comprometer a narrativa. As quase 700 páginas foram reduzidas a 480 e, posteriormente, a belíssima diagramação de um grande profissional de Belo Horizonte deixou o texto final com 383 páginas.

Pronto, a primeira etapa estava concluída. Alguém, por motivo religioso, chegou a sugerir a mudança do título, mas não tenho vínculo com qualquer religião e me recusei a fazê-lo. Outros disseram que eu deveria reduzir o livro à metade, uma vez que textos extensos eram inaceitáveis. No entanto, afirmei que não "aleijaria" minha história e, ainda que não conseguisse publicá-la, de modo algum a privaria de detalhes importantes para a plena compreensão, com o objetivo de fazer um livro menor. Eu havia conseguido a façanha de harmonizar capa, título e texto da minha obra e era isso que importava.

Entrementes comecei a maratona de buscas por uma editora e foi quando descobri o porquê de haver tantos bons escritores no Brasil e tão poucos conseguirem publicar.

O tempo passou e eu já estava naquela labuta em busca de editora há aproximadamente três anos, inclusive havia gasto o que não tinha com o envio de cópias impressas há várias delas, sem qualquer resultado positivo. Sempre fui persistente, mas por mais de uma vez pensei em desistir e não fosse o incentivo e apoio incondicional da minha amiga-flor, Aninha, o teria feito.

Deus é muito bom, e, de uma forma ou de outra, sempre beneficia àqueles que realmente lutam pelos seus objetivos. Não bastassem os anjos que Ele me deu como família - que me auxiliam incondicionalmente -, também me presenteou com amigos-anjos. E foi a amiga Vanessa - um anjo realizador de sonhos -, que colocou fim a minha penúria, se oferecendo gentilmente para patrocinar a primeira edição do 'Vida Após a Vida'.

Foi quando descobri uma outra faceta ainda mais desanimadora: a dificuldade para ser introduzido no mercado literário brasileiro. Mesmo o autor pagando, algumas editoras - sobretudo as de maior projeção - fazem exigências absurdas ou cobram preços exorbitantes pela publicação e comercialização dos livros. Então optei pela publicação independente, ficando a meu próprio cargo divulgar e comercializar os livros.

Eu seria hipócrita se dissesse que a parte financeira da venda não é importante, pois sem dúvida é. Mas, muito acima disso, a concepção e publicação do 'Vida Após a Vida' é um sonho, e, segundo acredito, a realização de um sonho não tem preço. Uma de minhas intenções é alcançar a maior quantidade possível de pessoas através do livro e mostrar a elas que, muito mais importante do que a corrida desenfreada atrás de lucros para aumentar seu capital e adquirir perecíveis bens materiais, é cuidar do espírito, pois esse sim, é realmente imperecível e digno de atenção e cuidados; e uma das formas de se fazer isso é viver com humildade e aceitar seus semelhantes como iguais, ainda que esses possuam alguma diferença... Outra é alcançar os desesperados, exemplificando a eles que pode haver felicidade e viver plenamente, apesar das deficiências.

 

 >>> AMIGO LEITOR, RECOMENDO VISITA À PÁGINA DE NARDÉLIO:

http://www.nardeliofernandesluz.com

E TAMBÉM: APARU -Associação dos Paraplégicos de Uberlândia

http://aparu.vilabol.uol.com.br/quemsomos.htm

 ><

E PARA ADQUIRIR O LIVRO VIDA APÓS A VIDA CLIQUE EM:

http://www.nardeliofernandesluz.com/l_comprar.htm

 

  • criado por  artebrasilis criado por artebrasilis
  • Postado em 16:24:45

VIDA APÓS A VIDA parte I

Vida Após a Vida

                                         

Nardélio Fernandes Luz, autor do livro Vida Após a Vida, comenta sobre seu processo de criação



FONTE:
http://sentidos.uol.com.br/canais/materia.asp?codpag=12198&codtipo=3&subcat=77&canal=opiniao


Por Nardélio Fernandes Luz


Antes de qualquer outra coisa, preciso esclarecer que, conquanto a literatura seja uma de minhas paixões desde a infância, exceto por alguns esboços sonhadores na adolescência e cartas para namoradas na juventude, não era dado a escrever, e meu gosto pela escrita se acentuou somente após a tetraplegia. A concepção do livro 'Vida Após a Vida' partiu, a princípio, da necessidade de evitar a ociosidade. Nas primeiras horas, dias, semanas e meses após o acidente que paralisou meu corpo, foi a depressão a principal vilã que atacou implacavelmente, por vezes ameaçando minha própria sanidade; foi então que me vi na necessidade de ocupar minha mente com algo que pudesse combater as homéricas crises que me acometiam.

Tendo passado a maior parte da maioridade trabalhando fora, também era de fora a maioria dos meus amigos, e como muitos não podiam me visitar pessoalmente, ligavam ou escreviam. A precariedade financeira não permitia retornar as ligações e eu me via na necessidade de responder as cartas e até ensaiei algumas com as ajudas ora do meu sobrinho Douglas, hora do meu irmão Geraldo. Contudo, ainda que ambos nada dissessem, eu percebia a resistência deles quanto a usar a caneta, e foi então que decidi encontrar um meio alternativo para resolver o problema.


Aos poucos fui recuperando parte da musculatura dos ombros e dos braços, que me permitiam alguns restritos movimentos. Como meus dedos e a maior parte dos músculos são paralisados, não consigo escrever a punho. Assim, comprei uma máquina de escrever eletrônica, pedi ao meu irmão que fizesse uma mesinha - tipo de café da manhã -, levantasse a cabeceira da cama - modelo hospitalar - e prendesse tubos de caneta com esparadrapo nas palmas das minhas mãos. Como meus bíceps voltaram a funcionar, os usava para erguer os braços e, ao soltá-los, a força da gravidade fazia o resto. Inicialmente os tubos batiam de forma desajeitada nas teclas, mas as acionavam, e aos poucos fui aprendendo a coordenar os poucos movimentos que me restaram. Como minha lesão é C5 no lado esquerdo e C6 no direito, obviamente tenho menos controle no esquerdo e uso mais o braço direito - outra providência da minha boa estrela, já que sou destro. Desta maneira comecei a escrever, no início "catando milho", depois fui superando as dores e aperfeiçoando cada vez mais aquela técnica, deficiente, mas eficaz. Foi um processo demorado, que exigiu muito esforço e, principalmente, muita paciência. Mas enfim, a persistência levou-me ao êxito.

Já escrevendo cartas na máquina, quando meu tio João e minhas adoráveis primas Kátia, Tânia e Nísia me presentearam com meu primeiro microcomputador, só precisei mandar adaptar uma mesinha com rodas - que pudesse vir até minha cama - e aprender a usar o programa Word para ir um pouco além das missivas.

Durante uma das visitas da Kátia, mencionei a idéia de escrever minhas memórias, apenas para manter a mente ocupada, pois sempre acreditei na máxima popular que "cabeça vazia é oficina do diabo" e aquele era um dos poucos recursos que me restara para manter o cérebro em atividade. Minha prima e amiga não só adorou a idéia, como disse que já vinha pensando nisso, apoiou e foi a principal incentivadora para que eu a colocasse em prática.

Tendo completado o ensino fundamental num supletivo, meu português era horrível, mas com a ajuda do corretor do Word, comecei a escrever devagar, dia sim, dois dias não, duas a três páginas por dia. Às vezes eu me empolgava e passava uma semana inteira escrevendo, noutras passava meses sem sequer abrir o texto. Aquilo para mim era apenas uma terapia ocupacional e eu não tinha qualquer pretensão de publicar, portanto, nenhuma pressa.

Quase desisti quando, devido a minha imperícia no micro, perdi irremediavelmente as 50 primeiras páginas já escritas. Mas, após alguns dias de luta interna, concluí que se fosse desistir diante da primeira dificuldade, era melhor nem projetar nada para aquela minha nova vida tão limitada. Assim, num momento de êxtase incutido por uma repentina força de vontade, resolvi recomeçar e tentar fazer ainda melhor do que da primeira vez.

Contudo, a segunda tentativa de escrever o livro já possuía novos objetivos. Em convívio com outros deficientes físicos na Aparu - Associação dos Paraplégicos de Uberlândia -, ou mesmo fora da instituição, percebi que alguns deles, por um motivo ou outro, não aceitavam suas condições e não poucas vezes se revoltavam. Outros - com lesões medulares completas e irreversíveis - se refugiavam na esperança utópica de voltar a andar, muitas vezes deixando de viver o presente em prol de um futuro que podia ou não acontecer. E, pior, conheci um que achava que a vida sobre a cadeira de rodas não valia a pena; e me apavorei quando soube - através de fonte não muito confiável - que esse tinha chegado ao extremo de tentar subornar uma criança, para que essa comprasse e lhe desse veneno para ratos.

Aquilo me fez pensar no porque d'algumas pessoas possuírem visões tão limitadas, a ponto de não reconhecerem os próprios valores e sequer conseguirem enxergar os próprios horizontes. Desde que podia me lembrar, eu vivia pelo princípio de que há de se ter determinação e força de vontade para mudar aquilo que é possível, mas também há de se ter humildade para aceitar o imutável e seguir em frente, apesar das adversidades.

Não fosse o bastante, comecei a perceber que nas ruas, o preconceito maior vinha de pessoas que não tinham noção do que é a vida e o cotidiano de um deficiente. Não poucas vezes adentrei estabelecimentos comerciais e os atendentes se dirigiram ao meu acompanhante, como se por ter o corpo paralisado, meu cérebro também o fosse e eu não tivesse condições de responder por mim mesmo. Aquilo me irritava e acabei por lembrar que nos tempos de andante eu mesmo já tinha cometido tais erros, exatamente por não ter a menor noção do dia-a-dia das pessoas com deficiências.

Foi a partir dessas constatações que comecei a me perguntar se não podia fazer nada por tais pessoas. Nem tanto por elas, mas por mim mesmo, já que ser útil a alguém beneficia muito mais a quem ajuda do que ao ajudado. Não havia, portanto, qualquer nobreza no meu gesto, mas a intenção egocêntrica de ser útil enquanto combatia a ociosidade. De qualquer forma, aquilo foi um incentivo a mais. Então, já em contato com a Internet - onde ocasionalmente fazia palestras e escrevia textos sobre as várias facetas dos deficientes físicos -, decidi levar mais a serio o livro e, inclusive, lutar para publicá-lo.

Entre um ou outro poema e pequenos contos que escrevia, finalmente terminei o livro, aproximadamente cinco anos após tê-lo iniciado. Enviei cópias do original a algumas pessoas de confiança, ligadas à educação e literatura e - exceto pelo tamanho do texto -, de uma forma geral o aprovaram.


(continua no próximo post: VIDA APÓS A VIDA parte II )


> PÁGINA DE NARDÉLIO:  www.nardeliofernandesluz.com <

  • criado por  artebrasilis criado por artebrasilis
  • Postado em 16:23:55

A ANGÚSTIA DA VIDA EXECUTIVA

 

                    

Entrevista com a psicóloga Betânia Tanure (Época Negócios - Edição 3 - Maio de 2007)



Professora associada da Fundação Dom Cabral e mestre convidada do Insead (França) e da London Business School, a psicóloga Betânia Tanure é a autora da pesquisa que foi base para a reportagem de capa desta edição de Época NEGÓCIOS. Nesta conversa com o repórter especial Amauri Segalla, ela dá detalhes de como foi realizar o estudo sobre o grau de infelicidade dos executivos brasileiros. Veja alguns trechos do depoimento.


O QUE MOTIVOU O ESTUDO
"Em meados dos anos 90, comecei a perceber uma certa angústia entre os líderes empresariais. Alguns executivos mais próximos começaram a relatar experiências negativas que vivenciaram no trabalho. Percebi um enorme desconforto principalmente entre aqueles que detinham poder. Estava claro que algo negativo se desenrolava com grande força. Os homens do topo estavam trabalhando demais, distanciavam-se da família, sentiam-se compelidos a competir de forma agressiva no próprio ambiente profissional onde se inseriam. Resolvi investigar incitando-os a falar mais"

A PESQUISA
"Apliquei uma escala de 1 a 7 para definir o que chamei de Índice Global de Satisfação dos profissionais com o trabalho e com a vida pessoal, variando de extremamente insatisfeito até extremamente satisfeito. Entre as variáveis analisadas na vida profissional, inclui relação com os pares, chefes e subordinados, níveis de cobrança por resultado e sistemas de recompensa, entre outros fatores. No campo pessoal, pesquisei a relação com os filhos, familiares e parceiros amorosos, qualidade da alimentação e saúde, entre outros aspectos. Também apliquei uma escala de 1 a 7 para definir o Índice Global de Sensações e Atitudes, variando de 'nunca' até 'sempre'. Nesse caso, os executivos foram questionados sobre a incidência de ansiedade, dor de cabeça, fadiga, insônia, desânimo, diminuição do interesse sexual e consumo de bebidas alcoólicos, entre outros"

PRAZER E INFELICIDADE
"Eu e minha equipe chegamos ao percentual de 84% de executivos infelizes no trabalho depois de cruzar os dados e considerar a predominância de respostas negativas, ou seja, aquelas em que os executivos revelaram altos índices de insatisfação com a vida que levam no escritório. Entretanto, é impossível não admitir que os líderes têm muitos prazeres no mundo corporativo. Eles amam o que fazem. Mas há imensos conflitos também. O problema central é que colocam um véu na frente e se recusam a olhar para as infelicidades. Muitos dizem que, se tirar o véu, enlouquecem. Até que chega alguém e diz para tirar a cortina. É por isso que alguns executivos choraram nas entrevistas. A máscara é muito grande"


AS CAUSAS DA TRISTEZA
"São diversos os fatores que levaram à infelicidade. A questão do aumento da competição é um turning point na história do mundo corporativo brasileiro. A competição está crescendo de forma brutal. Os executivos encontram estruturas cada vez mais enxutas, onde os bons cargos são cada vez mais escassos. Portanto, só a alguns eleitos está reservado o Olimpo do poder - e todos querem desfrutá-lo. Essa disputa aumenta a desconfiança. Quem consegue ser feliz num ambiente em que se espera ser traído a qualquer momento? A globalização também provocou grandes impactos. Hoje, o sujeito tem um chefe nos Estados Unidos, outro na China, que muitas vezes pedem coisas diferentes. Ele tem de prestar contas a inúmeras pessoas - a qualquer hora do dia, inclusive de madrugada, graças ao fuso horário. Trabalha-se cada vez mais e sob brutal tensão"


A SITUAÇÃO DAS EXECUTIVAS
"Todo mundo fala em oportunidades iguais, mas isso não existe. Quanto mais elevado o nível hierárquico, menos mulheres se encontra. É óbvio que a situação hoje é melhor do que há 20 anos. Mas difere muito dos homens. Não consigo vislumbrar, no futuro próximo, uma proporção equilibrada entre os sexos. O momento na carreira da mulher, chamado maternidade é dramático. Boa parte decide desacelerar. Com os homens, ocorre o oposto"

A FALTA DE LEALDADE
"A natureza das relações organizacionais tem mudado muito no Brasil. Antes havia um modelo de lealdade à organização e ao chefe. As pessoas tinham orgulho de trabalhar numa determinada companhia. Em contrapartida, a empresa também garantia vida eterna ao funcionário. Eram comuns histórias de pessoas que permaneciam 40 anos na mesma corporação. Esse modelo, a partir dos anos 90, entrou em colapso. Hoje, a empresa diz que não tem mais o compromisso de cuidar do funcionário pelo resto da vida. Isso fez com que o executivo também não se sentisse compromissado com ela, de ser um ativo da companhia. Quando a empresa começa a perceber esse movimento de troca, ela deixa de valorizar o executivo."



A IMPORTÂNCIA DAS PESSOAS
"Muitas empresas brasileiras ainda não perceberam a importância das pessoas. Em suas cartas de princípios, a maioria deles desta a importância da valorização dos profissionais. Mas será que as pessoas estão mesmo no topo do processo decisório? Quando um presidente vai analisar uma aquisição, ele olha as pessoas ou a fatia de mercado, a tecnologia, o lucro? Tem uma ambivalência enorme em relação à importância verdadeira do ser humano. No discurso, 100% das corporações dizem que isso é fundamental. Na prática é muito diferente"

TIPOS DE EMPRESAS
"Existem três tipos de empresas. Um grupo diz que de fato as pessoas são importantes. Essas companhias estão preocupadas com qualidade de vida e buscam alternativas para essa questão. Ou seja, o discurso é genuíno. O segundo grupo diz que as pessoas são importantes, destacam isso em power points e os apresentam em seminários. O discurso é maravilhoso, mas carece de verdade. É apenas uma peça mercadológica. O terceiro e último grupo sequer coloca isso na ordem do dia, sequer assumiu a preocupação com a qualidade de vida"

SOBRE DESABAFOS
"Muitos executivos choraram durante as entrevistas. Afinal, eles falaram de seus cânceres. Alguns jamais tinham exposto os dilemas pessoais. A crise com os cônjuges. Os problemas com os filhos. A ausência da vida familiar. A impossibilidade de demonstrar fraquezas. Foi um trabalho muito difícil e esclarecedor.

FONTE: http://epocanegocios.globo.com/Revista/Epocanegocios/0,,EDG77241-8374-3,00.html

IMAGEM: http://www.journalistenakademie.de/oj15dossier/bilder/stress.gif

  • criado por  artebrasilis criado por artebrasilis
  • Postado em 11:54:35