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Estudo mostra as profissões do futuro no Brasil
07/11/2007
Um estudo realizado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro aponta que o crescimento da economia, nos últimos anos, fez o Brasil esbarrar na dificuldade de encontrar mão-de-obra especializada em algumas áreas. Segundo a pesquisa, a próxima década será marcada por uma disputa por qualificação e que a profissão mais procuradas até 2015 será Engenharia de Petróleo. A informação é do Jornal Nacional.
Em segundo lugar aparece a área de engenharia ambiental. Entre as atividades de nível superior, os analistas de sistemas também estão bem posicionados (quinto lugar).
As dez primeiros colocados no estudo são: engenheiro de Petróleo, engenheiro ambiental, técnicos em produção, conservação e de qualidade de alimentos, ajudantes de obras civis, analistas de sistemas computacionais (TI), trabalhadores da fabricação de cerâmica estrutural para construção, técnicos de produção de indústrias químicas, petroquímicas, refino de petróleo, gás e afins, técnicos em fabricação de produtos plásticos de borracha, técnicos florestais e técnicos em manipulação farmacêutica.
A pesquisa Perspectivas Estruturais do Mercado de Trabalho na Indústria Brasileira - 2015 ouviu representantes de 415 empresas em todo o País e analisou 128 profissões com as melhores chances até o ano de 2015.
O estudo foi realizado em parceria com o Serviço Brasileiro de Apoio a Micro e Pequena Empresa (SEBRAE-RJ) e teve supervisão técnica da Fundação Getulio Vargas (FGV).
FONTE: Clipping Eletrônico - Departamento de Comunicação, PUC-Campinas - http://www.puc-campinas.edu.br/servicos/detalhe.asp?id=31735
IMAGEM: http://www.amib.com.br/paginasdinamicas/verimagem?id_imagem=192

1- Neurônios coloridos
Investigadores da Universidade de Harvard desenvolveram uma técnica que faz com que os neurônios sintetizem 90 cores diferentes, com a cor de cada neurônio a variar conforme as proteínas que contém e a sua quantidade. (...).
O objetivo da investigação não é produzir obras de arte psicodélicas, embora as imagens sejam algo de extraordinário, mas a observação da evolução e funcionamento dos circuitos cerebrais, o que poderá permitir, a posteriori, a melhor compreensão das doenças neurológicas e do efeito das drogas no cérebro humano.
O processo foi, até o momento, apenas testado em ratos, mas já se planeja a realização de testes em diferentes animais e mesmo plantas. Em humanos, para já, não será possível, uma vez que o cérebro humano não permite a replicação do processo sem haver sérios estragos.
http://www.boingboing.net/2007/11/02/coloring-the-brains.html
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2- Arco-íris cerebral
Nature
Cientistas usam técnica de manipulação genética para colorir neurônios com tons diferentes e criar imagem multicolorida do cérebro
(Agência FAPESP) – O cérebro nunca foi tão colorido. Com o uso de técnicas de manipulação genética, um grupo de cientistas do departamento de biologia molecular e celular e do Centro de Ciência do Cérebro da Universidade Harvard, Estados Unidos, conseguiu marcar dezenas de neurônios individuais com tons diferentes para criar um “arco-íris” cerebral.
Apelidada de brainbow – mistura de “brain” (cérebro) com “rainbow” (arco-íris) –, a técnica resulta da marcação de neurônios em tons criados com base numa combinação de cores que leva o mapeamento e a produção de imagens de órgãos a um novo patamar. O estudo ganhou a capa da edição de 1º de outubro da revista.
Em 1873, o médico italiano Camillo Golgi (1843-1926) publicou um trabalho em que descrevia o uso de nitrato de prata para destacar neurônios, mas desde então mapear células individuais em cada circuito neural tem sido um desafio para os cientistas.
http://www2.uol.com.br/vivermente/noticias/arco-iris_cerebral.html
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3- Neurônio colorido expõe trama cerebral
Técnica para pintar células nervosas com 90 cores diferentes permite mapear circuitos cerebrais com mais precisão e pode ajudar no estudo de doenças como o autismo e a depressão
Ricardo Bonalume Neto escreve para a “Folha de SP”:
Um século depois de o prêmio Nobel ser dado a um cientista que usou a coloração de células para explicar o funcionamento do cérebro e do sistema nervoso, uma equipe de pesquisadores conseguiu usar a engenharia genética para colorir neurônios com dezenas de cores diferentes.
O efeito produz belas imagens visíveis em microscópio, mas é bem mais que isso. A técnica tem o potencial de ajudar a explicar melhor os circuitos neuronais, deixando claro a diferença entre cérebros normais e doentes. E, com isso, ajuda no tratamento de doenças.
O espanhol Santiago Ramón y Cajal (1852-1934) ganhou o prêmio Nobel de Medicina de 1906 por ter explicado o papel fundamental da células nervosas (neurônios) e das redes que elas criam. Ramón y Cajal usou a técnica de coloração celular criada por Camillo Golgi, que aplicara uma solução de cromato de prata, um sal, para escurecer células cerebrais.
O centenário do pioneirismo foi lembrado na primeira frase do artigo apresentando o novo estudo, publicado na edição de hoje da revista científica britânica "Nature": "Cajal revolucionou a neurobiologia quando usou a coloração de prata de Golgi para rotular pequenos núcleos de neurônios em sua totalidade, com isso identificando os elementos celulares dos circuitos neurais".
Um século depois, os cientistas usaram manipulação de DNA para produzir proteínas fluorescentes de diversas cores e com isso "iluminar" os neurônios de camundongos. O trabalho foi feito por uma equipe de oito pesquisadores do Departamento de Biologia Celular e Molecular e do Centro para Ciência do Cérebro da Universidade Harvard, de Cambridge, Massachusetts, leste dos EUA, liderados por Jean Livet (fazendo um pós-doutorado), Jeff Lichtman e Joshua Sanes.
O resultado é uma espécie de "arco-íris" no cérebro. Em inglês, arco-íris é "rainbow" - literalmente, "arco de chuva" ("rain" é chuva, "bow" é arco). Os cientistas chamaram a técnica de "brainbow", trocando chuva por "cérebro" ("brain").
As cores facilitam a visualização dos eventuais circuitos. "Se você tivesse um cabo de computador com 100 fios todos da mesma cor e tivesse que rastrear cada um deles, seria praticamente impossível", declarou Sanes à agência de notícias "Reuters". "Mas se os fios tivessem 100 cores diferentes, seria bem mais fácil segui-los para ver onde vão e como se ramificam", disse o pesquisador.
Os cientistas acreditam que a técnica do arco-íris cerebral facilitaria o estudo de doenças como autismo, retardamento mental, distúrbio bipolar e mesmo problemas mais simples, como dificuldades de aprendizagem.
Estudos em psiquiatria têm demonstrando cada vez mais que essas doenças mentais e de comportamento estariam ligadas a problemas nos circuitos. O "brainbow" permitiria checar os possíveis "curtos-circuitos" nessas redes neurais.
Idéia iluminada
Usar a bioluminescência tem sido uma técnica comum entre cientistas para visualizar aspectos do metabolismo e do desenvolvimento de seres vivos. Em geral, isso se faz usando uma proteína que produz uma cor fluorescente verde.
O truque básico agora foi usar técnicas de transgenia (importar DNA de outros organismos) para produzir uma maior paleta de cores -cerca de 90 tonalidades distintas.
"Da mesma maneira que um monitor de televisão codifica cores ao misturar três canais primários - vermelho, verde e azul-, a combinação de três ou mais matizes corantes pode gerar muitas tonalidades diferentes", escreveram os cientistas.
(Folha de SP, 1/11)