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Saindo de cena
Um afastamento temporário da rotina ajuda a abrir caminhos, resgatar planos e descobrir aonde queremos chegar
(...) há momentos em que é preciso parar as máquinas. Afastar-se da rotina é um bom jeito de ver, de fato, o que está acontecendo em nossas vidas. Esse tempo pode ser aproveitado para tocar antigos projetos pessoais ou até descobrir novos rumos – até porque muitas vezes eles nem estão tão claros assim. Se for o caso, você pode voltar e deixar tudo do jeitinho que estava – o que importa é que seu olhar dali por diante terá mudado.
Trocando em miúdos, isso quer dizer parar mesmo de trabalhar, estudar, cuidar da casa, das crianças. Enfim, interromper temporariamente a atividade principal. Não se trata de férias, é uma parada mesmo. Coisa de mais de um mês – podem ser meses ou anos, isso é você quem decide, dependendo do que pretende fazer com esse tempo. Existe até um nome para isso: período sabático. O termo, ainda pouco conhecido, vem da palavra hebraica shabat e marca o dia de descanso semanal dos judeus. Hoje, o conceito foi ampliado e significa dar uma parada em busca de qualidade de vida, mudança de hábitos e realização pessoal. “Precisei andar 800 quilômetros para dar um salto de 30 centímetros: sair da cabeça e ir até o coração”, resume o consultor financeiro Herbert Steinberg, ao lembrar o momento em que resolveu se afastar dos seus afazeres para fazer uma caminhada até Santiago de Compostela, na Espanha.A experiência rendeu frutos como o livro Sabático, um Tempo para Crescer.Herbert define o sabático como a interrupção da rotina para criar oportunidades de crescimento. “É um período de estudo, de criação artística ou de qualquer outra coisa ditada pelo sonho individual. Para que continue após a sua realização, é preciso, em primeiro lugar, atender a uma profunda aspiração íntima.”
Parar por quê?
Diferentemente das férias, o período sabático é motivado por uma necessidade de renovação, não de descanso puro e simples. Ele requer um sonho, o projeto de uma nova experimentação – pode ser uma viagem de veleiro, uma escalada ao monte Kilimanjaro, uma temporada de trabalho voluntário, um curso ou mesmo um tempo longe do trabalho só para se dedicar aos filhos. O fundamental é sair da rotina para rever os rumos e conseguir uma mudança interior, uma virada na vida.
No livro A Essencial Arte de Parar, o psicoterapeuta americano David Kundtz diz que só fazendo essas paradas, mesmo que curtas, podemos ficar totalmente despertos e recordar quem somos. Kundtz diz que parar por um determinado tempo – não importa quanto – ajuda a entrar em contato com você mesmo: descobrir quem você é e o que quer da vida de verdade. Esse tempo individual ajuda a seguir na direção desejada na hora em que é preciso tomar uma decisão ou executar uma tarefa. Sem esse período de reflexão, acabamos sendo levados pelo turbilhão dos acontecimentos. “Era impressionante a quantidade de pessoas que eu conhecia que levavam a vida como autômatos. Esse era um filme que eu não queria repetir. Senti necessidade de parar e refletir sobre minha própria condição no mundo, confirmando ou modificando trajetórias”, diz Herbert Steinberg.
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Na verdade, não é preciso de rótulos para tirar um período sabático. Sem sequer conhecer o significado da palavra, milhares de jovens do mundo todo passam meses viajando pelo mundo de mochila. Sem saber, estão em sabático. Na Inglaterra, é bastante conhecido o chamado Gap Year, um ano que muitos britânicos tiram entre o fim do ensino médio e o ingresso na universidade, normalmente para se dedicar a algum trabalho voluntário. (...) Em Israel, freqüentemente rapazes e moças que terminam o serviço militar obrigatório passam de seis meses a um ano viajando antes de retomarem suas atividades. Esse período de aprendizado e reflexão ajuda a tirar dúvidas sobre qual carreira escolher – isso mostra que não é preciso chegar aos 40 nem trabalhar dez anos em uma empresa para sentir necessidade de um tempo.
No filme italiano Pão e Tulipas, Rosalba, uma dona-de-casa, vive sem saber uma experiência parecida. Viajando pela Itália em uma excursão de ônibus com sua família, ela é esquecida pelo marido e os filhos em um restaurante de beira de estrada. Rosalba então aproveita a situação para conhecer Veneza, a cidade dos seus sonhos. Pede carona, trabalha como florista, faz novos amigos. Mais ainda: descobre entre estranhos um carinho e uma cumplicidade mais intensos do que tinha com seu marido e filhos.
(...) Assim como a terra precisa de um tempo de descanso para continuar fértil, nós também necessitamos de um período longe da rotina para que novas idéias possam frutificar em nossa cabeça. (...) O sabático também sempre esteve muito presente na antroposofia, ciência espiritualista criada por Rudolf Steiner, no início do século passado, que se propõe a reunir os pensamentos científico, artístico e espiritual e, dessa forma, responder algumas das questões mais profundas do homem moderno sobre si mesmo e sobre suas relações com o Universo. Na pedagogia criada por Steiner, também conhecida como pedagogia Waldorf, o desenvolvimento dos seres humanos é explicado em ciclos de sete anos, chamados setênios. Cada setênio apresenta momentos diferentes de desenvolvimento da criança. O professor é um tutor que guia a mesma turma por sete anos. Depois disso, tem direito a um período para recarregar as baterias. (...)
No Brasil, ainda é pequeno o número de empresas que oferecem a possibilidade de um período sabático aos funcionários. Por isso, por aqui, a maioria das pessoas que resolve parar precisa se organizar por conta própria. Isso inclui guardar dinheiro por um tempo, planejar-se – até porque, evidentemente, é inviável parar de trabalhar, resolver viajar ou seja lá o que for, sem um suporte financeiro. Pois bem, mas aqui chegamos a um ponto que costuma render discussões acaloradas: o dinheiro.A falta dele muitas vezes é usada como desculpa para não mudar.Afinal de contas,mexer em uma situação consolidada normalmente quer dizer trocar o conforto do conhecido por algo incerto. E isso pode significar aprender a viver com menos.
(...) Pode ser que esta seja a chave: afastar para ver melhor. É como apreciar uma obra de arte com o rosto colado na tela – não dá para ver nada, a pintura vira um borrão. Se dermos alguns passos para trás, tudo começa a ficar mais nítido. Até que a beleza da obra começa a aparecer – no caso da vida, o máximo que pode acontecer é resolvermos mudar o quadro de lugar e pintar a parede de outra cor. O resultado pode ser surpreendente.
LEIA NA ÍNTEGRA EM: http://vidasimples.abril.com.br/edicoes/037/06.shtml
PARA SABER +
FILME
Pães e Tulipas, dir. Silvio Soldini, 2000
LIVROS
Sabático, um Tempo para Crescer, Herbert Steinberg, Gente
A Essencial Arte de Parar, David Kundtz, Sextante
The Sabbatical Mentor – A Practical Guide to Successful Sabbaticals, Kenneth Zahorski, Anker Publishing Company
IMAGEM: www.hotelbonsai.com.br/index.php?idcanal=66

Metamorfose na ponta dos seus dedos
por Lívia de Almeida
"Quando Mari tinha 4 anos, conheceu sua avó japonesa. Só que a menina não entendia quase nada do que ela dizia. A avó também não falava português mas, de maneira sábia, achou um jeito de elas se comunicarem: com folhas de papel e algumas dobraduras, surgiam figuras com as quais presenteava a neta. “O origami foi uma ponte”, lembra Mari Kanegae, hoje professora na Aliança Cultural Brasil-Japão, em São Paulo. A arte de dobrar papéis conquista facilmente as crianças, porque elas mesmas podem criar seus brinquedos. Afinal, quem nunca voltou da escola com um chapéu de soldado na cabeça? Mas o desafio de seguir as orientações dos diagramas encanta também os adultos, interessados em desenvolver a concentração, a habilidade manual e a criatividade. É que a graça do origami está, justamente, no imenso potencial contido no primeiro vinco que se faz no papel. Dali, podem surgir figuras simples (que em um instante ficam prontas) e estruturas complexas, que exigem mais dedicação e persistência. Assim, bancários relaxam de um cotidiano estressante, matemáticos redescobrem os princípios da geometria e até fumantes se esquecem de pitar um cigarrinho. E, como as crianças, divertem-se com a mágica criada na ponta de seus dedos".
Para saber mais
Livros:
- Brincando com Papel, Mari Kanegae & Alice Haga, Global
-Origami, Mari Kanegae e Paulo Imamura, Aliança Cultural Brasil-Japão
FONTE e IMAGEM: http://vidasimples.abril.com.br/edicoes/045/04.shtml
'Comunicados e Notícias' do Setor de Terapia Ocupacional da Rede Metodista de Educação do Sul divulga o Arte Brasilis :
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Blog sobre arte
Arte Brasilis, para educadores
http://artebrasilis.blog.terra.com.br
Arte Brasilis: uma reunião de textos, percepções
e referências para professores, arte-educadores,
arte-reabilitadores, educadores ambientais e interessados em cultura brasileira.
SAIBA MAIS SOBRE A TERAPIA OCUPACIONAL:

Apresentação
Como as demais profissões da área da saúde, a Terapia Ocupacional tem como pressuposto teórico e prático básico as ações do homem e seu bem-estar. Suas funções estão arraigadas no objetivo de oportunizar autonomia e ampliar a independência física e emocional das pessoas, favorecendo uma nova reengenharia das atividades diárias, tais como vestir-se, alimentar-se, bem como o gerenciamento do tempo livre, atividades de lazer e do trabalho produtivo.
O Curso de Terapia Ocupacional do Centro Universitário Metodista IPA capacita o profissional a a desenvolver, prevenir ou reabilitar, no mais alto nível possível de independência, as pessoas portadoras de limitações físicas, psicossociais, alterações de desenvolvimento, de aprendizagem e/ou de doença mental.
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Áreas de Atuação
O Terapeuta Ocupacional através de um processo avaliativo realiza atividades tais como: desenvolvimento perceptivo- motor com bebes prematuros, portadores de acidente vascular cerebral, portadores de demência senil; atividades para elevar a auto- estima; adaptações que facilitam as atividades no lar e no trabalho para pessoas portadoras de alterações físicas, mentais e/ou sensoriais ; atividades ergonômicas e de qualidade de vida no trabalho com cunho preventivo e reabilitador; ações para amenização de processos dolorosos de recuperação da capacidade funcional, laborativa e socialização; ações coletivas para a socialização de pessoas idosas e/ou portadoras de deficiência e doença mental, entre outras.
Mercado de Trabalho
A inserção dos profissionais ocorre em hospitais, clínicas, ambulatórios, centros de reabilitação, escolas especiais, empresas, trabalho comunitário, órgãos públicos ou na iniciativa privada. O Terapeuta Ocupacional atua na área da saúde, educação em ensino e pesquisa, almejando sempre a melhoria das condições de saúde e de qualidade de vida das pessoas.
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http://www.metodistadosul.edu.br/graduacao/terapiaocupacional/capa