Arte Brasilis

ARTE BRASILIS é uma REVISTA ELETRÔNICA de ARTE, CIÊNCIA, FILOSOFIA e EDUCAÇÃO. Textos e referências para amigos, educadores, interessados em Cultura Brasileira e Educação para a Paz. artebrasilis@hotmail.com (MSN) artebrasilis@bol.com.br

Arte Brasilis

ARTE BRASILIS é uma REVISTA ELETRÔNICA de ARTE, CIÊNCIA, FILOSOFIA e EDUCAÇÃO. Textos e referências para amigos, educadores, interessados em Cultura Brasileira e Educação para a Paz. artebrasilis@hotmail.com (MSN) artebrasilis@bol.com.br
<  Novembro 2007  >
S T Q Q S S D
      1 2 3 4
5 6 7 8 9 10 11
12 13 14 15 16 17 18
19 20 21 22 23 24 25
26 27 28 29 30    
Receba os posts
Terra Blog

Arquivo de: Novembro 2007, 18

18.11.07

CARYBÉ.TRADUÇÃO DE UMA CULTURA

categorias: MEMÓRIA NACIONAL

 

Carybé (Hector Julio Páride Bernabó)
Artista Plástico Argentino

07/02/1911, Lanús, Argentina
01/10/1997, Salvador, Bahia



FONTE: http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/ult1789u665.jhtm


Argentino naturalizado brasileiro, Hector Julio Páride Bernabó ficou internacionalmente conhecido como Carybé, um destacado artista plástico figurativo do século 20.

Nascido em 7 de fevereiro de 1911, na pequena cidade de Lanús, subúrbio de Buenos Aires, o pintor viveu em Gênova e Roma (Itália) dos 6 meses aos 8 anos. Em 1919, veio morar no Brasil onde completou os estudos secundários no Rio de Janeiro e estudou na Escola Nacional de Belas Artes.

Em 1927, retornou para a Argentina, onde trabalhou em diversos jornais, até que o periódico 'Prégon' o contratou para viajar por vários países fazendo e enviando desenhos e reportagens de onde passasse. Com isso, Carybé começou a ter contato com várias culturas e diferentes formas de expressão artística, que influenciaram o seu trabalho como pintor. Em uma dessas viagens conheceu Salvador, onde começou a ter contato com a cultura baiana.

Até meados dos anos 40, Carybé viveu entre vários países, mas sempre retornando ao Brasil. Neste período, trabalhou como ilustrador de obras literárias e traduziu o livro Macunaíma, de Mário de Andrade, para o espanhol. Em 1943, fez sua primeira exposição individual e ilustrou o livro "Macumba, Relatos de la Tierra Verde", de Bernardo Kordan.

Em 1946, casou-se com Nancy, na província argentina de Salta, com quem teve dois filhos, o artista plástico Ramiro e a bióloga Solange. Após várias viagens para Salvador, em 1950 foi morar definitivamente na capital baiana, onde, através de uma carta de recomendação de Rubem Braga, foi contratado para fazer murais em prédios e obras públicas.

Durante os quase 50 anos em que viveu na Bahia, Carybé desenvolveu uma profunda relação com a cultura e com os artistas de Salvador. As manifestações culturais locais, como o candomblé, a capoeira e o samba de roda, passaram a marcar a sua obra. Ao lado de outros artistas plásticos, como Jenner Augusto, Mário Cravo e Genaro de Carvalho, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas no Estado.

Bastante eclético, Carybé experimentou ao longo de sua vida grande parte das técnicas artísticas conhecidas, como aquarelas, desenhos, esculturas, talhas, cerâmicas, entre outros. Além desses trabalhos, destacou-se também na criação de diversos murais pelo mundo, entre eles, um no Aeroporto de Nova York.

 

                    



Em 1957, o artista naturalizou-se brasileiro. Entre seus grandes amigos no país, destacou-se o escritor Jorge Amado, que escreveu, em sua homenagem, 'O Capeta Carybé'. Na obra, o artista foi definido como "feito de enganos, confusões, histórias absurdas, aparentes contradições, e, ao mesmo tempo, é a própria simplicidade". Carybé fez desenhos em inúmeras obras de Amado, além de ilustrar trabalhos para livros de outros autores de grande expressão, como Mário de Andrade, Gabriel García Márquez e Pierre Verger.

O artista também escreveu livros como 'Olha o Boi' e foi co-autor da obra 'Bahia, Boa Terra Bahia', com Jorge Amado. Em 1981, após 30 anos de pesquisa, publicou a Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia. Realizou também roteiros gráficos, direção artística e figurinos para teatro e cinema.

Por quase toda a sua vida, o pintor acreditou que o seu apelido Carybé provinha de um pássaro da fauna brasileira. Somente muitos anos depois, através do amigo Rubem Braga, descobriu que a sua alcunha significava 'mingau ralo', o que lhe rendeu diversas brincadeiras.

Freqüentador do terreiro de candomblé Ilê Axé Opô Afonjá, Carybé morreu aos 86 anos, no dia 1° de outubro de 1997, em Salvador, durante uma cerimônia no próprio terreiro. O artista deixou como legado mais de 5.000 trabalhos, entre pinturas, desenhos, esculturas e esboços.

http://br.youtube.com/watch?v=Lxa-U3jbkuQ >> VÍDEO-HOMENAGEM A CARYBÉ

 

LEIA TAMBÉM:

  Carybé - Miriam Fraga


Confundindo-se com um livro de história, "Carybé" retrata a vida deste pintor e ilustrador tão importante para o Brasil e para a Bahia; e reflete de forma bela e concisa sobre o contexto histórico e o modernismo, a cultura afro-brasileira e a fascinante cidade de São Salvador.
Ed. Moderna

 

CLIMA MUSICAL:

TOQUINHO, AO VIVO: BERIMBAU (BADEN POWELL/VINÍCIUS DE MORAES)

http://br.youtube.com/watch?v=CfJn7_rCj9k

"...Quem de dentro de si
não sai
Vai morrer sem amar
ninguém..."

letra: http://www2.uol.com.br/cante/lyrics/Baden_Powell_e_Vinicius_de_Moraes_-_Berimbau.htm

  • criado por  artebrasilis criado por artebrasilis
  • Postado em 14:03:35

A BRASILIDADE DE CLARA NUNES

categorias: MEMÓRIA NACIONAL

 

Clara Nunes nasceu em Paraopeba, MG, em 12 de agosto de 1943. O pai, Mané Serrador, era violeiro e cantador de folias-de-reis. Órfã desde pequena, aos 16 anos foi para Belo Horizonte, onde conseguiu empregar-se como operária numa fábrica de tecidos.

Por essa época cantava no coral de uma igreja, ao mesmo tempo em que, ajudada pelos irmãos, concluía o curso normal. Em 1960 foi a vencedora da final do concurso A Voz de Ouro ABC, em sua fase mineira, com Serenata do Adeus (Vinícius de Moraes), e obteve o terceiro lugar, na finalíssima realizada em São Paulo, com Só Adeus (Jair Amorim e Evaldo Gouveia). Contratada pela Rádio Inconfidência, de Belo Horizonte, durante um ano e meio teve um programa exclusivo na TV Itacolomi. Nessa mesma época, cantava em boates e clubes, tendo sido escolhida, por três vezes, a melhor cantora do ano.

Em 1965 foi para o Rio de Janeiro e passou a apresentar-se na TV Continental, no programa de José Messias. Ainda nesse ano, após teste, foi contratada pela Odeon, que, em 1966, lançou seu primeiro LP, A voz adorável de Clara Nunes, em que interpreta boleros e sambas-canções. Em 1968, gravou Você passa e eu acho graça (Ataulfo Alves e Carlos Imperial), que foi seu primeiro sucesso e marcou sua definição pelo samba.

Em 1972, além de ter realizado seu primeiro show, Sabiá, sabiô (com texto de Hermínio Bello de Carvalho), no Teatro Glauce Rocha, no Rio de Janeiro, lançou o LP Clara, Clarice, Clara, com musicas de compositores de escolas de samba e outras de Caetano Veloso e Dorival Caymmi. Ainda nesse ano, gravou o samba Tristeza pé no chão (Armando Fernandes), apresentado no Festival de Juiz de Fora, que vendeu mais de 100 mil copias. Em fevereiro 1973, estreou no Teatro Castro Alves, em Salvador, com o show O poeta, a moça e o violão, ao lado de Vinícius de Moraes e Toquinho. Em 1973 gravou na Europa o LP Brasília e, no Brasil, o LP Alvorecer, que chegou ao primeiro lugar de todas as paradas brasileiras com Conto de areia (Romildo e Toninho). Em 1974, ao lado de Paulo Gracindo, atuou no Canecão, no Rio de Janeiro, na segunda montagem do espetáculo Brasileiro, profissão esperança, de Paulo Pontes (do qual foi lançado um LP), que contava as vidas de Dolores Duran e de Antônio Maria. Em 1975, ano do seu casamento com o compositor Paulo César Pinheiro lançou Claridade, seu disco de maior sucesso. Outro grande sucesso veio em 1976, com o disco Canto das três raças. Em 1977 lançou As forças da natureza, disco mais dedicado ao samba e ao partido-alto. Em 1978 lançou o disco Guerreira, interpretando outros ritmos brasileiros. Em 1979 lançou o disco Esperança. No ano seguinte veio Brasil mestiço, que incluiu o sucesso Morena de Angola, composto por Chico Buarque para ela. Em 1981 lançou Clara, com destaque para Portela na avenida. No auge como intérprete, lançou em 1982 Nação, que seria seu último disco.

Morreu em 02 de Abril 1983, depois de 28 dias de agonia, hospitalizada após um choque anafilático ocorrido durante uma cirurgia de varizes. Em dezembro de 1997, a gravadora EMI reeditou a obra completa da artista, em 16 CDs remasterizados no estúdio de Abbey Road, em Londres, e embalados em capas que reproduzem as originais.

Biografia: Enciclopédia da Música Brasileira
Art Editora e PubliFolha


Morena de Angola                                            

(Chico Buarque)

>>>>>>>> OUÇA O CLIPE >>>>>>>>>>>

http://br.youtube.com/watch?v=vNLJO06eAsU&feature=related


Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela

Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela

Será que a morena cochila escutando o cochicho do chocalho

Será que desperta gingando e já sai chocalhando pro trabalho

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela

Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela

Será que ela tá na cozinha guisando a galinha à cabidela

Será que esqueceu da galinha e ficou batucando na panela

Será que no meio da mata, na moita, a morena inda chocalha

Será que ela não fica afoita pra dançar na chama da batalha

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela

Passando pelo regimento ela faz requebrar o sentinela

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela

Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela

Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela

Será que quando ela vai pra cama a morena se esquece dos chocalhos

Será que namora fazendo bochincho com seus penduricalhos

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela

Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela

Será que ela tá caprichando no peixe que eu trouxe de Benguela

Será que tá no remelexo e abandonou meu peixe na tigela

Será quando fica choca põe de quarentena o seu chocalho

Será que depois ela bota a canela no nicho do pirralho

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela

Eu acho que deixei um cacho do meu coração na Catumbela

Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela


IMAGEM: http://www.geocities.com/SouthBeach/Bay/2796/clara_nunes2.jpg

  • criado por  artebrasilis criado por artebrasilis
  • Postado em 13:20:49