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ARTE BRASILIS é uma REVISTA ELETRÔNICA de ARTE, CIÊNCIA, FILOSOFIA e EDUCAÇÃO. Textos e referências para amigos, educadores, interessados em Cultura Brasileira e Educação para a Paz. artebrasilis@hotmail.com (MSN) artebrasilis@bol.com.br

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Arquivo de: Novembro 2007, 27

27.11.07

FELICIDADE E QUÍMICA CEREBRAL

A FELICIDADE E A QUÍMICA CEREBRAL DA SAÚDE

(A Felicidade e a química cerebral da saúde; “Conexão Saúde”; 3ª edição; Rio de Janeiro; Best Seller, 2007)

 

 



Deepak Chopra *



É óbvio que as pessoas mais saudáveis são mais felizes que as doentes. E vários estudos vêm confirmando que o inverso também é verdadeiro: pessoas felizes são mais saudáveis que as infelizes. Parece que a felicidade, que nada mais é do que ter pensamentos positivos a maior parte do tempo, provoca alterações químicas no cérebro que, por sua vez, exercem efeitos profundamente benéficos sobre o organismo.

Por outro lado, pensamentos negativos ou depressivos causam alterações químicas que prejudicam o corpo. As substâncias químicas do cérebro, pelas quais os pensamentos operam, são chamadas de neurotransmissores. Pelo menos trinta tipos diferentes de neurotransmissores já foram indentificados. A proporção em que cada um deles aparece depende do estado de espírito cultivado pela pessoa ao longo da vida. Uma vez que controlamos conscientemente os pensamentos – escolhemos o que pensar –, é claro que a química cerebral pode ser controlada com facilidade, embora seja muito difícil oferecer provas científicas desse fato. Pensar é exercitar a química cerebral. É ela que induz a secreção hormonal em várias regiões do cérebro, como o hipotálamo e a hipófise, e esses hormônios transmitem mensagens a todos os órgãos do corpo.

Analisemos, primeiramente, alguns exemplos específicos de pensamentos negativos. A raiva e a hostilidade aceleram os batimentos cardíacos, elevam a pressão arterial e deixam a pessoa vermelha, entre outras coisas. A ansiedade também acelera o coração e faz a pressão subir, provoca tremores nas mãos, suor frio, peso no estômago e fraqueza generalizada. Os distúrbios mentais sérios há muito tempo são relacionados a alterações químicas no cérebro. Para citar um pesquisador: “Não há um único pensamento distorcido sem que haja também uma molécula distorcida”.

Do mesmo modo, pensamentos positivos, alegres, amorosos e tranqüilos, como compaixão, amizade, bondade, generosidade, afeto, calor e intimidade produzem estados fisiológicos correspondentes através do fluxo de neurotransmissores e hormônios pelo sistema nervoso central. As profundas mudanças fisiológicas induzidas por pensamentos positivos levam à boa saúde porque são intermediadas por neurotransmissores estimulantes. Se, como já vimos, o sistema imunológico estiver enfraquecido devido a raiva, apatia, ressentimentos, conflitos e tristeza, então os pensamentos positivos aumentam a resistência do organismo através de um processo semelhante, cujo resultado é inverso.

O “efeito placebo” é um exemplo desse conceito. O placebo é um comprimido feito de açúcar e corante. Ele é dado aos doentes como se fosse um remédio autêntico, e funciona porque os pacientes acreditam que ele vai funcionar. Um grupo de pacientes que apresentava hemorragia provocada por úlcera recebeu do médico um comprimido descrito como a mais moderna e potente droga para o tratamento de úlceras. Setenta por cento dos pacientes deixaram de sangrar imediatamente. Para outro grupo de pessoas, na mesma situação, o médico disse que a droga era experimental, e sua eficácia, desconhecida; em apenas 25 por cento dos pacientes a hemorragia cessou. Todos eles haviam tomado apenas um placebo.

Esse tipo de pesquisa tem ramificações que nem imaginamos. Antigamente, pensava-se que o placebo funcionava porque o paciente enganava a si mesmo. Os médicos reconheciam a sua eficácia, mas consideravam-na apenas um curioso efeito colateral psicológico. Hoje sabemos que os placebos põem em funcionamento os mecanismos de cura do próprio organismo (já descrevi os anestésicos naturais que o corpo produz com essa finalidade). Os placebos são os melhores remédios do mundo. Os pesquisadores estão começando a ver as possibilidades oferecidas pelo emprego do efeito placebo no tratamento de problemas orgânicos graves, inclusive o câncer. Norman Cousins, cujos livros despertaram o público para esse fato, afirma: “O placebo não é um remédio, mas o médico interior”.

Os placebos funcionam pela liberação de neurotransmissores. Isso significa que a substância ativa dos placebos são os pensamentos do paciente. Naquele caso das úlceras, a hemorragia de um dos grupos cessou porque os doentes acreditaram que o comprimido funcionaria, e quanto menor a fé, menor a cura. Os placebos são tão poderosos que alguns pacientes que se queixavam de náuseas se sentiram imediatamente aliviados depois de tomar o remédio oferecido pelo médico. Acontece que aquele medicamento induzia as náuseas. Quando a fé é bem canalizada, pode alterar completamente, e não apenas realçar a “realidade” das drogas. Quando se acredita que um comprimido alivia a dor de cabeça, abaixa a pressão, melhora o desempenho sexual, dá mais energia, aumenta o apetite, faz emagrecer ou engordar, e até mesmo que cura um tumor maligno, pode apostar que os resultados serão exatamente esses.

Para que os pensamentos curem eles devem ser sinceros e constantes, pois quanto mais eles agirem sobre os neurotransmissores apropriados mais os neurotransmissores poderão influenciar o cérebro. Se os padrões de pensamento e o estado de espírito são tão importantes, como mudá-los para melhorar? Para responder a essa pergunte é preciso antes de mais nada entender o que é o pensamento e a mente. É disso que trata o próximo capítulo.

Fonte:
Livro: “Conexão Saúde”, 15 – A Felicidade e a química cerebral da saúde (páginas 102-105; 3ª edição; Rio de Janeiro; Best Seller, 2007.

* DEEPAK CHOPRA, fundador do Centro de Bem-Estar Chopra, é um proeminente professor da filosofia oriental para o Ocidente. Com mais de 40 títulos publicados, seus livros já venderam milhões de cópias em todo o mundo.

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  • Postado em 19:22:00

DIA NACIONAL DE COMBATE AO CÂNCER

O Dia Nacional de Combate ao Câncer (27/11) foi criado em 1988 para ampliar o conhecimento da população sobre o tratamento e, principalmente, sobre a prevenção da doença.
http://www.inca.gov.br/eventos/dncc/2006

 

                 

O nosso corpo é formado por diversos tipos de células. Normalmente, as células crescem, se dividem e morrem. Algumas vezes, as células podem sofrer mutações e começam a crescer e a se dividir mais rápido do que as células normais e podem formar um tumor. Se esse tumor for canceroso (também chamado de "maligno"), eles podem invadir e matar as células saudáveis do corpo. E desses tumores malignos, algumas células podem se espalhar e formar novos tumores em outras partes do corpo.

Ainda falta muito para se conhecer com clareza o que determina o aparecimento de cada tipo de câncer, mas já se conhece vários fatores que contribuem para o seu desenvolvimento, como alguns genes e fatores ambientais.

(...) Segundo André Murad, coordenador do Serviço de Oncologia do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Minas Gerais e vice-presidente da Sociedade Brasileira de Oncologia, a grande dificuldade brasileira para enfrentar o câncer é despertar a consciência da população e classe médica para a importância da prevenção. Ele explica que todas essas modalidades de câncer que registram o maior número de casos e de óbitos são preveníveis e que o Brasil conseguiria reduzir consideravelmente a marca apenas adotando medidas simples.

A maioria dos cânceres que estão relacionados à dieta pode ser prevenida, assim como pode ser prevenida a totalidade dos cânceres causados por tabagismo e pelo uso de bebida alcóolica.

Exames específicos conduzidos regularmente por profissionais de saúde também são importantes quando o assunto é prevenção. Nesses exames simples podem ser detectados câncer de mama, de colo de útero, reto, próstata, testículo, língua, boca e pele, entre outros.

O auto-exame de mama e de pele também é um importante aliado e pode resultar num diagnóstico precoce da doença. A prática do sexo seguro entra na lista das medidas mais importantes para combater o câncer de colo de útero, prevenindo 80% dos casos.


Detecção precoce

A detecção precoce pode reduzir a mortalidade pelo câncer, pois o tratamento em estágios iniciais do câncer é freqüentemente menos agressivo do que em estágios mais avançados.

O exame clínico é o exame mais amplamente disponível para a detecção do câncer. Pela observação visual direta ou assistida podem ser identificados, por exemplo, o câncer de pele, boca, laringe, genitália externa e colo uterino. A palpação é capaz de detectar nódulos ou tumores no seio, na tireóide, próstata, testículos, ovários, pescoço, dentre outros.

Cânceres mais internos necessitam de procedimento e testes como endoscopia, radiografias, ressonância magnética ou ultra-sonografia. Alguns testes laboratoriais, como Papanicolau para detecção de câncer de colo de útero, teste de sangue oculto nas fezes para pesquisa de câncer no intestino e medida do PSA para câncer de próstata, podem ser utilizados para detecção de cânceres específicos.

Os pesquisadores têm trabalhado para melhorar os métodos de detecção precoce de câncer, tais como novas técnicas de imagem para descobrir o câncer de mama. Além disso, estudos genéticos de famílias com uma incidência elevada de certo tipo de câncer tem permitido a identificação de um número de genes relacionados ao desenvolvimento de câncer, o que poderia possibilitar a detecção precoce do câncer em pessoas com esses genes.

O tipo e periodicidade dos testes de triagem para câncer dependerão do risco de desenvolver determinado câncer, como em casos de história pessoal de câncer ou uma forte história familiar de câncer (em 2 ou mais parentes de primeiro grau). Existem alguns testes de aplicação universal, devido a alta incidência, existência de tratamento eficaz de lesões pré-malignas ou câncer em estágio inicial e pela facilidade de realização, como por exemplo, o teste Papanicolau, para prevenção de câncer de colo de útero, que deve ser realizado anualmente em todas as mulheres.

Prevenção

O melhor "tratamento" contra o câncer é a prevenção. Prevenção é definida como a redução da mortalidade causada pelo câncer por meio da redução na incidência de câncer. Pode ser realizada pela mudança no estilo de vida e exposições ambientais, e pelo tratamento bem sucedido de lesões pré-cancerígenas.

O achado mais consistente, após décadas de estudo, foi a forte associação do tabaco e cânceres em várias localidades. Outros exemplos de fatores de risco modificáveis para câncer incluem o consumo de álcool (associado com um risco aumentado para câncer de boca, esôfago e outros), sedentarismo (associado com aumento do risco para câncer de intestino, mama e possivelmente outros cânceres) e a obesidade (associado com câncer de intestino, mama, endométrio, e possivelmente outros). Portanto, evitar o consumo excessivo de álcool, o sedentarismo, o tabagismo e manter o peso corporal recomendado contribui para a redução do risco de certos tipos de câncer. Outros fatores de estilo de vida e ambientais reconhecidos por afetar o risco de câncer incluem certas práticas de relação sexual e reprodutiva, uso de estrógenos, exposição à radiação ionizante e radiação ultravioleta, certos produtos químicos, e agentes infecciosos.

Estudos demonstraram uma relação dos alimentos e nutrientes ingeridos com muitos tipos de câncer. O consumo de frutas e vegetais foram associados com uma redução do risco de variados tipos de câncer. Mas ainda não se conhece que componente específico das frutas e vegetal é responsável por essas associações observadas. Por outro lado, o consumo de carne vermelha e a ingestão inadequada de ácido fólico, tem sido associados com um risco aumentado de câncer de intestino.

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Perspectivas para o Futuro

Com a maioria dos tumores ainda sem cura e com os efeitos colaterais provenientes dos tratamentos que são empregados atualmente, o câncer ainda é um grande desafio para a ciência e para a medicina. Entretanto, a expectativa dos especialistas é de que o tratamento do câncer sofra uma mudança radical dentro dos próximos anos.

Segundo André Murad, os tratamentos existentes atacam as células afetadas mas atingem as normais. Mas já começa a aparecer uma luz no fim do túnel. O desenvolvimento da genética e da biologia molecular trazem boas perspectivas e a ciência está mapeando as células para descobrir as diferenças entre uma doente e uma saudável. "Isso ajuda a desenvolver substâncias para anular as proteínas que alimentam as células cancerosas. Sem essas proteínas as células doentes não resistem e morrem sem que as normais sejam afetadas", explica 


(...) o próprio tratamento convencional já apresenta avanços significativos, na opinião de Murad. Ele explica que a quimioterapia tem utilizado drogas menos tóxicas e menos agressivas ao organismo. Outra vantagem é que está sendo adotada a quimioterapia primária, principalmente nos casos de câncer de mama e de reto, fazendo com que o tumor diminua antes de uma cirurgia. Com esse procedimento a parte do corpo afetada fica preservada e não precisa ser mutilada.
http://boasaude.uol.com.br/lib/showdoc.cfm?LibCatID=-1&Search=cancer&LibDocID=4045

IMAGEM: http://images.pennnet.com/gallery/cgw/0600_cancer_cells.jpg



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  • Postado em 18:58:27