| S | T | Q | Q | S | S | D |
|---|---|---|---|---|---|---|
| 1 | 2 | 3 | 4 | 5 | ||
| 6 | 7 | 8 | 9 | 10 | 11 | 12 |
| 13 | 14 | 15 | 16 | 17 | 18 | 19 |
| 20 | 21 | 22 | 23 | 24 | 25 | 26 |
| 27 | 28 | 29 | 30 | 31 |
CARO LEITOR,
PEDI AO AMIGO LUIZ MAIA PARA REPRODUZIR ESTE RELATO. PERMISSÃO GENTILMENTE CONCEDIDA, EIS O INTERESSANTE TEXTO.
.

Meu encontro com Vinicius de Moraes
Publicado em, 28/11/2007 no JC on line
http://meujc.uol.com.br/canais/noticias/2007/11/28/meu_encontro_com_vinicius_de_moraes__595.php
"Eu possa dizer do amor / Que não seja imortal, posto que é chama / Mas que seja infinito enquanto dure." Bem à vontade, sentado numa cadeira de bar do hotel, despojado de vaidades, metido numa bermuda surrada, foi assim que de repente Vinicius de Moraes surgiu diante de mim. Foi no ano de 1972, na cidade do Recife. Ao lado de Toquinho e Maria Medaglia, Vinicius viera participar do show 'Encontro', no Teatro Santa Isabel.
Foi um prazer imenso poder conversar um pouco com ele, num hotel à beira-mar de Boa Viagem. Impressionava-me o fato dele não largar o copo de uísque. Não que ele ficasse a beber o tempo inteiro. Não era isso. Talvez mantivesse o hábito de levar consigo a bebida por necessitar de um apoio.
Houve um momento em que ele elogiou a acústica do teatro e a cor esverdeada do mar nordestino. Depois, com um sorriso nos lábios, disse-me que as mulheres do Recife eram belas como as do Rio. Adiante fizemos um brinde à vida, enaltecendo a mulher brasileira. Uma noite eu fui ao show a convite dele. Como esquecer minha alegria ao vê-lo cantando músicas que eu só escutara nas rádios?
Na verdade eu não sabia ao certo o presente que o destino me reservara, pois só passei a valorizar esse encontro anos depois de sua morte. Ignorava a real dimensão de sua importância na literatura e na música popular brasileiras. Vinícius de Moraes será lembrado como o maior poeta lírico do seu tempo.
Não teria sentido eu ficar aqui falando de suas qualidades porque outros assim já o fizeram. Apenas dizer que sua linguagem coloquial fez dele um dos maiores compositores da MPB, sendo freqüentemente requisitado para realizar shows pelo mundo afora, ao lado do parceiro Toquinho. Era fácil perceber em Vinicius a marca do poeta que cantava o amor no dia-a-dia, tendo na figura da mulher sua fonte de inspiração maior. O mundo inteiro pode conhecer suas poesias, sonetos e baladas.
Foi uma honra poder conversar amenidades com o poeta, desfrutando de bons momentos ao seu lado. O fato é que ele merece o reconhecimento de todos pela arte que nos foi legada. Tenho guardado até hoje comigo um autógrafo seu, simples lembrança daquele nosso encontro.
.
# Peço às pessoas para, sempre que possível, lançarem uma sementinha de árvores ou de flores da janela do carro, de um ônibus ou do metrô. #
LUIZ MAIA
.
POST RELACIONADO AO ESCRITOR: http://artebrasilis.blog.terra.com.br/amor_a_natureza_luiz_maia
ASSISTA O CLIPE >>>> ASSISTA O CLIPE >>>> ASSISTA O CLIPE >>>>
"TARDE EM ITAPUÃ" - Vinicius de Moraes e Toquinho (1983)
.
http://br.youtube.com/watch?v=6G4WLc5bC7A
.

PRAIA DE ITAPUÃ - BA
http://www.seia.ba.gov.br/sgdia/sim/imagens/principal/Itapuã.jpg
S I V U C A
Fonte: Wikipédia http://pt.wikipedia.org/wiki/Sivuca
Severino Dias de Oliveira, mais conhecido como Sivuca (Itabaiana, 26 de maio de 1930 — João Pessoa, 14 de dezembro de 2006) foi um dos maiores músicos brasileiros do século XX, de grande repercussão internacional. Além de compositor, Sivuca era um notável acordeonista (sanfoneiro).
Sivuca contribuiu significativamente para o enriquecimento da música brasileira, sendo reconhecido em todo o mundo por seu trabalho. Suas composições e trabalhos incluem, dentre outros ritmos, choros, frevos, forrós, baião, música clássica, blues, jazz, entre muitos outros.
Sua iniciação musical se deu na infância, tocando em feiras e festas populares já aos nove anos de idade. Mudou-se para o Recife aos quinze anos de idade, onde adotou seu nome artístico.
Seu primeiro LP, em 1950, em parceira com Humberto Teixeira, continha o seu primeiro grande sucesso, "Adeus, Maria Fulô" (que foi regravado numa versão psicodélica pelos Mutantes, nos anos 60).
A partir de 1955, foi morar no Rio de Janeiro. Após apresentações na Europa como acordeonista dum grupo chamado Os Brasileiros, chegou a morar em Lisboa e Paris.
Morou em Nova Iorque de 1964 a 1976, onde, entre outros trabalhos, foi autor do arranjo do grande sucesso "Pata Pata", de Miriam Makeba, com quem então excursionou pelo mundo até o fim da década de 60. Compôs trilhas para os filmes Os Trapalhões na Serra Pelada (1982) e Os Vagabundos Trapalhões (1982)
Em 20 de novembro de 2006 o músico lançou um DVD, totalmente produzido na Paraíba, “Sivuca – O Poeta do Som”, em homenagem aos seus 75 anos, que contou com a participação de 160 músicos convidados. Foram gravadas 13 faixas, além de duas reproduzidas em parceria com a Orquestra Sinfônica da Paraíba.
Faleceu em 14 dezembro de 2006, depois de dois dias internado para tratamento de um câncer, que já o acometia desde 2004. Sivuca deixa uma filha, Flavia, que atualmente está levantando o acervo do pai, e mais três netos, Lirah, Lívia e Pedro.
Discografia
Motivo para Dançar (1956)
Motivo para Dançar Nº 2 - Sivuca e Seu Conjunto (1957)
Rendez-vous a Rio (1965)
Golden Bossa Nova Guitar (1968)
Sivuca (1968)
Putte Wickman & Sivuca (1969)
Sivuca (1969)
Joy - Trilha Sonora do Musical - Oscar Brown Jr. / Jean Pace / Sivuca (1970)
Sivuca (1972)
Live at the Village Gate (1973)
Sivuca e Rosinha de Valença Ao Vivo (1977)
Sivuca (1978)
Forró e Frevo (1980)
Cabelo de Milho (1980)
Forró e Frevo Vol. 2 (1982)
Vou Vida Afora (1982)
Onça Caetana (1983)
Forró e Frevo Vol. 3 (1983)
Forró e Frevo Vol. 4 (1984)
Sivuca & Chiquinho Do Acordeon (1984)
Som Brasil (1985)
Chiko's Bar - Toots Thielemans & Sivuca (1986)
Rendez-Vous in Rio Sivuca / Toots Thielemans / Silvia (1986)
Sanfona e Realejo (1987)
Let's Vamos - Sivuca & Guitars Unlimited (1987)
Um Pé No Asfalto, Um Pé Na Buraqueira (1990)
Pau Doido (1993)
Enfim Solo (1997)
.

SIVUCA NO YOUTUBE
http://br.youtube.com/watch?v=Z8T2Xb5Yfqc&feature=related
http://br.youtube.com/watch?v=rYjrb61aItg
RARIDADE: SIVUCA 1969
http://br.youtube.com/watch?v=SEDby9v8kd8&feature=related
"DUELO" HERMETO PASCOAL E SIVUCA
Amigos, semana de citações sobre a Cultura-Afro, que não deveriam ser restritas apenas a data, mas constantes referências nos estudos brasileiros. (Dia 20 de Novembro - Dia da Consciência Negra - Dia de Zumbi dos Palmares)
Como arte-educadora, me vi diante de um tema amplo e rico !
Nas Oficinas Culturais que realizei neste período enfatizei a capoeira como uma herança africana desdobrada em muitas formas. A luta-dança, o ritmo, a plasticidade, as cores, o contexto histórico, a musicalidade. O berimbau ! Que som incrível, exigindo habilidade.
Taí a dica para professores e para brasileiros, neste tema tão genuinamente misturado às nossas raízes. ( Vera ~ Arte Brasilis )
.
ARTE BRASILIS TRAZENDO UM POUCO DA...
.
HISTÓRIA DA CAPOEIRA:

http://www.suapesquisa.com/educacaoesportes/historia_da_capoeira.htm
A história da capoeira começa no século XVI, na época em que o Brasil era colônia de Portugal. A mão-de-obra escrava africana foi muito utilizada no Brasil, principalmente nos engenhos (fazendas produtoras de açúcar) do nordeste brasileiro. Muitos destes escravos vinham da região de Angola, também colônia portuguesa. Os angolanos, na África, faziam muitas danças ao som de músicas.
Ao chegarem ao Brasil, os africanos perceberam a necessidade de desenvolver formas de proteção contra a violência e repressão dos colonizadores brasileiros. Eram constantemente alvos de práticas violentas e castigos dos senhores de engenho. Quando fugiam das fazendas, eram perseguidos pelos capitães-do-mato, que tinham uma maneira de captura muito violenta.
Os senhores de engenho proibiam os escravos de praticar qualquer tipo de luta. Logo, os escravos utilizaram o ritmo e os movimentos de suas danças africanas, adaptando a um tipo de luta. Surgia assim a capoeira, uma arte marcial disfarçada de dança. Foi um instrumento importante da resistência cultural e física dos escravos brasileiros.
A prática da capoeira ocorria em terreiros próximos às senzalas (galpões que serviam de dormitório para os escravos) e tinha como funções principais à manutenção da cultura, o alívio do estresse do trabalho e a manutenção da saúde física. Muitas vezes, as lutas ocorriam em campos com pequenos arbustos, chamados na época de capoeira ou capoeirão. Do nome deste lugar surgiu o nome desta luta.
Até o ano de 1930, a prática da capoeira ficou proibida no Brasil, pois era vista como uma prática violenta e subversiva. A polícia recebia orientações para prender os capoeiristas que praticavam esta luta. Em 1930, um importante capoeirista brasileiro, mestre Bimba, apresentou a luta para o então presidente Getúlio Vargas. O presidente gostou tanto desta arte que a transformou em esporte nacional brasileiro.
A capoeira possui três estilos que se diferenciam nos movimentos e no ritmo musical de acompanhamento. O estilo mais antigo, criado na época da escravidão, é a capoeira angola. As principais características deste estilo são: ritmo musical lento, golpes jogados mais baixos (próximos ao solo) e muita malícia. O estilo regional caracteriza-se pela mistura da malícia da capoeira angola com o jogo rápido de movimentos, ao som do berimbau. Os golpes são rápidos e secos, sendo que as acrobacias não são utilizadas. Já o terceiro tipo de capoeira é o contemporâneo, que une um pouco dos dois primeiros estilos. Este último estilo de capoeira é o mais praticado na atualidade.
imagem http://www.facom.ufba.br/com024/salvador/images/capoeira.gif
leia também:
A Capoeira
Autor: Adriana Fernandes
http://360graus.terra.com.br/geral/default.asp?did=2046&action=reportagem
Dança negra. Com muitos rituais. Brincadeira de movimentos com malícia. Na dança negra de pés no chão a agilidade da esquiva e a esperteza da fuga. E de repente, ante os olhos surpresos do adversário, o gesto rápido.
O ataque fulminante. Então, prostrado, o inimigo se dá conta de que foi vítima da mandinga. Isto, se ainda tiver vida...
(...) uma arte que foi proscrita no tempo da escravidão e que em nossos dias vem se tornando a maior manifestação folclórica, cultural e esportiva do nosso país.
Estamos nos referindo à CAPOEIRA.
O termo capoeira aparece pela primeira vez em 1712, por Rafael Bluteau, em seu livro "Vocabulário Português". Propostas Empregadas ao Termo
Antônio Joaquim de Macedo Soares, fez contestações quanto as proposições apresentadas por José de Alencar, que atribuiu ao Tupi CAA-APUAM-ERA, traduzido por "mato cortado", e pelo Visconde de Rohan de que o tupi Copuera, significando "Roça velha", viesse a se transformar no termo capoeira.
Macedo escreve: "Capuer", capoêra é pura e simplesmente o guarani caá-puêra, mato que foi, atualmente mato miúdo que nasceu no lugar do mato virgem que se derrubou. A proposta mais coerente considerada sobre a luta capoeira é do estudioso argentino, radicado no Brasil, Adolfo Morales de Los Rios Filho, onde, segundo sua lógica, o termo capoeiros era empregado aos escravos carregadores quase exclusivos dos grandes cestos chamados "capu" (a justaposição do termo indígena "ca", que se refere a qualquer material oriundo da mata, da floresta, com "pu" referente a cesto, forma o termo "ca-pu", que significa cestos feitos com produtos da mata).
A capoeira como luta, na hipótese de Morales, teria nascido nas disputas da estiva, nas horas de lazer, nas "simulações de combate" entre companheiros de trabalho, que pouco a pouco se tornariam hierarquias de habilidade.

.
VEJA ! >>> vídeo de capoeira acrobática brasileira >>>
http://brasil-brazil-br.blogspot.com/2007/07/capoeira-acrobatica.html
Saiba quem foi Zumbi dos Palmares:
http://www.suapesquisa.com/historiadobrasil/zumbi_dos_palmares.htm
POSTS RELACIONADOS COM A CULTURA AFRICANA:
http://artebrasilis.blog.terra.com.br/brasil_mestico
http://artebrasilis.blog.terra.com.br/ensino_de_arte_e_cultura_africana
Obs: Museu Afro Brasil em novo endereço: http://www.museuafrobrasil.com.br
Carybé (Hector Julio Páride Bernabó)
Artista Plástico Argentino
07/02/1911, Lanús, Argentina
01/10/1997, Salvador, Bahia
FONTE: http://noticias.uol.com.br/licaodecasa/materias/ult1789u665.jhtm
Argentino naturalizado brasileiro, Hector Julio Páride Bernabó ficou internacionalmente conhecido como Carybé, um destacado artista plástico figurativo do século 20.
Nascido em 7 de fevereiro de 1911, na pequena cidade de Lanús, subúrbio de Buenos Aires, o pintor viveu em Gênova e Roma (Itália) dos 6 meses aos 8 anos. Em 1919, veio morar no Brasil onde completou os estudos secundários no Rio de Janeiro e estudou na Escola Nacional de Belas Artes.
Em 1927, retornou para a Argentina, onde trabalhou em diversos jornais, até que o periódico 'Prégon' o contratou para viajar por vários países fazendo e enviando desenhos e reportagens de onde passasse. Com isso, Carybé começou a ter contato com várias culturas e diferentes formas de expressão artística, que influenciaram o seu trabalho como pintor. Em uma dessas viagens conheceu Salvador, onde começou a ter contato com a cultura baiana.
Até meados dos anos 40, Carybé viveu entre vários países, mas sempre retornando ao Brasil. Neste período, trabalhou como ilustrador de obras literárias e traduziu o livro Macunaíma, de Mário de Andrade, para o espanhol. Em 1943, fez sua primeira exposição individual e ilustrou o livro "Macumba, Relatos de la Tierra Verde", de Bernardo Kordan.
Em 1946, casou-se com Nancy, na província argentina de Salta, com quem teve dois filhos, o artista plástico Ramiro e a bióloga Solange. Após várias viagens para Salvador, em 1950 foi morar definitivamente na capital baiana, onde, através de uma carta de recomendação de Rubem Braga, foi contratado para fazer murais em prédios e obras públicas.
Durante os quase 50 anos em que viveu na Bahia, Carybé desenvolveu uma profunda relação com a cultura e com os artistas de Salvador. As manifestações culturais locais, como o candomblé, a capoeira e o samba de roda, passaram a marcar a sua obra. Ao lado de outros artistas plásticos, como Jenner Augusto, Mário Cravo e Genaro de Carvalho, participou ativamente do movimento de renovação das artes plásticas no Estado.
Bastante eclético, Carybé experimentou ao longo de sua vida grande parte das técnicas artísticas conhecidas, como aquarelas, desenhos, esculturas, talhas, cerâmicas, entre outros. Além desses trabalhos, destacou-se também na criação de diversos murais pelo mundo, entre eles, um no Aeroporto de Nova York.

Em 1957, o artista naturalizou-se brasileiro. Entre seus grandes amigos no país, destacou-se o escritor Jorge Amado, que escreveu, em sua homenagem, 'O Capeta Carybé'. Na obra, o artista foi definido como "feito de enganos, confusões, histórias absurdas, aparentes contradições, e, ao mesmo tempo, é a própria simplicidade". Carybé fez desenhos em inúmeras obras de Amado, além de ilustrar trabalhos para livros de outros autores de grande expressão, como Mário de Andrade, Gabriel García Márquez e Pierre Verger.
O artista também escreveu livros como 'Olha o Boi' e foi co-autor da obra 'Bahia, Boa Terra Bahia', com Jorge Amado. Em 1981, após 30 anos de pesquisa, publicou a Iconografia dos Deuses Africanos no Candomblé da Bahia. Realizou também roteiros gráficos, direção artística e figurinos para teatro e cinema.
Por quase toda a sua vida, o pintor acreditou que o seu apelido Carybé provinha de um pássaro da fauna brasileira. Somente muitos anos depois, através do amigo Rubem Braga, descobriu que a sua alcunha significava 'mingau ralo', o que lhe rendeu diversas brincadeiras.
Freqüentador do terreiro de candomblé Ilê Axé Opô Afonjá, Carybé morreu aos 86 anos, no dia 1° de outubro de 1997, em Salvador, durante uma cerimônia no próprio terreiro. O artista deixou como legado mais de 5.000 trabalhos, entre pinturas, desenhos, esculturas e esboços.
http://br.youtube.com/watch?v=Lxa-U3jbkuQ >> VÍDEO-HOMENAGEM A CARYBÉ
LEIA TAMBÉM:
Carybé - Miriam Fraga
Confundindo-se com um livro de história, "Carybé" retrata a vida deste pintor e ilustrador tão importante para o Brasil e para a Bahia; e reflete de forma bela e concisa sobre o contexto histórico e o modernismo, a cultura afro-brasileira e a fascinante cidade de São Salvador.
Ed. Moderna
CLIMA MUSICAL:
TOQUINHO, AO VIVO: BERIMBAU (BADEN POWELL/VINÍCIUS DE MORAES)
http://br.youtube.com/watch?v=CfJn7_rCj9k
"...Quem de dentro de si
não sai
Vai morrer sem amar
ninguém..."
letra: http://www2.uol.com.br/cante/lyrics/Baden_Powell_e_Vinicius_de_Moraes_-_Berimbau.htm

Clara Nunes nasceu em Paraopeba, MG, em 12 de agosto de 1943. O pai, Mané Serrador, era violeiro e cantador de folias-de-reis. Órfã desde pequena, aos 16 anos foi para Belo Horizonte, onde conseguiu empregar-se como operária numa fábrica de tecidos.
Por essa época cantava no coral de uma igreja, ao mesmo tempo em que, ajudada pelos irmãos, concluía o curso normal. Em 1960 foi a vencedora da final do concurso A Voz de Ouro ABC, em sua fase mineira, com Serenata do Adeus (Vinícius de Moraes), e obteve o terceiro lugar, na finalíssima realizada em São Paulo, com Só Adeus (Jair Amorim e Evaldo Gouveia). Contratada pela Rádio Inconfidência, de Belo Horizonte, durante um ano e meio teve um programa exclusivo na TV Itacolomi. Nessa mesma época, cantava em boates e clubes, tendo sido escolhida, por três vezes, a melhor cantora do ano.
Em 1965 foi para o Rio de Janeiro e passou a apresentar-se na TV Continental, no programa de José Messias. Ainda nesse ano, após teste, foi contratada pela Odeon, que, em 1966, lançou seu primeiro LP, A voz adorável de Clara Nunes, em que interpreta boleros e sambas-canções. Em 1968, gravou Você passa e eu acho graça (Ataulfo Alves e Carlos Imperial), que foi seu primeiro sucesso e marcou sua definição pelo samba.
Em 1972, além de ter realizado seu primeiro show, Sabiá, sabiô (com texto de Hermínio Bello de Carvalho), no Teatro Glauce Rocha, no Rio de Janeiro, lançou o LP Clara, Clarice, Clara, com musicas de compositores de escolas de samba e outras de Caetano Veloso e Dorival Caymmi. Ainda nesse ano, gravou o samba Tristeza pé no chão (Armando Fernandes), apresentado no Festival de Juiz de Fora, que vendeu mais de 100 mil copias. Em fevereiro 1973, estreou no Teatro Castro Alves, em Salvador, com o show O poeta, a moça e o violão, ao lado de Vinícius de Moraes e Toquinho. Em 1973 gravou na Europa o LP Brasília e, no Brasil, o LP Alvorecer, que chegou ao primeiro lugar de todas as paradas brasileiras com Conto de areia (Romildo e Toninho). Em 1974, ao lado de Paulo Gracindo, atuou no Canecão, no Rio de Janeiro, na segunda montagem do espetáculo Brasileiro, profissão esperança, de Paulo Pontes (do qual foi lançado um LP), que contava as vidas de Dolores Duran e de Antônio Maria. Em 1975, ano do seu casamento com o compositor Paulo César Pinheiro lançou Claridade, seu disco de maior sucesso. Outro grande sucesso veio em 1976, com o disco Canto das três raças. Em 1977 lançou As forças da natureza, disco mais dedicado ao samba e ao partido-alto. Em 1978 lançou o disco Guerreira, interpretando outros ritmos brasileiros. Em 1979 lançou o disco Esperança. No ano seguinte veio Brasil mestiço, que incluiu o sucesso Morena de Angola, composto por Chico Buarque para ela. Em 1981 lançou Clara, com destaque para Portela na avenida. No auge como intérprete, lançou em 1982 Nação, que seria seu último disco.
Morreu em 02 de Abril 1983, depois de 28 dias de agonia, hospitalizada após um choque anafilático ocorrido durante uma cirurgia de varizes. Em dezembro de 1997, a gravadora EMI reeditou a obra completa da artista, em 16 CDs remasterizados no estúdio de Abbey Road, em Londres, e embalados em capas que reproduzem as originais.
Biografia: Enciclopédia da Música Brasileira
Art Editora e PubliFolha
Morena de Angola 
(Chico Buarque)
>>>>>>>> OUÇA O CLIPE >>>>>>>>>>>
http://br.youtube.com/watch?v=vNLJO06eAsU&feature=related
Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela
Será que a morena cochila escutando o cochicho do chocalho
Será que desperta gingando e já sai chocalhando pro trabalho
Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela
Será que ela tá na cozinha guisando a galinha à cabidela
Será que esqueceu da galinha e ficou batucando na panela
Será que no meio da mata, na moita, a morena inda chocalha
Será que ela não fica afoita pra dançar na chama da batalha
Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Passando pelo regimento ela faz requebrar o sentinela
Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela
Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela
Será que quando ela vai pra cama a morena se esquece dos chocalhos
Será que namora fazendo bochincho com seus penduricalhos
Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Será que ela mexe o chocalho ou o chocalho é que mexe com ela
Será que ela tá caprichando no peixe que eu trouxe de Benguela
Será que tá no remelexo e abandonou meu peixe na tigela
Será quando fica choca põe de quarentena o seu chocalho
Será que depois ela bota a canela no nicho do pirralho
Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
Eu acho que deixei um cacho do meu coração na Catumbela
Morena de Angola que leva o chocalho amarrado na canela
IMAGEM: http://www.geocities.com/SouthBeach/Bay/2796/clara_nunes2.jpg