Arte Brasilis

ARTE BRASILIS é uma REVISTA ELETRÔNICA de ARTE, CIÊNCIA, FILOSOFIA e EDUCAÇÃO. Textos e referências para amigos, educadores, interessados em Cultura Brasileira e Educação para a Paz. artebrasilis@hotmail.com (MSN) artebrasilis@bol.com.br

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Terra Blog

Categoria: ARTE POPULAR

16.09.07

UMA VIDA DE ARTES

categorias: ARTE POPULAR

CARO LEITOR, divulgo aqui dvd que recebi do amigo e colega José Roig, que desenvolveu um blog chamado >>>>OLHAR VIRTUAL<<<<, com vida e obra de seu pai, artista plástico, autodidata, José Américo Roig, o Zeméco.

Com muita sensibilidade, Zeméco registra visualmente aspectos da história regional sul do país. Contatos: http://olharvirtual.blogspot.com

 

 

 

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DVD UMA VIDA DE ARTES - A história de vida de José Américo Roig, produzido pela Associação do Patrimônio Histórico, Artístico e Cultural de São José do Norte (RS-BRASIL).

 

"uma das figuras mais carismáticas de São José do Norte e pintor conhecido por além fronteiras do Rio Grande do Sul. (...) Zeméco - como é chamado - é um pintor que tem suas obras conhecidas até fora do país levadas por turistas que visitam o balneário onde o artista reside".

 

Quem sou eu
Artista plástico autodidata, natural de São José do Norte-RS, mais conhecido pelo apelido e nome artístico de Zeméco. Dedico a maior parte de minha vida à arte e cultura de minha região e cidade, no extremo sul do Rio Grande do Sul, Brasil. Gosto de pintar marinhas, casarios, retratos. Resido, desde os anos 1980, na Praia do Mar Grosso, no mesmo município onde nasci.

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  • Postado em 20:24:55

30.07.07

ANA COSTA.VIVA ESTA ENERGIA.

categorias: ARTE POPULAR

Conheça Ana Costa, intérprete do tema oficial dos Jogos Pan-Americanos

 
A música-tema, intitulada Viva Essa Energia, teve como intérprete uma grata revelação da MPB: a cantora Ana Costa.

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Hino dos Jogos
A cantora Ana Costa foi uma das primeiras atrações da festa de encerramento dos Jogos Pan-americanos (29/07/07). Ela cantou, junto com o autor e também cantor Arnaldo Antunes, o hino dos jogos "Viva esta energia". Acompanhando os dois, cerca de 1.500 ritmistas de samba que desfilavam pelo gramado do Maracanã coberto, transformado em um imenso palco.
http://g1.globo.com/Noticias/Pan2007/0,,MUL79721-8610,00.html


Ana Costa

Mas quem é Ana Costa, essa artista mais conhecida para os amantes do bom samba que domina bares e casas de show da Lapa, área central do Rio? Ela é conhecida no bairro, que é um dos mais boêmios da cidade, desde 1998. Além do trabalho solo, Ana também faz parte do Grupo Roda de Saia, composto apenas só de mulheres. Quando não está atuando, a cantora gosta de bater papo, comer bolinho de bacalhau e tomar sua cervejinha pelos bares da Lapa.

A carreira da intérprete oficial da música do PAN começou na década de 80. Ana cantou em orquestras de bailes e tocava MPB em barzinhos, tendo participado inclusive de um grupo de Bossa Nova. Entre as influências musicais ela cita a Velha Guarda da Portela, Martinho da Vila, Jorge Aragão e Beth Carvalho.



Confira a letra de Viva Essa Energia

Viva Essa Energia

No dia em que o céu beijou o mar
fazendo a cama pro sol deitar
a noite veio cobrindo devagar
com seu manto de luar

Ali foi gerado o novo dia
trazendo pra terra a energia
dando vida nova ao novo mundo
ao som do mar e à luz do céu profundo

Viva essa energia
Viva essa energia
todo mundo junto
pra jogar

Viva essa energia
Viva essa energia
todo mundo junto
pra pular

Viva essa energia
Viva essa energia
todo mundo junto
agora pra vibrar

Viva essa energia
Viva essa energia
todo mundo junto
como o céu e o mar

Brancos de uma tribo anglo-saxão
Bárbaros ibéricos e filhos de tupã
Incas e astecas, ianomâmis e tupis
Comanches pataxós, apaches guaranis

Ketu e angola, jeje nagô e iorubá
Gente do oriente, filhos de Alah
Todos vieram à beira da praia pra saudar
o amor de Guaracy e Iemanjá

Viva essa energia
Viva essa energia
todo mundo junto
pra jogar

Viva essa energia
Viva essa energia
todo mundo junto
pra pular

Viva essa energia
Viva essa energia
todo mundo junto
agora pra vibrar

Viva essa energia
Viva essa energia
todo mundo junto
como o céu e o mar

As matas no vento em movimento
onça, tucano, macaco e arara
circula a energia no ar todo dia
banhando a Baía de Guanabara

As ondas do mar quebrando na areia
ao ritmo swing do sangue na veia
De homens, mulheres, que vêm aos milhares
De tantos lugares, de tantas aldeias

Viva essa energia
Viva essa energia
todo mundo junto
pra jogar

Viva essa energia
Viva essa energia
todo mundo junto
pra pular

Viva essa energia
Viva essa energia
todo mundo junto
agora pra vibrar

Viva essa energia
Viva essa energia
todo mundo junto
como o céu e o mar

 PARA OUVIR:
http://br.youtube.com/watch?v=PFd_onu7QzU

 

                           http://br.youtube.com/watch?v=kUSOcel8A-A


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  • Postado em 16:59:58

08.07.07

ARTESANATO EM ALTA

categorias: ARTE POPULAR, ACONTECE

Caro amigo, São Paulo sediou nestes últmos dias uma grande feira de Artesanato - a Mega Artesanal 2007 - que surpreendeu pelo número de visitantes. A criatividade nunca esteve tão em alta. O trabalho artesanal ganha categoria profissionalizante, transforma sua condição alternativa para fonte de renda familiar. Amplia o perfil do artesão, não restrito somente ao público feminino. Uma feira bem produzida, com matérias-primas diversas, forte cunho educativo e ecológico, tudo muito agradável aos olhos. Além de incentivar a atividade manual !

 Veja abaixo alguns conceitos sobre artesanato.

 

http://www.megaartesanal.com.br

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O conceito de artesanato

Inicialmente o que caracteriza o artesanato é a transformação da matéria-prima em objetos úteis, quem realiza esta atividade denomina-se artesão, este reproduz objetos que chegaram até ele através da tradição familiar ou cria novos de acordo com suas necessidades.

(...) Outras características do artesanato

Como sistema de trabalho que engloba os diversos processos de artesão, o artesanato assinala um avanço cultural e só apareceu como conseqüência da divisão de campo ocupacional no período histórico em que a precisão de meios de subsistência e os hábitos de vida em sociedade passaram a exigir maior produção de bens.
Sendo o artesanato uma manifestação de vida comunitária, o trabalho se orienta no sentido de produzir objetos de uso mais comum no lugar, seja em função utilitária, lúdica, decorativa ou religiosa.
O artesanato é um sistema de trabalho do povo, se bem que pode ser encontrado em todas as camadas sociais e níveis culturais. Podendo ser denominado artesanato indígena, ou primitivo, folclórico ou semi-erudito, requintado.
O artesanato é pratico, sendo informal sua aprendizagem. O que o artesão faz, cria-o ele próprio ou aprender na tenda artesanal da família ou do vizinho, observando como este fazia, pela vivencia e pela imitação, vendo-o trabalhar. Não se recebem aulas teóricas; aprende-se a fazer, fazendo; pratica-se porque quer; age-se voluntariamente. Vai daí o acentuado cunho pessoal do trabalho artesanal, apesar da vulgaridade da maioria das peças produzidas nesse sistema.
Não se deve confundir artesanato, que é fonte de produção, com o produto dele resultante. Produto é coisa e artesanato é o conjunto de maneiras pelas quais a coisa é feita.

Importância do artesanato

No processo evolutivo da raça humana, a atividade econômica deve ser examinada como etapa inicial. Sem trabalho, o homem não avança sequer um palmo na via esplendida do progresso. E foram as mãos que abriram o caminho para a longa e vitoriosa jornada que inda prossegue.

Desde tempos remotos, conforme vimos, o homem inventou e fez instrumentos, e descobriu processos que lhe aumentaram a eficácia da ação produtiva. À soma de tais processos acreditamos poder chamar artesanato, embora nascente, porque, àquela época, eram as técnicas reduzidas em número e bastante elementares.

Além dessa sua importância histórica, o artesanato abrange outros valores, os quais hoje o tornam reconhecido, universalmente. Os povos mais desenvolvidos do mundo criam instituições destinadas ao seu incremento e o realizam mediante exposições periódicas e feiras anuais de objetos de arte popular, com distribuição de prêmios aos primeiros artesãos colocados, levantamentos de mapas artesanais, amparo comercial e outras medidas inteligentes.

Esse interesse fora do comum pelos trabalhos manuais se explica, provavelmente,com o receio às conseqüências do avanço tecnológico.

Examinaremos agora o artesanato sob alguns pontos de vista;

Social — Possibilitando ao artesão melhores condições de vida e atuando contra o desemprego, o artesanato pode ser considerado elemento de equilíbrio no país e fator de coesão, de paz social. Conforme se sabe, este sistema de trabalho conta com a participação ativa da família. O lar, então, além de centro de vida é também núcleo de aprendizagem profissional. Outrossim, o mestre-artesão desempenha um papel relevante na comunidade e sua arte é fator de prestígio.

Artístico — O artesanato desperta as aptidões latentes do obreiro e aprimora-lhe o intelecto. Suas mãos, obedientes a impulsos mentais e inteligentes, deslocam a matéria-bruta, grosseira e passiva, e convertem-na com o calor de sua imaginação em coisa útil e por vezes bela. É a idéia que deseja a forma. Vale repisar que o povo não faz arte desinteressada ou arte pela arte, mas, não raramente, sobre ser utilitária, suas peças são bem acabadas, produzidas com esmero e revelam bom-gosto. Se o artesão, ale’m de habilidade manual, possuir talento e sensibilidade, aí então ele vira artista. Desse modo, sua experiência artesanal seria apenas uma fase de formação artística.

Pedagógico — Isto quer dizer que os trabalhos manuais são de grande valor para a criança em idade escolar, principalmente os de carpintaria, modelagem e papel recortado. Doutra parte, considera-se o artesanato como excelente meio para a educação de certos, que, se bem orientados nesse plano, podem adquirir habilidade prodigiosa e se realizarem na vida, plenamente.

Moral — O artesanato pode dar causa ao aperfeiçoamento espiritual e moral do artesão, sendo certo que o trabalho afasta a pessoa dos vícios e da delinqüência, Daí o provérbio "cabeça de desocupado é tenda de satanás", cuja sabedoria e exatidão certamente não se põem em dúvida.

Terapêutico — O artesanato abranda o temperamento hostil ou agitado de pessoas que sofrem desvios de personalidade, as quais poderão corrigir suas aberrações através da ocupação manual. Se, por exemplo, um tipo psicológico agressivo deseja fazer mal a alguém, ele o realiza — digamos no barro, e então se satisfaz, por transferência, assim se liberta do incômodo, livra-se de seu estado de tensão e obtém o equilíbrio intrapsíquico ou paz interior. Esse trabalho se recomenda ainda a certos enfermos que são obrigados a permanecer no leito durante muito tempo, embora tenham válidas as mãos e possam produzir certos objetos que exigem mais habilidade e paciência do que esforço físico.

Cultural — O artesão imprime traços de sua cultura nos objetos que produz, consciente ou inconscientemente. Muitas de suas tradições, como símbolos mágicos e crenças, ficam marcadas em suas peças.

Psicológico — O artesão se sente valorizado com sua arte porque faz objetos que têm serventia e isto lhe dá a certeza íntima de ser útil à comunidade. Ademais, e apesar do caráter regional do artesanato, o objeto produzido não deixa de ser o resultado de ato do artesão, que nele imprime a marca de sua personalidade. A psicotécnica adota medir certas dimensões psíquicas através de minucioso exame de objetos feitos a mão, nos quais a pessoas, inconscientemente, registra suas intenções e desejos e revela sua linha de comportamento.

BIBLIOGRAFIA:

MARTINS, Saul. Contribuição ao Estudo Cientifico do Artesanato. Belo Horizonte. Imprensa Oficial do Estado de Minas Gerais. 1973.
www.eba.ufmg.br/alunos/kurtnavigator/arteartesanato/artesanato.html

________________________________________________________

PARA APROFUNDAMENTO NO TEMA, A DICA É O LIVRO NOSTALGIA DO MESTRE ARTESÃO, DE ANTÔNIO SANTONI RUGIU (ED. AUTORES ASSOCIADOS)

www.autoresassociados.com.br/cgi-bin/mostra?livro=17&Flag=1

 

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13.06.07

SANTO ANTÔNIO CASAMENTEIRO

categorias: ARTE POPULAR

SANTO ANTÔNIO NO FOLCLORE BRASILEIRO



Não há exagero na quadrinha popular que diz:

São João a vinte e quatro
São Pedro a vinte e nove
Santo Antônio a treze
Por ser o santo mais nobre

Na realidade Fernando Bulhões nasceu do casal Marins-Bulhões Taveira, da nobreza de Portugal.

Mas o que ficou dessa nobreza, para os fiéis foram as graças sobrenaturais que frei Antônio espalhou pelo caminho terreno e que o fez galgar a glória celeste sob a invocação de Santo Antônio.

A sua intercessão miraculosa é reclamada sob inúmeros aspectos.

O maior de seus milagres foi, sem dúvida o que se deu quando, já famoso orador, pregava em Pádua (Itália).

Avisado durante um sermão de que, em Portugal, o seu pai, condenado, caminhava para a forca, pousou por momentos a mão sobre a fronte e, milagrosamente desdobrou-se, foi à Lisboa e salvou-o.

Nem os ouvintes de Pádua perceberam que, durante aquela rápida parada em que o pregador parecia coordenar um pensamento, em pensamento havia realizado o até hoje discutido milagre do desdobramento da personalidade!

Daí, a dupla invocação do seu nome Santo Antônio de Lisboa, para aquele que nasceu em Lisboa em 1195, e Santo Antônio de Pádua, porque aí faleceu em 1232.

O prestígio do milagre de Santo Antônio alcançou as Índias, chegou ao Brasil e a todos os pontos onde existe um católico.

Santo Antônio, porém, sempre foi o santo do lar, dos nichos e barraquinhas.

Adorado com fervor é o orago das povoações, dos soldados, o santo familiar, o desvendador de perdidos, o protetor dos casamentos que o sincretismo das religiões populares levou aos candomblés da Bahia, confundindo com Ogum, santo guerreiro dos negros.

É festejado a treze de junho, dia de preceito em toda a América por determinação da bula de 1722, do papa Inocêncio XVIII.

Por muito tempo foi esse dia feriado no Brasil.

O milagroso santo desde os tempos coloniais que vem estendendo suas bençãos às nossas batalhas, garantindo vitória aos brasileiros. A libertação de Pernambuco é atribuída à sua milagrosa intervenção. Santo que os fiéis pernambucanos proclamam:

Milagroso Santo Antônio
Nosso padroeiro
Enche de alegria
Pernambuco inteiro

A defesa da colônia do Sacramento, ao Sul, esteve também entregue à milagrosa intervenção de Santo Antônio, que após a vitória recebeu um custoso bastão do governador Veiga Cabral.

Durante a invasão de Duclerc e Duguay-Trouin, no Rio de Janeiro, em 1710, o governador Castro Morais pediu a proteção de Santo Antônio. O provincial do convento de Santo Antônio, no largo da Carioca, enviou o rico bastão do santo ao governador, que apenas tocou a cabeça dele para iluminá-la, pedindo também que colocasse a imagem na muralha do convento, com uma lâmpada votiva acesa.

Travou-se a batalha. Os franceses foram derrotados.

Desde então, na frente do convento, em um nicho, fica a imagem de Santo Antônio e há sempre uma lamparina acesa.

O povo carioca tem grande fé nessa imagem, que chama Santo Antônio do Relento.

Por essas e outras vitórias alcançadas no norte e sul do Brasil, Santo Antônio atingiu altos postos militares, sendo condecorado pelo próprio dom João VI, que também lhe conferiu o posto de tenente coronel do Exército Brasileiro.

Com a proclamação da República e a conseqüente separação da igreja do estado, Santo Antônio perdeu o soldo que até então era pago ao superior do convento.

A ordem de Santo Antônio, porém, a cada novo governo que sucedia, reiterava requerimentos sem resultado.

Foi o ministro da Guerra, general Dantas Barreto que num curioso despacho deferiu o pedido, com uma cláusula explícita: "que o pagamento fosse próprio ou ao seu procurador…"

Os devotos de Santo Antônio pintam sua figura em objetos de barro, de louça, de madeira, trazem-no em bentinhos e breves e antigamente até por cepilhos da sela.

Daí o aviso ao meu cavaleiro:

"Segura-te no Santo Antônio!"

Também era em uso tempos idos colocar-se nas cartas as iniciais, S.A.t.g. (Santo Antônio te guie), hábito motivado por um milagre do santo realizado nas Astúrias, em 1729.

Mas ninguém desconhece a proteção de Santo Antônio para achar coisas perdidas, que surgem mal reza o responso:

Quem milagres quer achar
Contra os males e o demônio
Busque logo o Santo Antônio
Que aí o há de encontrar

A confiança em Santo Antônio é ilimitada.

Mas o seu maior prestígio é entre as moças que querem casar.

A filosofia popular retrata esses anseios na quadrinha pitoresca:

Santo Antônio me case já
Enquanto sou moça e viva
Porque o milho colhido tarde
Não dá palha nem espiga

A crendice aconselha às pretendentes ao matrimônio, como meio infalível, o furto do menino de Santo Antônio, tanto que a rima popular afirma:

Não quero Santo Antônio grande
Dentro do meu oratório
Eu quero é o meu pequenino
Que ouve o meu peditório

Às vezes o candidato tarda, ou é recalcitrante, e então vem o recurso extremo: penduram a imagem de cabeça para baixo e surram-na a valer!

Minha avó tem lá em casa
Um Santo Antônio velhinho
Em os moços não me querendo
Dou pancadas no santinho

Alucinadas, chegam a tirar o resplendor da imagem e sobre a tonsura pregam, com cera, uma moeda qualquer, que só sairá dali e será convertida em velas, no dia do casamento.

Chegam até a mergulhar a imagem dentro d’água!

Conta-se que certa solteirona amarrou a imagem numa corda e jogou-a num poço.

Correu o tempo. O barro da imagem dissolveu-se e o noivo não apareceu.

(...)

(Marisa Lira. ‘Folclore carioca; Santo Antônio no folclore brasileiro’. Correio da Manhã, 18/08/1950. Extraído do Boletim Trimestral da Comissão Catarinense de Folclore (IBECC), Florianópolis, Ano II, junho de 1951, nº 8. In APOCALYPSE, Mary. Estórias e lendas e Minas Gerais, Espírito Santo e Rio de Janeiro)

FONTE:

http://www.jangadabrasil.com.br/junho/cn10060b.htm

O PÃOZINHO DE SANTO ANTÔNIO

A história do pão de Santo Antônio remonta a um fato curioso que é assim narrado: Antônio comovia-se tanto com a pobreza que, certa vez, distribuiu aos pobres todo o pão do convento em que vivia. O frade padeiro ficou em apuros quando, na hora da refeição, percebeu que os frades não tinham o que comer: os pães tinham sido "roubados". O frade padeiro foi contar ao santo o ocorrido. Este mandou que verificasse melhor o lugar onde os tinha deixado. O Irmão padeiro voltou estupefato e alegre: os cestos transbordavam de pão, tanto que foram distribuídos aos frades e aos pobres do convento. O pãozinho de Santo Antônio é, por tradição, colocado pelos fiéis nos sacos de farinha, com a fé de que, assim, nunca lhes faltará o que comer.

(Folhinha Sagrado Coração de Jesus)

ENCOMENDE SEU ORATÓRIO DE SANTO ANTÔNIO, MAIS POPULARMENTE CONHECIDO COMO SANTO CASAMENTEIRO E SANTO DA FARTURA

COM CECÍLIA BORELLI, DIVULGADA NO POST:

http://artebrasilis.blog.terra.com.br/oratorios_de_cecilia_borelli

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  • Postado em 19:08:35

08.06.07

A ARTE DOS TAPETES DE RUA

categorias: ARTE POPULAR

A Arte dos Tapetes de Rua na festa de Corpus Christi


A confecção de tapetes de rua é uma magnífica manifestação de arte popular que tem como origem a comemoração do Corpus Christi.

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Utilizando diversos tipos de materiais, como serragem colorida, borra de café, farinha, areia e alguns pequenos acessórios, como tampinhas de garrafas, flores e folhas, as pessoas montam, com grande arte, um tapete pelas ruas, com dizeres e figuras relativas ao assunto. Por este tapete passa a procissão, seguida pelas pessoas que participam com fervor.

A celebração de Corpus Christi (Corpo de Cristo) surgiu na Idade Média e consta de uma missa, procissão e adoração ao Santíssimo Sacramento. Quarenta dias depois do Domingo de Páscoa é a quinta-feira da Ascensão do Senhor. Dez dias depois temos o Domingo de Pentecostes. O domingo seguinte é o da Santíssima Trindade, e na quinta-feira é a celebração do Corpus Christi.

É uma das mais tradicionais festas do Brasil e é comemorado no país desde a chegada dos portugueses.

A tradição de fazer o tapete com folhas e flores vem dos imigrantes açorianos. Essa tradição praticamente desapareceu em Portugal continental, onde teve origem, mas foi mantida nos Açores e nos lugares onde chegaram seus imigrantes, como por exemplo Florianópolis. 

O barroco enriqueceu esta festa com todas as suas características de pompa. Em todo o Brasil esta festa adquiriu contornos do barroco português. Corpus Christi é celebrado desde a época colonial com uma profusão de cores, música expressões de grandeza.

No Brasil, a tradição de se fazer os tapetes de ruas acontece em inúmeras cidades, geralmente com voluntários que começam os preparativos dias antes da solenidade e varam a noite trabalhando.

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História da festa de "CORPUS CHRISTI" no Brasil

A festa foi trazida para o Brasil pelos portugueses. No Brasil, numa carta de 9 de agosto de 1549, o Padre Manuel da Nóbrega, da Bahia, informava: “Outra procissão se fez dia de Corpus Christi, mui solene, em que jogou toda a artilharia, que estava na cerca, as ruas muito enramadas, houve danças e invenções à maneira de Portugal”. (Cartas do Brasil, 86, Rio de Janeiro, 1931).

As procissões portuguesas eram esplendorosas: tropas, fidalgos, cavaleiros, andores, danças e cantos. A imagem de São Jorge, padroeiro de Portugal, seguia a procissão montada em um cavalo, rodeada de oficiais de gala.

A tradição de enfeitar as ruas surgiu em Ouro Preto, cidade histórica do interior de Minas Gerais.

Veja algumas cidades onde é possível encontrar esse tipo de arte popular:

www.portaldafamilia.org/datas/corpus/corpuschristi1.shtml

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