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Dra. Hannelore Fuchs em companhia do
Chocolate, um de seus voluntários.
A médica veterinária e psicóloga Hannelore Fuchs é uma das precursoras no uso de animais para interagir com crianças, adolescentes e idosos em hospitais ou instituições. Fundadora da Associação Brasileira de Zooterapia (Abrazoo).
Hannelore revela que o trabalho é mais do que uma distração para os assistidos. "Constatam-se diminuição de medicamentos, menos incidência de depressão e aumento da sobrevida de enfartados", cita. O atendimento a adultos e crianças é feito de maneira diferenciada, pois as crianças são mais receptivas. "O mundo delas é diferente do mundo dos adultos. É mais simples. O animal entra com facilidade", diz.
A psicóloga explica que, na atividade, o animal é um facilitador, um canal através do qual é possível um ser humano chegar em outro ser humano. "É oferecido um animal comum, para ser tocado, percebido e apreciado. Quando não há afeto, o trabalho segue o caminho da impessoalidade. É preciso ter um objetivo, muitas vezes é necessário driblar o isolamento pessoal. E o animal distingue."
Embora sejam mais receptivas, as crianças costumam se emocionar menos que os adultos. De acordo com a especialista, a atividade para elas é mais lúdica, pois, em geral, estão acompanhadas por familiares. Para o adulto, que passa boa parte do tempo sozinho, é um alento. "Às vezes, ele se emociona mais do que a criança porque o trabalho traz lembranças e vivências", conclui.
A idéia de oficializar essa fabulosa relação entre o homem e o animal surgiu nos Estados Unidos com a Terapia Assistida por Animais (Animal Assisted Therapy), há cerca de 40 anos, e desde então se difundiu rapidamente em países como Canadá, Suíça, França e Japão. Aqui no Brasil existem projetos que se dedicam a esta nobre causa e treinam esses animais para o trabalho que irão desenvolver.
Um exemplo muito expressivo é o Projeto Pet Smile, criado em São Paulo e e coordenado pela veterinária e psicóloga Dra. Hannelore Fuchs.
O projeto já realizou mais de 6000 visitas. São cerca de 18 animais, entre eles há também tartarugas, gatos e passarinhos, e todos moram na casa da Dra e recebem cuidados especiais. O grupo conta também com o apoio de aproximadamente cinco voluntários por visita. (...)
Matéria publicada em março/2004, integral em:
http://focinhos.ig.com.br/especiais/terapia_quatro_patas.shtml
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